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UC · Unidade de Competência · UC01344

Sebenta · Analisar o projeto de estruturas (UC01344)

Peças do projeto, Eurocódigos, betão e aço, pormenores de armaduras e mapas de quantidades
50h · 4.5 pontos crédito Curso: T. Obra ↗ Referencial oficial SNQ
Índice

Introdução

Um edifício em obra chega ao técnico de obra em dezenas de peças: plantas, cortes, pormenores, memórias descritivas, cadernos de encargos e mapas de quantidades. Esta sebenta ensina a ler, organizar e verificar o projeto de estruturas de um edifício corrente em betão armado, desde as fundações até à laje de cobertura.

O percurso profissional real começa pela organização das peças do projeto, segue pelo enquadramento regulamentar (os Eurocódigos), passa pelos dois materiais que dominam a construção em Portugal (betão e aço), desce ao pormenor de cada elemento estrutural (fundações, pilares, vigas, lajes, escadas, muros e núcleos), e termina na competência mais prática de todas: calcular e verificar mapas de quantidades, compatibilizar peças e detetar erros antes de a obra avançar.

Objetivos de aprendizagem (referencial): analisar os desenhos do projeto de fundações e de estrutura; organizar e compatibilizar as várias peças do projeto; analisar os materiais e as técnicas de construção; controlar a aplicação da legislação no âmbito da estabilidade dos edifícios; e executar desenhos de projetos de estruturas e de fundações.

Nota importante sobre o nível desta UC: o técnico de obra lê, verifica e executa desenhos a partir do projeto, não dimensiona estruturas. Cálculos de dimensionamento (quanta armadura uma viga precisa, por exemplo) são do projetista; os cálculos desta sebenta (massas de aço, volumes de betão) são os que o técnico de obra faz para verificar e organizar o que já está definido no projeto.

1. O projeto de estruturas: peças e organização

Um projeto de estruturas é uma das especialidades de um processo de construção, a par da arquitetura, das redes de águas e esgotos, da eletricidade e do gás. Define como o edifício se aguenta em pé: fundações, pilares, vigas, lajes, escadas, muros e núcleos.

O projeto é composto por quatro tipos de peças:

Organizar e compatibilizar as várias peças do projeto de fundações e estrutura é uma das cinco realizações centrais desta UC. Nunca lê uma peça isolada: cruza sempre a planta com o corte, o pormenor com o quadro de pilares, a memória descritiva com o desenho.

Projeto de base vs projeto de execução

O projeto avança em duas fases, com nível de detalhe crescente:

Fase O que mostra Uso
Projeto de base desenhos de conjunto, solução geral da estrutura aprovação em câmara municipal
Projeto de execução desenhos de pormenor, prontos para obra construção em estaleiro

Um erro sério e recorrente é a obra arrancar apenas com o projeto de base, sem os pormenores de execução: falta a informação de amarração, emendas e recobrimento que só o pormenor traz.

2. Leitura de plantas, alçados, cortes e simbologia

As três vistas normalizadas

Cotagem, escalas e desenho técnico

A cotagem indica dimensões reais; a escala indica a relação entre o desenho e a realidade. Escalas correntes: 1:50 ou 1:100 para plantas de conjunto, 1:20 ou 1:10 para pormenores de armaduras. O desenho técnico manual usa régua, escalímetro e aristo para medir e traçar sobre papel; o desenho assistido por computador (CAD) dá a cota exata sem medição manual, mas segue as mesmas normas de representação.

Simbologia de representação gráfica

Ler a notação Ø12//0,20: varões de 12 mm de diâmetro, espaçados de 0,20 m entre eixos. É a notação mais usada em toda esta UC, tanto em pilares e vigas como em lajes.

