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UC · Unidade de Competência · UC00650

Sebenta · Projetar e implementar a instalação de autómatos programáveis (UC00650)

Do caderno de encargos ao comando de uma máquina, com aquisição de dados e supervisão
50h · 4.5 pontos crédito Curso: T. Eletrónica, T. Eletrónica e Comunicaçõ ↗ Referencial oficial SNQ
Índice

Introdução

Esta sebenta ensina a projetar e implementar uma instalação industrial com autómatos programáveis, do primeiro esquema até ao comando de uma máquina elétrica a funcionar, com aquisição de dados e supervisão. O autómato programável (PLC, do inglês Programmable Logic Controller) é o coração de praticamente toda a automação industrial moderna: linhas de montagem, packaging, transporte, tratamento de água, elevadores, robótica. Dominar a sua estrutura, a sua programação e a sua integração com sensores e sistemas de supervisão é a competência central de um técnico de eletrónica e automação.

O percurso segue a lógica de um projeto real: primeiro entendemos porque existe o autómato e como se estrutura uma instalação; depois aprendemos a programar (linguagens, Ladder, funções avançadas); a seguir tratamos dos sinais do processo real (entradas analógicas e rápidas); depois montamos aquisição de dados e integramos sensores e protocolos; por fim implementamos supervisão e projetamos o comando de uma máquina elétrica, sempre com segurança e normas.

Objetivos de aprendizagem (referencial): definir a estrutura de uma instalação industrial com autómatos programáveis; montar sistemas de aquisição de dados para autómatos programáveis; implementar aplicações de supervisão de uma instalação com autómatos programáveis; e projetar o comando de uma máquina elétrica com autómato programável.

1. Autómatos programáveis: aplicações e vantagens

Um autómato programável é um computador industrial que lê entradas (sensores, botões), executa um programa guardado em memória e atualiza saídas (motores, válvulas, sinalização), em ciclo contínuo. O ciclo de funcionamento chama-se ciclo de varrimento (scan cycle): ler entradas, executar o programa, atualizar saídas, e repetir, muitas vezes por segundo.

Campos de aplicação

Os autómatos programáveis aplicam-se onde há necessidade de controlar sequências ou processos de forma fiável e repetível: linhas de montagem industriais, sistemas de embalamento, transportadores, semáforos, elevadores, estações de tratamento de água e efluentes, robótica industrial, climatização de edifícios (quando comandada por lógica programável).

Vantagens sobre o comando manual ou cablado

Vantagem Explicação
Flexibilidade mudar o comportamento é alterar o programa, não recablar
Fiabilidade menos peças móveis do que um comando eletromecânico
Diagnóstico regista falhas e estados, facilita a manutenção
Escalabilidade integra novos módulos e redes sem refazer a instalação
Produtividade ciclos mais rápidos e consistentes

Exemplo resolvido

Uma empresa de logística tem um sistema de triagem de encomendas comandado por relés. Cada vez que muda o critério de triagem (por peso, por destino), um eletricista tem de recablar o quadro, o que demora dias e pára a linha. Ao substituir por um autómato programável, o mesmo hardware de entradas e saídas (sensores de peso, leitores de código, desviadores) mantém-se; muda-se apenas o programa, o que reduz o tempo de reconfiguração de dias para horas.

2. Sistemas cablados vs. sistemas programados

Lógica cablada

Antes do autómato, a automação fazia-se com lógica cablada: relés, contactores e temporizadores ligados fisicamente segundo o esquema de comando. Cada função (arranque, paragem, temporização, intertravamento) corresponde a um componente físico. Alterar o funcionamento implica recablar o quadro.

A lógica cablada ainda hoje se usa em circuitos de segurança críticos (paragens de emergência, cortinas óticas), precisamente porque não depende de um programa que possa ter um erro ou uma falha de comunicação.

Lógica programada

No sistema programado, os relés de comando são substituídos por um autómato: a lógica passa a residir num programa, e a mesma cablagem física de entradas e saídas serve para muitos programas diferentes. A linguagem Ladder (esquema de contactos) foi desenhada deliberadamente para se parecer com um esquema elétrico, para que os eletricistas formados em lógica cablada transitassem com facilidade.

