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UC · Unidade de Competência · UC00648

Sebenta · Desenvolver e executar projetos de eletrónica (UC00648)

Do diagrama de blocos à placa soldada: planear, simular, desenhar e fabricar um circuito real
50h · 4.5 pontos crédito Curso: T. Eletrónica, T. Eletrónica e Comunicaçõ ↗ Referencial oficial SNQ
Índice

Introdução

Esta sebenta ensina a conduzir um projeto de eletrónica do início ao fim: perceber o que o cliente precisa, planear o sistema em blocos e estados, desenhar e simular o circuito, montá-lo em breadboard, medir com osciloscópio e multímetro, e por fim desenhar e fabricar a placa de circuito impresso (PCB), com soldadura de componentes convencionais, SMD e BGA. É o trabalho de um técnico de eletrónica e comunicações em empresas de instalação e reparação de equipamentos elétricos e eletrónicos, ou num departamento de assistência técnica.

O percurso segue sempre a mesma ordem profissional: primeiro especifica-se o que o sistema tem de fazer, depois planeia-se com diagramas de blocos e de estados, desenha-se o esquema com componentes escolhidos a partir de datasheets, simula-se para validar antes de gastar material, prototipa-se em breadboard com instrumentos de medida, e só no fim se fabrica a placa definitiva, com soldadura e tratamento antioxidante.

Objetivos de aprendizagem (referencial): elaborar o diagrama de blocos do sistema para os objetivos do projeto; simular o funcionamento do circuito projetado; desenhar e revelar placas de circuito impresso de suporte ao projeto, revelando autonomia, adequando componentes e configurações à função do circuito, respeitando regras e procedimentos técnicos e cumprindo as normas de proteção ambiental e de segurança e saúde no trabalho.

1. O ciclo de um projeto de eletrónica

Um projeto de eletrónica não começa a desenhar-se ao acaso: segue um ciclo com etapas bem definidas, cada uma dependente da anterior.

Onde se desenvolvem projetos

As sete etapas

  1. Especificar: descritivo e especificações técnicas do que o sistema tem de fazer.
  2. Planear: diagrama de blocos e, quando há comportamento sequencial, diagrama de estados.
  3. Desenhar: esquema elétrico com componentes escolhidos a partir de datasheets.
  4. Simular: validar o comportamento no software antes de montar fisicamente.
  5. Prototipar: montar em breadboard e confirmar com osciloscópio e multímetro.
  6. Fabricar: desenhar, revelar, furar e soldar a placa de circuito impresso definitiva.
  7. Documentar e entregar: esquema, PCB, lista de materiais e resultados de teste.

Um cliente pede um sistema de alarme com sensor de presença. O técnico não pega logo no ferro de soldar: primeiro escreve o que o sistema tem de fazer (especificar), depois desenha o diagrama de blocos (sensor, condicionamento, controlo, atuador, alimentação), simula o circuito de temporização, monta em breadboard para confirmar, e só depois desenha e fabrica a placa final.

Saltar etapas custa caro: um circuito fabricado sem simular pode chegar à placa final com um erro que seria gratuito de apanhar no simulador.

2. Diagrama de blocos

O diagrama de blocos é a primeira representação visual de um sistema: mostra as funções e como se ligam, sem entrar no detalhe de componentes. É a realização central do início de qualquer projeto: "elaborar o diagrama de blocos do sistema para os objetivos do projeto".

Exemplo resolvido: diagrama de blocos de um alarme

Objetivo: alarme que soa quando um sensor de presença deteta movimento, com temporização de armar/desarmar.

[Sensor PIR] → [Condicionamento de sinal] → [Microcontrolador]
                                                    
                    [Temporização armar/desarmar] ──┤
                                                    
                                              [Atuador (buzzer)]

           [Fonte de alimentação] → alimenta todos os blocos acima

Cada bloco é depois desenvolvido em esquema elétrico próprio, com componentes reais escolhidos por datasheet. A fonte de alimentação é sempre um bloco transversal: alimenta todos os outros e por isso nunca fica de fora do diagrama, mesmo que pareça "óbvia".