3. Enquadramento regulamentar: os Eurocódigos

Os Eurocódigos são as normas europeias de projeto de estruturas, adotadas em Portugal como normas NP EN. Cada um cobre uma matéria específica:

Eurocódigo Âmbito
NP EN 1990 bases para o projeto de estruturas
NP EN 1991 ações em estruturas
NP EN 1992 projeto de estruturas de betão
NP EN 1993 projeto de estruturas de aço
NP EN 1997 projeto geotécnico
NP EN 1998 projeto de estruturas para resistência aos sismos

Cada NP EN traz um Anexo Nacional com os valores específicos para Portugal, como o zonamento sísmico do NP EN 1998, relevante sobretudo junto ao Algarve e ao vale do Tejo.

Controlar a aplicação da legislação

Uma realização central desta UC é controlar a aplicação da legislação no âmbito da estabilidade dos edifícios. Na prática, o técnico de obra:

Não é o técnico de obra que escolhe a norma aplicável, mas é ele que confirma, peça a peça, que a norma citada é a correta e está atualizada. Aceitar um projeto sem essa verificação é abrir mão de um critério de desempenho central da UC.

4. O betão: características, propriedades e classes

O betão é uma mistura de cimento, agregados (areia e brita), água e, frequentemente, adjuvantes. Resiste muito bem à compressão e muito mal à tração: daí a necessidade do aço, que faz o contrário.

Propriedades a verificar num projeto:

Classes de resistência

A classe designa-se C[fck cilindro]/[fck cubo], os valores característicos de resistência à compressão aos 28 dias, em MPa, medidos em dois tipos de provete:

Classe fck cilindro fck cubo
C20/25 20 MPa 25 MPa
C25/30 25 MPa 30 MPa
C30/37 30 MPa 37 MPa
C35/45 35 MPa 45 MPa

A C25/30 é a classe mais comum em elementos correntes de edifícios: sapatas, pilares, vigas e lajes de habitação. O valor mais baixo, do provete cilíndrico, é o que entra nos cálculos de dimensionamento; o valor mais alto, do provete cúbico, é o que se controla em obra.

Exemplo resolvido: confirmar a classe de betão

Um provete cúbico rompeu no laboratório a 30 MPa. A memória descritiva indica a classe C25/30 para os pilares. O resultado do ensaio cúbico (30 MPa) corresponde ao segundo número da classe, confirmando a classe indicada no projeto. Se o ensaio cúbico tivesse dado, por exemplo, 22 MPa, seria um indício de betão abaixo da classe especificada, a reportar de imediato ao diretor de obra.

5. Classes de exposição e recobrimento das armaduras

Classes de exposição ambiental

A classe de exposição descreve o ambiente a que o elemento de betão vai estar sujeito, segundo a NP EN 206 e a NP EN 1992-1-1:

Classe Ambiente
X0 sem risco de corrosão nem ataque, betão não armado ou interior muito seco
XC1 a XC4 corrosão por carbonatação, de interior seco (XC1) a ciclo molhado-seco (XC4)
XD1 a XD3 corrosão por cloretos, exceto água do mar (ex.: sais de degelo)
XS1 a XS3 corrosão por cloretos da água do mar

Uma sapata enterrada e um pilar exterior exposto à chuva do mesmo edifício não partilham a mesma classe de exposição: cada elemento é classificado pelo ambiente real a que fica sujeito.

Recobrimento nominal

O recobrimento é a distância entre a face do betão e o varão mais próximo. Protege o aço da corrosão. Valores de referência habituais para a classe estrutural corrente (S4), a confirmar sempre no projeto:

Classe de exposição cmin,dur (referência)
XC1 15 mm
XC2 / XC3 25 mm
XC4 30 mm
XD1 / XS1 35 mm

O recobrimento nominal, o valor cotado no pormenor, soma uma margem de execução: cnom = cmin,dur + Δcdev, com Δcdev tipicamente de 10 mm.

Exemplo resolvido: um pilar exterior tem classe de exposição XC4. cmin,dur = 30 mm. Com Δcdev = 10 mm, o recobrimento nominal a cotar no pormenor é cnom = 30 + 10 = 40 mm.