Quadro comparativo

Característica Cablado Programado
Alterar a lógica recablar reprogramar
Diagnóstico difícil, componente a componente facilitado, registo de estados
Custo inicial baixo, para lógicas simples maior, mas escalável
Uso típico hoje segurança crítica controlo geral do processo

3. Estrutura de uma instalação industrial com autómatos programáveis

Definir a estrutura de uma instalação industrial com autómatos programáveis é a primeira realização da UC, e organiza-se em camadas:

  1. Campo: sensores, botoneiras, atuadores, motores.
  2. Interface: módulos de entradas e saídas (E/S), cartas especiais (analógicas, rápidas).
  3. Controlo: CPU do autómato, memória, programa.
  4. Supervisão: consola gráfica, painel tátil, aplicação SCADA.
  5. Comunicação: rede de campo entre módulos, autómato e supervisão.

Layout de uma instalação industrial

O layout organiza fisicamente a instalação, considerando:

Exemplo resolvido

Numa linha de engarrafamento com três máquinas, o layout coloca o autómato principal e a consola de supervisão numa sala técnica central, com remotas de entradas e saídas junto a cada máquina, ligadas por rede de campo. Isto evita puxar dezenas de cabos de sinal ao longo de toda a linha e simplifica a manutenção de cada máquina isoladamente.

4. O caderno de encargos de automatismos

O caderno de encargos é o documento que especifica, antes de qualquer desenho ou programação, o que a instalação automatizada tem de fazer:

O caderno de encargos funciona como contrato entre o cliente e o técnico. O que não está especificado não se assume nem se inventa.

Do caderno de encargos ao projeto

O projeto e realização de sistemas baseados em autómatos programáveis segue um fluxo metódico:

  1. Analisar o caderno de encargos e levantar entradas e saídas.
  2. Definir a estrutura da instalação (camadas, layout, módulos).
  3. Selecionar o autómato e os módulos de E/S adequados.
  4. Programar a lógica de funcionamento.
  5. Testar em simulação e depois em campo, com a máquina em vazio primeiro.
  6. Documentar (esquemas, lista de E/S, manual de utilização) e entregar ao cliente.

Saltar etapas, sobretudo a análise do caderno de encargos, é a causa mais comum de retrabalho num projeto de automação.

5. Programas e linguagens de programação de autómatos

Um programa de autómato organiza-se em blocos: o programa principal, sub-rotinas e, em autómatos mais avançados, blocos de função reutilizáveis. Corre em ciclo (scan): o autómato repete o programa do início ao fim, continuamente, atualizando entradas e saídas a cada volta.

A norma IEC 61131-3

A IEC 61131-3 normaliza as linguagens de programação de autómatos, tornando a competência transferível entre fabricantes:

Linguagem Tipo Uso típico
Ladder (LD) gráfica lógica de contactos, a mais usada
Function Block Diagram (FBD) gráfica blocos funcionais interligados
Sequential Function Chart (SFC) gráfica sequências de etapas
Structured Text (ST) textual cálculo e lógica complexa
Instruction List (IL) textual instruções tipo assembly, em desuso

Programação de autómatos: elementos base

Todo o programa trabalha com: entradas digitais (I, on/off), saídas digitais (Q), marcas internas (M, memória auxiliar), temporizadores (TON, ligar com atraso; TOF, desligar com atraso) e contadores (CTU, contar a subir; CTD, contar a descer).

6. Programação em Ladder

O Ladder representa a lógica como um esquema elétrico entre duas barras verticais de alimentação. Contactos representam condições de entrada (-| |- normalmente aberto, -|/|- normalmente fechado); bobinas representam saídas ou marcas internas (-( )-). Cada linha (rung) lê-se da esquerda para a direita: se a condição é verdadeira, a saída ativa.

Exemplo resolvido: arranque/paragem de um motor com selo

Circuito clássico: botão de arranque S1 (normalmente aberto), botão de paragem S2 (normalmente fechado), contactor do motor KM1.