3. Diagrama de estados

Quando o sistema tem comportamento sequencial (o que faz depende não só das entradas atuais mas também do que já aconteceu antes), o diagrama de blocos não chega. É preciso o diagrama de estados.

Conceitos

O diagrama de blocos mostra a estrutura; o diagrama de estados mostra o comportamento ao longo do tempo. São representações diferentes e complementares do mesmo sistema.

Exemplo resolvido: diagrama de estados do alarme

        sensor OK
   ┌──────────────────┐
                      
[DESARMADO] ──armar──► [ARMADO] ──deteção──► [EM ALARME]
                                                 
   └───────────── desarmar (código) ──────────────┘

Este diagrama torna-se depois a base direta da lógica implementada em breadboard (circuitos sequenciais) ou no microcontrolador.

4. Descritivo e especificações do projeto

O descritivo explica em texto o que o sistema faz; as especificações técnicas traduzem isso em valores concretos e verificáveis. Funcionam como um contrato entre quem pede e quem desenvolve.

Estrutura de um descritivo de projeto

Secção Conteúdo
Objetivo o que o sistema resolve, para quem
Contexto de uso ambiente, condições, restrições
Requisitos funcionais comportamento esperado, em linguagem clara
Requisitos técnicos valores, normas, tolerâncias
Diagrama de blocos visão estrutural
Diagrama de estados visão comportamental, se aplicável
Lista de materiais previstos componentes principais
Critérios de aceitação como se testa e valida o resultado no fim

Especificações vagas como "deve ser rápido" ou "deve ser fiável" não servem para nada: no fim do projeto ninguém consegue verificar se foram cumpridas. Uma especificação boa tem sempre um número: "o sensor deve detetar movimento até 5 metros, com ângulo de 110°".

O descritivo escreve-se antes de desenhar o esquema, não depois. É também o documento que se atualiza sempre que algo muda ao longo do projeto.

5. Circuitos eletrónicos: tipos e aplicações

Saber que tipo de circuito o projeto exige determina os componentes a escolher, o software de simulação e as técnicas de fabrico a usar.

Famílias de circuitos

Tipo Característica Exemplo de aplicação
Analógico sinais contínuos, qualquer valor amplificadores, fontes lineares
Digital sinais discretos, 0 ou 1 lógica, microcontroladores
Misto combina analógico e digital conversores A/D, sensores
Comunicações transmite/recebe sinal rádio, redes, telemetria

Dentro dos circuitos digitais distinguem-se ainda:

Aplicações por setor

Cada setor impõe normas próprias (segurança, compatibilidade eletromagnética, ambiente) que condicionam a escolha de componentes e o próprio desenho do circuito. Um circuito para uso médico exige margens de segurança muito mais apertadas do que um brinquedo.

6. Datasheets: leitura e consulta

A datasheet (ficha técnica) é o documento oficial do fabricante com todas as especificações de um componente. Consultá-la bem evita escolher o componente errado ou usá-lo fora dos seus limites.

Estrutura típica de uma datasheet

  1. Descrição geral e aplicações.
  2. Características máximas absolutas: limites que nunca podem ser ultrapassados, mesmo por instantes, sob pena de destruir o componente.
  3. Características elétricas: valores típicos de funcionamento normal.
  4. Pinout: função de cada terminal ou pino.
  5. Diagrama de blocos interno (nos circuitos integrados).
  6. Curvas de desempenho: gráficos, por exemplo ganho em função da frequência.
  7. Notas de aplicação: circuitos de exemplo e recomendações do fabricante.

Não confundir "características máximas absolutas" com "valores de funcionamento normal". As máximas são limites de destruição do componente, não valores recomendados de uso; o funcionamento normal fica sempre bem abaixo delas.

Técnicas de consulta rápida

7. Dimensionamento de fontes de alimentação

Dimensionar uma fonte é calcular os valores que garantem que o circuito recebe a tensão e a corrente certas, com margem de segurança.