6. O aço para armaduras: tipos e propriedades

Classes de varão

O aço para armaduras ordinárias designa-se pela sua tensão de cedência característica, fyk:

Designação fyk Nota
A400 NR 400 MPa corrente em projetos mais antigos
A500 NR 500 MPa o mais usado atualmente em obra corrente

A400 / A500 indica a tensão de cedência em MPa; NR indica varão laminado a quente, com nervuras que melhoram a aderência ao betão. O diâmetro nominal (Ø) varia tipicamente entre 6 e 32 mm nos varões correntes.

Propriedades mecânicas e ductilidade

Verificar as características dos materiais utilizados é uma aptidão central desta UC. Nunca aceites um rolo ou feixe de aço em obra sem confirmar a designação na guia de remessa contra o que o projeto exige.

7. Armaduras ordinárias: correntes, requisitos e amarração

As correntes de armadura

Um elemento de betão armado combina várias correntes, cada uma com uma função própria:

Requisitos das armaduras

Para uma armadura cumprir o projeto, o pormenor tem de garantir:

Estes quatro requisitos são o que separa uma leitura superficial de uma verificação técnica: um comprimento de amarração insuficiente não se vê a olho nu num desenho mal cotado, mas compromete a resistência real do elemento.

8. Betão pré-esforçado

O betão pré-esforçado aplica uma compressão inicial ao betão, antes das cargas de serviço, para compensar a sua fraca resistência à tração. É usado em elementos de grandes vãos: vigas pré-fabricadas, lajes fungiformes pré-esforçadas, pontes.

Pré-tensão vs pós-tensão

Método Como funciona
Pré-tensão os cabos são tensionados antes de betonar; libertam-se depois do betão endurecer, em fábrica
Pós-tensão os cabos passam em bainhas dentro do betão já endurecido, e só depois são tensionados e ancorados, muitas vezes em obra

As armaduras para betão pré-esforçado têm componentes próprios: cabos ou cordões de aço de alta resistência, bainhas (nas pós-tensão) e ancoragens nas extremidades. Entram num mapa de quantidades próprio, separado da armadura ordinária.

Um cabo de pré-esforço sob tensão é perigoso. Nunca se mexe numa ancoragem ou bainha sem autorização expressa do projetista ou do responsável da especialidade.

9. Fundações e desenhos de conjunto

As fundações transmitem as cargas do edifício ao terreno. A escolha do tipo depende da capacidade do solo, definida no projeto geotécnico (NP EN 1997):

Uma planta de fundações típica mostra os eixos estruturais e a malha de pilares, as dimensões em planta de cada sapata (ex.: 1,20 x 1,20 m) e a sua cota de fundação, as vigas de fundação que ligam sapatas evitando assentamentos diferenciais, e a referência cruzada para o pormenor de armadura de cada tipo de sapata.

Organizar e compatibilizar estas peças com o projeto de arquitetura é essencial: uma sapata mal posicionada pode colidir com uma cave ou com uma rede enterrada, um erro caro de corrigir depois de escavado.

10. Pilares e vigas: pormenores e quadro de pilares

O quadro de pilares

O quadro de pilares resume, para cada pilar do edifício, a sua secção e armadura, piso a piso. Colunas típicas: referência do pilar, secção, armadura longitudinal, armadura de cintas e cota de arranque e de topo.

Pilar Secção Longitudinal Cintas
P1 0,30 x 0,30 m 4 Ø16 Ø8 // 0,15

Exemplo resolvido: mapa de quantidades do pilar P1

Dados: pé-direito 3,00 m, armadura longitudinal 4 Ø16, cintas Ø8 // 0,15.

  1. Comprimento de cada varão longitudinal: pé-direito mais amarração, 3,00 + 0,40 = 3,40 m.
  2. Massa de aço longitudinal: 4 x 3,40 m x 0,888 kg/m (Ø16) = 21,48 kg.
  3. Número de cintas: (3,00 / 0,15) + 1 = 21 cintas.
  4. Perímetro de cada cinta, secção útil 0,25 x 0,25 m mais amarração dos ganchos: 2 x (0,25 + 0,25) + 0,16 = 1,16 m.
  5. Massa das cintas: 21 x 1,16 m x 0,395 kg/m (Ø8) = 9,62 kg.
  6. Total de aço no pilar P1: 21,48 + 9,62 = 31,10 kg. Volume de betão: 0,30 x 0,30 x 3,00 = 0,270 m³.