S1  S2  KM1
─| |─|/|─( )─
     KM1
   ─| |─

Passo a passo:

  1. Ao premir S1, o contacto fecha e ativa a bobina KM1.
  2. O contacto auxiliar KM1, ligado em paralelo com S1, mantém a bobina ativa mesmo depois de largar o botão. Este mecanismo chama-se selo ou retenção.
  3. Ao premir S2 (normalmente fechado), o circuito abre e desativa KM1, independentemente do estado de S1.

Este rung é a base de praticamente todo o comando de motores em automação industrial, e reaparece, ampliado com intertravamentos, no comando de uma máquina com dois sentidos (capítulo 11).

7. Entradas analógicas de um autómato programável

As entradas analógicas leem grandezas contínuas do processo real (temperatura, pressão, nível, posição), convertidas em sinais elétricos normalizados:

Sinal standard Gama Uso típico
Tensão 0/10 V sensores de curta distância
Tensão bipolar -10/10 V sinais com sentido, ex.: velocidade
Corrente 0/20 mA transmissores industriais
Corrente com zero vivo 4/20 mA o mais usado em ambiente industrial

O sinal 4/20 mA é preferido porque o "zero vivo" (4 mA no valor mínimo) distingue um valor real de zero de uma avaria de cablagem: 0 mA significa sempre fio cortado ou sensor desligado, nunca um valor legítimo do processo.

Configuração de cartas analógicas e tratamento do sinal

Configurar uma carta de entradas analógicas implica: definir o tipo de sinal por canal (tensão ou corrente, gama), a resolução em bits, a escala de engenharia (converter o valor bruto lido em unidades reais como bar ou ºC), aplicar filtragem para reduzir ruído e definir limites de alarme.

Exemplo resolvido: escala de um transmissor de pressão

Um transmissor 4/20 mA mede 0 a 10 bar. A carta lê uma corrente de 12 mA. Qual a pressão real?

P = (I_lida - I_min) / (I_max - I_min) × (P_max - P_min)
P = (12 - 4) / (20 - 4) × (10 - 0)
P = 8 / 16 × 10 = 5 bar

A leitura de 12 mA corresponde a 5 bar. Este cálculo de escala é o mais frequente na configuração de sinais analógicos em automação industrial.

8. Entradas rápidas de um autómato programável

As entradas rápidas (high-speed inputs) capturam sinais que mudam demasiado depressa para o ciclo de varrimento normal, tipicamente impulsos de um encoder.

Configuração e funções específicas das cartas rápidas

Configurar uma carta de entradas rápidas implica: definir o modo de contagem (simples, quadratura, com ou sem referência Z), a frequência máxima suportada em kHz, associar a contagem a uma variável do programa e configurar eventos que disparam ações imediatas, processadas em hardware dedicado, fora do ciclo normal de varrimento.

Exemplo resolvido

Um transportador tem um encoder incremental de 1000 impulsos por rotação, ligado a uma roda de medição com 200 mm de circunferência. Quantos milímetros percorre a correia por impulso?

distância por impulso = circunferência / impulsos por rotação
distância por impulso = 200 mm / 1000 = 0,2 mm/impulso

Se o autómato contar 5000 impulsos, a correia percorreu 5000 × 0,2 = 1000 mm, ou seja, um metro.

9. Programação de funções avançadas

Words e floating points

Além dos bits simples, o programa trabalha com tipos de dados maiores: word (registo de 16 bits, para valores inteiros como contagens ou códigos de estado), double word (32 bits) e floating point ou real (número com casas decimais, usado em cálculos de engenharia). Usar o tipo errado provoca overflow (o valor excede o que o registo suporta) ou perda de precisão (arredondar um decimal para inteiro).

Operações de comparação e operações matemáticas

As operações de comparação (maior que, menor que, igual, entre limites) alimentam alarmes e condições de disparo. As operações matemáticas (soma, subtração, multiplicação, divisão, raiz quadrada) fazem os cálculos de processo, como a escala de um sinal analógico.

Boa prática: com valores reais (decimais), evita-se a comparação de igualdade exata, porque arredondamentos podem impedir que dois valores "batam certo". Usa-se antes uma gama, por exemplo Temperatura > 79.5 e Temperatura < 80.5.