Procedimento

  1. Levantar a carga total: somar a corrente de todos os blocos, retirada da datasheet de cada componente.
  2. Definir a tensão de saída exigida pelo bloco mais sensível.
  3. Escolher o tipo de fonte: linear (mais simples, menos ruído) ou comutada (mais eficiente, mais compacta).
  4. Selecionar o regulador ou conversor com margem sobre a corrente máxima (tipicamente +30 a +50%).
  5. Calcular a dissipação térmica do regulador, se linear.

Exemplo resolvido: fonte linear com 7805

O circuito precisa de 5 V e 300 mA para alimentar um microcontrolador e sensores. A entrada, vinda de um transformador e retificador, é 9 V DC não regulados.

  1. O regulador 7805 dá 5 V fixos e suporta até 1 A: margem larga acima dos 300 mA necessários.
  2. Dissipação de potência: P = (V_in − V_out) × I = (9 − 5) × 0,3 = 1,2 W.
  3. A datasheet do 7805 indica a resistência térmica junção-ambiente: sem dissipador, o componente aquece acima do limite seguro para esta dissipação.
  4. Decisão: aplicar um pequeno dissipador de calor ao regulador.

Se a entrada fosse 12 V em vez de 9 V, a dissipação subiria para P = (12 − 5) × 0,3 = 2,1 W, tornando o dissipador ainda mais necessário. O cálculo, apoiado nos valores da datasheet, é quem decide.

8. Software de simulação: seleção e configuração

Critérios de seleção

Nem todo o software de simulação serve para todos os projetos:

Configuração e montagem do circuito em simulação

  1. Seleção de componentes da biblioteca, com o valor e encapsulamento certos.
  2. Configuração de parâmetros conforme a datasheet: tensão máxima, tolerância, modelo do componente.
  3. Ligação de componentes: fios e nós corretos, terra comum, fontes bem referenciadas.
  4. Correr a verificação elétrica (ERC) antes de simular.

Um circuito mal configurado dá resultados de simulação sem sentido, mesmo que o esquema pareça correto à vista.

9. Simulação: análise transiente, de frequência e lógica

Antes de correr qualquer simulação, configuram-se as condições: fonte de estímulo (DC, AC, pulso, rampa), duração ou gama de frequências, sondas de medição e passo de simulação.

Análise transiente

Mostra como o circuito evolui ao longo do tempo. É a análise mais usada para observar formas de onda.

Circuito RC com R = 1 kΩ e C = 1 µF, alimentado por um degrau de 5 V. Configura-se a fonte para saltar de 0 V para 5 V em t = 0, corre-se a análise transiente até 5 ms, e coloca-se uma sonda no nó de saída. O resultado é uma curva exponencial de carga, com constante de tempo τ = R×C = 1 ms.

Serve para estudar arranques, temporizações, oscilações e o comportamento de circuitos digitais no tempo.

Análise de frequência

Mostra como o circuito responde a diferentes frequências do sinal de entrada, essencial para filtros e amplificadores. O resultado típico é um diagrama de Bode, com ganho (dB) e fase em função da frequência, e permite identificar a frequência de corte de um filtro.

Num filtro passa-baixo RC, a frequência de corte é fc = 1/(2πRC); na simulação AC, o ganho cai 3 dB exatamente nessa frequência, como previsto pela fórmula.

Simulação lógica

Para circuitos digitais, mostra os níveis (0/1) ao longo do tempo, num cronograma, com cada sinal numa linha e as transições marcadas. Serve para verificar tabelas de verdade de circuitos combinatórios e sequências de estados de circuitos sequenciais, e permite detetar atrasos de propagação e glitches (transições curtas e indesejadas).

10. Interpretação de resultados e otimização

Simular só tem valor se o resultado for comparado com o que se esperava.

Procedimento de interpretação

  1. Antes de simular, prever o resultado (cálculo ou tabela de verdade).
  2. Correr a simulação.
  3. Comparar ponto a ponto: valores, tempos, formas de onda.
  4. Se bate certo, o esquema está validado para essa condição.
  5. Se não bate, procurar a causa: erro de ligação, componente mal configurado, ou o próprio cálculo previsto estava errado.