Pormenores de vigas transversais e longitudinais

Uma viga tem, no mínimo, três correntes: armadura inferior (resiste ao momento positivo a meio vão), armadura superior (resiste ao momento negativo junto aos apoios) e estribos (fecham a secção e cintam as longitudinais). O pormenor longitudinal mostra a viga "aberta" ao longo do vão; o pormenor transversal (corte) mostra a secção em pontos-chave.

Exemplo resolvido: mapa de quantidades da viga V1

Dados: secção 0,25 x 0,50 m, vão 6,20 m, armadura inferior 4 Ø20, armadura superior 2 Ø12, estribos Ø8 // 0,20.

  1. Inferior: 4 x (6,20 + 0,50) m x 2,466 kg/m (Ø20) = 66,14 kg.
  2. Superior: 2 x (6,20 + 0,40) m x 0,888 kg/m (Ø12) = 11,73 kg.
  3. Estribos: nº = (6,20 / 0,20) + 1 = 32; perímetro 2 x (0,20 + 0,45) + 0,16 = 1,46 m; massa = 32 x 1,46 m x 0,395 kg/m (Ø8) = 18,45 kg.
  4. Total de aço na viga V1: 66,14 + 11,73 + 18,45 = 96,32 kg. Volume de betão: 0,25 x 0,50 x 6,20 = 0,775 m³.

11. Lajes, escadas, muros e núcleos

Lajes: pormenor por espaçamento

As lajes maciças armam-se por metro de largura, com a notação Ø//espaçamento em cada direção; as lajes aligeiradas substituem parte do betão por blocos ou vigotas, para aliviar o peso próprio. Ø12//0,20 numa direção significa 5 varões de 12 mm por metro de largura (1,00 / 0,20 = 5). Lajes armam-se tipicamente nas duas direções, mais negativos sobre os apoios.

Exemplo resolvido: laje 5,00 x 4,00 m, armadura Ø12//0,20 nas duas direções.

Escadas, muros, paredes e núcleos

12. Mapas de quantidades: aço e betão

A fórmula da massa linear

O mapa de quantidades de aço soma, por diâmetro, o comprimento total de varão e converte em massa:

massa linear (kg/m) = 0,00617 x ز (Ø em milímetros)

Ø (mm) massa (kg/m)
8 0,395
10 0,617
12 0,888
16 1,578
20 2,466
25 3,853

Verificar se as somas fecham

Um mapa de quantidades junta, elemento a elemento, todas as correntes de armadura num total geral. Verificar se as somas fecham é uma tarefa central do técnico de obra:

  1. Confirmar que cada linha do mapa corresponde a uma corrente real do pormenor, nenhuma a mais, nenhuma em falta.
  2. Recalcular por amostragem pelo menos uma linha (comprimento x massa/m) e comparar com o valor do mapa.
  3. Somar as massas parciais e confirmar que o total geral bate certo.
  4. Sinalizar diferenças ao projetista antes da encomenda de aço: um mapa errado encomenda material a mais ou a menos, com custo direto.

O mesmo raciocínio aplica-se ao volume de betão: soma-se o volume de cada elemento (secção x comprimento, ou área x espessura numa laje) para chegar ao total a encomendar.

Fechar um mapa parcial: pilar P1 (31,10 kg) + viga V1 (96,32 kg) + laje 5,00x4,00 (185,69 kg) = 313,11 kg de aço; betão: 0,270 + 0,775 + 4,00 = 5,045 m³. Este é o tipo de soma que um mapa de quantidades tem de apresentar, elemento a elemento e depois totalizado.