Operações de indexação e sub-rotinas

A indexação acede a uma posição de uma tabela de dados através de uma variável, útil para percorrer receitas, históricos ou listas de produtos. As sub-rotinas são blocos de programa reutilizáveis, chamados a partir do programa principal, que evitam repetir código, podem receber parâmetros e organizam o programa por função (arranque, alarmes, comunicação).

Exemplo resolvido

Um alarme de temperatura alta deve disparar quando Temperatura > 80,0 ºC. Se a variável Temperatura estiver definida como word inteira em vez de real, uma leitura processada de 79,6 seria arredondada para 79 e o alarme não dispararia junto ao limite, criando um risco de segurança. A correção é sempre usar floating point para grandezas físicas contínuas.

10. Sistemas de aquisição de dados

Um sistema de aquisição de dados recolhe, regista e disponibiliza os valores de um processo ao longo do tempo. Sensores capturam a grandeza física; módulos de entradas e saídas convertem o sinal em valores digitais para o autómato; o registo histórico guarda os valores para análise posterior (tendências, relatórios, rastreabilidade).

Montar sistemas de aquisição de dados para autómatos programáveis

Passos práticos, na ordem em que se aplicam num projeto real:

  1. Levantar as grandezas a medir e escolher os sensores adequados.
  2. Selecionar os módulos de entrada compatíveis (analógicas, digitais, rápidas).
  3. Cablar sensores e módulos, respeitando a separação entre sinal e potência.
  4. Configurar a escala e a frequência de amostragem de cada canal.
  5. Validar as leituras contra um instrumento de referência (multímetro, calibrador, osciloscópio).

A validação contra um instrumento de referência é o passo mais frequentemente esquecido, e é o que garante rigor na recolha de informações, um dos critérios de desempenho da UC.

11. Sensores, protocolos de comunicação e aplicações de supervisão

Configurar e integrar sensores e dispositivos de aquisição de dados

Cada família de sensores tem particularidades próprias de integração:

Sensor Grandeza Saída típica
Indutivo / capacitivo proximidade digital (on/off)
Fotoelétrico presença, contagem digital, por vezes analógica
Termopar / PT100 temperatura milivolt / resistência, via módulo dedicado
Transmissor de pressão pressão 4/20 mA
Encoder posição, velocidade impulsos digitais rápidos

Integrar um sensor é escolher o módulo certo para o seu tipo de sinal, respeitar a sua alimentação (24 V DC é o standard industrial), e confirmar a compatibilidade consultando sempre a folha técnica (datasheet).

Protocolos de comunicação industrial

Numa instalação com vários módulos, autómatos e consola de supervisão, a comunicação segue protocolos industriais normalizados:

Protocolo Características
Modbus (RTU/TCP) simples, aberto, muito difundido
Profibus rede de campo clássica, robusta
Profinet Ethernet industrial, alta velocidade
Ethernet/IP Ethernet industrial, comum em redes de origem americana

Aplicar protocolos de comunicação industrial é uma aptidão explícita do referencial: garantir que autómatos, módulos remotos e a consola de supervisão "falam a mesma língua", com o endereçamento e a velocidade corretos.

Implementar aplicações de supervisão de uma instalação com autómatos programáveis

Uma aplicação de supervisão apresenta o estado do processo ao operador e permite atuar sem aceder diretamente ao programa. HMI (Human-Machine Interface) é o painel local junto à máquina; SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition) supervisiona toda a instalação, muitas vezes num computador central.

Passos para implementar uma aplicação de supervisão:

  1. Desenhar o sinóptico: representação gráfica fiel ao processo real.
  2. Associar cada elemento gráfico a uma variável do autómato (tag).
  3. Configurar alarmes com limites, prioridades e mensagens claras.
  4. Definir níveis de acesso: quem só visualiza, quem pode atuar.
  5. Testar a comunicação entre a consola e o autómato antes de entregar ao operador.