Deteção de anomalias

Sintoma na simulação Causa provável
Tensão a 0 V onde não devia ligação em falta ou terra mal referenciada
Oscilação inesperada realimentação positiva não intencional
Saturação (sinal cortado) ganho excessivo ou fonte mal dimensionada
Simulação não converge modelo de componente incompatível ou erro de configuração

Análise de desempenho e otimização

Depois de o circuito funcionar, otimiza-se: experimentam-se diferentes configurações (variar valores de componentes) e comparam-se métricas como consumo, ruído, tempo de resposta ou margem de estabilidade. Cada configuração testada deve ficar documentada, e a escolha final assenta em critérios objetivos, nunca em preferência pessoal.

11. Implementação física em breadboard

Depois de simular, o circuito passa para uma breadboard (placa de ensaios), sem soldar, para confirmar o comportamento com componentes reais.

A breadboard

Nem todos os furos de uma linha horizontal estão necessariamente ligados: muitas breadboards dividem os barramentos de alimentação a meio. Confirma sempre com o multímetro em modo de continuidade antes de assumir.

Procedimento de montagem

  1. Seguir o esquema elétrico já simulado, componente a componente.
  2. Confirmar todas as ligações visualmente antes de alimentar.
  3. Testar secção a secção, não montar o circuito inteiro sem verificar por partes.
  4. Em circuitos sequenciais, confirmar o estado inicial antes de aplicar estímulos de teste.
  5. Registar os resultados e comparar com a simulação.

12. Osciloscópio e multímetro

O multímetro

Mede grandezas elétricas pontuais: tensão, corrente, resistência e continuidade.

Grandeza Como medir
Tensão (V) sempre em paralelo com o componente ou nó
Corrente (A) sempre em série, interrompendo o circuito
Resistência (Ω) só com o circuito desligado da alimentação
Continuidade apita quando há ligação (barramentos, trilhas)

Medir corrente em paralelo (como se fosse tensão) curto-circuita o multímetro e pode queimar o seu fusível interno. Medir resistência com o circuito ligado dá valores errados e pode danificar o aparelho.

O osciloscópio

Mostra a forma de onda de um sinal ao longo do tempo, o que o multímetro não consegue: variações rápidas, ruído, transitórios.

Procedimento base: ligar a sonda → escolher a escala vertical e horizontal → ajustar o trigger → ler a forma de onda. Esquecer a garra de massa da sonda é o erro mais comum: dá leituras erradas ou muito ruidosas.

13. Desenho e fabrico de circuitos impressos

Processo e técnicas de desenho de PCB

Desenhar uma placa de circuito impresso (PCB) transforma o esquema elétrico simulado numa disposição física de componentes e trilhas de cobre.

Os comandos são semelhantes aos do desenho esquemático: colocar componente, traçar trilha, definir largura, criar plano de massa, e correr a verificação de regras (DRC) antes de dar o desenho por concluído.

Técnicas de execução de circuitos impressos

Etapa O que se faz
1. Corte cortar o laminado de cobre na dimensão da placa
2. Desenho transferir o layout para o cobre (transparência + insolação, ou impressora CNC)
3. Tratamento de superfícies limpar e preparar o cobre antes da revelação
4. Impressão/revelação banho em tanque de revelação, remove o cobre indesejado
5. Furação furos para componentes THT e vias
6. Soldadura fixar os componentes (ver capítulo seguinte)
7. Tratamento antioxidante verniz ou spray de proteção contra oxidação do cobre exposto

Saltar o tratamento de superfícies costuma dar uma revelação irregular, por sujidade ou gordura no cobre. E a revelação usa produtos químicos corrosivos: exige sempre equipamento de proteção individual e extração de fumos.

14. Soldadura de componentes

Soldadura manual

Une eletricamente e mecanicamente um componente à placa, através de uma liga metálica fundida.