13. Compatibilização, deteção de erros e segurança na obra

Detetar erros e incongruências

Uma realização central desta UC é detetar erros e incongruências nos projetos de estruturas e de especialidades. Pontos a verificar sistematicamente:

Materiais, técnicas de construção e segurança

A análise dos materiais e das técnicas de construção compara, por exemplo, cofragem tradicional em madeira com cofragem metálica reutilizável, cada uma com vantagens e desvantagens em custo, prazo e qualidade de acabamento. O desenho manual (estirador, escalímetro, aristo) e o desenho assistido por computador seguem as mesmas normas de representação.

Em obra, os Equipamentos de Proteção Individual (capacete, botas de biqueira de aço, luvas) e as normas de segurança e saúde no trabalho são obrigatórios ao manusear armaduras e junto de cofragens. Os escoramentos de cofragem só se retiram (descofragem) quando o projetista ou o responsável de obra o autorizar, nunca antes do tempo definido.

Erros comuns

Glossário

Síntese

O projeto de estruturas organiza-se em peças escritas (memória descritiva, caderno de encargos, mapa de quantidades) e peças desenhadas (plantas, alçados, cortes, pormenores), do projeto de base ao de execução. Os Eurocódigos (NP EN 1990, 1991, 1992, 1993, 1997, 1998) enquadram bases, ações, betão, aço, geotecnia e sismos. Betão (classes C.../...) e aço (A400/A500 NR) têm características próprias, incluindo classe de exposição e recobrimento, a confirmar sempre no projeto. Fundações, pilares, vigas, lajes, escadas, muros e núcleos lêem-se pela mesma lógica: secção, correntes de armadura, recobrimento, amarração. Mapas de quantidades fecham quando se recalcula por amostragem; compatibilizar peças e detetar erros entre especialidades é a competência central do técnico de obra, sempre com rigor e respeito pelas normas de segurança.

Exercícios resolvidos

1. Um projeto indica classe de betão C25/30 para os pilares. Um provete cúbico rompeu a 24 MPa. O que fazer?

Resolução: o valor esperado para C25/30 no ensaio cúbico é 30 MPa. 24 MPa está abaixo do especificado, um indício de betão fora da classe. Reportar de imediato ao diretor de obra, sem prosseguir a betonagem seguinte até esclarecido.

2. Um pilar exterior tem classe de exposição XC4. Qual o recobrimento nominal a cotar no pormenor?

Resolução: cmin,dur para XC4 é 30 mm. Com Δcdev = 10 mm, cnom = 30 + 10 = 40 mm.

3. Um varão Ø20 tem 5,50 m de comprimento. Qual a sua massa?

Resolução: massa/m = 0,00617 x 20² = 2,468 kg/m. Massa total = 5,50 x 2,468 = 13,57 kg.

4. Um pilar P2 tem secção 0,25 x 0,25 m, pé-direito 2,80 m, armadura longitudinal 4 Ø12 e cintas Ø8//0,20. Calcula a massa de aço longitudinal.

Resolução: comprimento unitário = 2,80 + 0,40 = 3,20 m. Massa/m do Ø12 = 0,888 kg/m. Massa total = 4 x 3,20 x 0,888 = 11,37 kg.

5. Uma viga atravessa, no desenho, uma conduta de ventilação sem furação prevista no pormenor. Que procedimento seguir?

Resolução: sinalizar a incongruência entre as especialidades (estruturas vs AVAC) ao projetista antes da betonagem. Nunca furar a viga em obra por iniciativa própria: qualquer furação numa viga tem de ser validada pelo projetista de estruturas.

6. Porque é que o técnico de obra não dimensiona a armadura de uma viga, mas tem de saber calcular a sua massa de aço?

Resolução: o dimensionamento (quanta armadura a viga precisa para resistir aos esforços) é da responsabilidade do projetista, que aplica os Eurocódigos ao caso concreto. O técnico de obra lê o pormenor já definido e calcula a massa de aço para verificar o mapa de quantidades, confirmar encomendas e detetar erros, uma competência de leitura e verificação, não de cálculo estrutural.