12. Projetar o comando de uma máquina elétrica com autómato programável

Esta é a realização de síntese da UC, que junta estrutura, programação, sinais, aquisição de dados e supervisão num único projeto:

  1. Levantar os elementos da máquina: motores, sensores de fim de curso, botoneiras, sinalização.
  2. Definir os modos de funcionamento: manual, automático, emergência.
  3. Desenhar o esquema de potência (contactores, proteções) e o esquema de comando (Ladder).
  4. Programar intertravamentos, para impedir combinações perigosas.
  5. Testar em vazio, sem a carga real acoplada, antes do ensaio final.

Exemplo resolvido: comando de um motor trifásico com dois sentidos de marcha

Motor com marcha à direita (contactor KM1) e à esquerda (contactor KM2), botões S1 (direita), S2 (esquerda) e S3 (paragem geral), com intertravamento elétrico e mecânico.

S1  S3  KM2  KM1
─| |─|/|─|/|─( )─
     KM1
   ─| |─
S2  S3  KM1  KM2
─| |─|/|─|/|─( )─

O contacto KM2, normalmente fechado, presente no rung de KM1, impede que os dois sentidos ativem em simultâneo, e o mesmo se aplica em espelho no rung de KM2. S3 corta ambos os sentidos, servindo de paragem geral. No esquema de potência, um intertravamento mecânico entre os dois contactores reforça o intertravamento lógico: mesmo que o programa falhasse, os contactores não poderiam fechar ao mesmo tempo fisicamente. Este exemplo reúne Ladder (bloco 6), intertravamento e segurança, e representa o culminar da unidade curricular.

Erros comuns

Glossário

Síntese

Uma instalação com autómatos programáveis nasce de um caderno de encargos e de uma estrutura bem definida (campo, interface, controlo, supervisão, comunicação), programa-se em Ladder ou noutra linguagem da IEC 61131-3, trata os sinais reais do processo através de entradas analógicas e rápidas, organiza a lógica avançada com words, floating points, comparações e sub-rotinas, recolhe informação através de sistemas de aquisição de dados e sensores integrados por protocolos de comunicação industrial, apresenta-a ao operador por aplicações de supervisão (HMI/SCADA), e culmina no projeto do comando de uma máquina elétrica real, sempre com segurança e normas aplicáveis. Este é o percurso completo de um técnico de automação, do papel ao quadro elétrico.

Exercícios resolvidos

1. Um técnico substitui um comando de relés por um autómato, mas mantém os contactores de potência. Porquê?

Resolução: o autómato comanda sinais de baixa potência (24 V DC); os contactores continuam a comutar a potência real do motor. O autómato substitui a lógica de comando, não a parte de potência, que continua a precisar de contactores dimensionados para a corrente do motor.

2. Um transmissor 4/20 mA mede 0 a 50 bar. A carta analógica lê 16 mA. Qual a pressão?

Resolução: P = (16 - 4) / (20 - 4) × (50 - 0) = 12/16 × 50 = 37,5 bar.

3. Um encoder incremental de 500 impulsos por rotação está ligado a uma roldana de 100 mm de circunferência. Depois de 2500 impulsos, quantos milímetros percorreu a correia?

Resolução: distância por impulso = 100/500 = 0,2 mm; percurso = 2500 × 0,2 = 500 mm.

4. Porque é que um circuito de paragem de emergência é normalmente cablado, e não apenas programado?

Resolução: porque a segurança crítica não pode depender de um programa que possa ter um erro, travar ou perder comunicação. A lógica cablada atua diretamente, independentemente do estado do autómato.

5. Um programa usa uma variável inteira (word) para guardar uma temperatura com casas decimais. Que problema isto causa, e como se resolve?

Resolução: causa perda de precisão por arredondamento, o que pode falsear alarmes perto do limite. Resolve-se usando uma variável do tipo floating point (real) para qualquer grandeza contínua do processo.

6. Numa instalação com autómato central e três máquinas remotas, que tipo de protocolo se espera encontrar, e porquê?

Resolução: um protocolo de rede de campo ou Ethernet industrial, como Modbus, Profibus ou Profinet, para ligar o autómato central às remotas de entradas e saídas de cada máquina, garantindo endereçamento correto e comunicação fiável a distância.