  1. Preparar o ferro de soldar à temperatura correta para o tipo de solda.
  2. Limpar e preparar os terminais e a trilha.
  3. Aquecer a junta (terminal + trilha), não apenas o fio de solda.
  4. Aplicar o fio de solda até formar um cone brilhante e uniforme.
  5. Retirar o calor e deixar arrefecer sem mexer no componente.

Uma solda "fria" (baça, granulada) parece colada mas é uma junta elétrica pouco fiável, e falha mais cedo ou mais tarde.

Soldadura SMD e BGA

Estas técnicas exigem mais cuidado e equipamento específico do que a soldadura THT convencional: um pequeno desalinhamento pode inutilizar o componente ou a própria placa.

15. Fechar o projeto: normas, segurança e revisão final

Revisão contra o descritivo

Antes de dar o projeto por concluído, revê-se tudo contra o descritivo do capítulo 4:

Normas e segurança

Cumprir normas e segurança não é burocracia adicional: é uma condição de desempenho avaliada em toda a UC, tal como o rigor, a autonomia e a resolução de problemas.

Erros comuns

Glossário

Síntese

Um projeto de eletrónica segue sempre o mesmo ciclo: especificar (descritivo e especificações) → planear (diagrama de blocos e de estados) → desenhar (esquema, com componentes escolhidos por datasheet) → simular (transiente, frequência, lógica, com interpretação de resultados e otimização) → prototipar (breadboard, com osciloscópio e multímetro) → fabricar (desenho e execução do PCB, soldadura THT, SMD e BGA, tratamento antioxidante) → documentar e rever contra o que foi especificado. Cumprir normas, segurança e proteção ambiental atravessa todas as etapas, do primeiro esquema à última solda.

Exercícios resolvidos

1. Um circuito precisa de 5 V a 300 mA, alimentado por uma entrada de 9 V DC não regulados através de um 7805. Calcula a potência dissipada pelo regulador.

Resolução: P = (V_in − V_out) × I = (9 − 5) × 0,3 = 1,2 W. Com esta dissipação, é preciso confirmar na datasheet se o 7805 precisa de dissipador de calor para não ultrapassar a temperatura máxima de junção.

2. Que análise de simulação escolhes para ver a frequência de corte de um filtro passa-baixo, e porquê?

Resolução: a análise de frequência (AC), porque mostra o ganho e a fase do circuito ao longo de uma gama de frequências, num diagrama de Bode. A análise transiente mostra o comportamento no tempo, não a resposta em frequência.

3. Na simulação de um amplificador, o sinal de saída aparece "cortado" no topo e na base da onda. Qual a causa mais provável?

Resolução: saturação, normalmente por ganho excessivo ou por uma fonte de alimentação mal dimensionada que não dá margem para a amplitude do sinal. A correção passa por reduzir o ganho ou rever a tensão de alimentação.

4. Precisas de medir a corrente que atravessa uma resistência num circuito em breadboard. Como ligas o multímetro?

Resolução: em série, interrompendo o circuito nesse ponto para o multímetro medir toda a corrente que passa. Ligar em paralelo (como se mede tensão) curto-circuita o aparelho.

5. Que diferença há entre soldadura THT e soldadura SMD, e que cuidado adicional exige a soldadura BGA?

Resolução: a soldadura THT usa componentes com terminais que atravessam furos na placa; a SMD usa componentes sem furos, soldados sobre pastilhas na superfície, com ferro de ponta fina. A BGA esconde as ligações sob o próprio componente, em bolas de solda: exige reballing ou substituição com estação de retrabalho e alinhamento de precisão, sem visibilidade direta das juntas.

6. Um colega desenhou o PCB diretamente a partir da ideia do circuito, sem passar por diagrama de blocos nem simulação. O que lhe dirias?

Resolução: que está a saltar etapas críticas do ciclo do projeto: sem o diagrama de blocos arrisca esquecer funções inteiras (como a fonte de alimentação), e sem simular só vai descobrir erros de ligação depois de fabricada a placa, o que é muito mais caro de corrigir do que num simulador.