Mini-Projecto · Diagnóstico e reparação de um veículo de oficina
Contexto
A oficina "Auto Reparo Central" recebeu um veículo com quatro danos reportados pelo cliente: um vidro para-brisas com um impacto, um para-choques fissurado, um banco com um rasgão e uma jante amolgada. Foste destacado/a para diagnosticar cada dano, decidir se é reparável ou se exige substituição, e executar a intervenção correta, cumprindo a ordem de reparação, as normas de segurança e as normas de qualidade.
Trabalhas individualmente ou a pares, com o veículo de exemplo (ou peças soltas equivalentes) disponibilizado na oficina-escola, e entregas um dossiê técnico completo, com o registo de cada intervenção.
Requisitos
Funcionais
- Ordem de reparação preenchida com os quatro danos reportados e o resultado do diagnóstico de cada um.
- Diagnóstico de cada dano (vidro, plástico, estofo, jante), com decisão fundamentada: reparar ou substituir.
- Execução da reparação ou substituição de, no mínimo, três dos quatro componentes danificados, com o método correto para o material.
- Verificação final de cada intervenção (funcionamento, conformidade, e no caso da jante, equilibragem e estanquicidade).
- Registo do trabalho, incluindo materiais usados, tempos e eventuais ocorrências.
Não-funcionais
- EPI adequado a cada tarefa, documentado no dossiê.
- Separação de resíduos conforme o tipo (vidro, plástico, embalagens de adesivos/resinas).
- Documentação clara e organizada, com fotografias ou esquemas de apoio.
- Cumprimento dos tempos previstos em cada fase.
Fases
Fase 1 · Ordem de reparação e diagnóstico geral (3h) Preencher a ordem de reparação com os quatro danos. Inspecionar cada componente e registar dimensão, localização e tipo de dano observado.
Fase 2 · Decisão técnica por componente (2h) Para cada dano, aplicar os fatores de decisão (dimensão, localização, profundidade/tipo) e concluir se é reparável ou não reparável, com justificação escrita.
Fase 3 · Preparar equipamentos e materiais (2h) Selecionar e preparar os equipamentos e materiais necessários para as intervenções decididas (injetor de resina, pistola de ar quente, kit de colagem, ferramentas de jante), e organizar o posto de trabalho.
Fase 4 · Intervenção no vidro e no plástico (5h) Executar a reparação ou substituição do vidro e a reparação (soldadura ou colagem, conforme o material identificado) do para-choques.
Fase 5 · Intervenção no estofo e na jante (5h) Executar a reparação do banco (costura, colagem ou enchimento) e a reparação ou substituição da jante, com verificação final de equilibragem e estanquicidade.
Fase 6 · Registo, segurança e ambiente (1h) Completar o registo de cada intervenção, confirmar o EPI usado e a separação de resíduos de cada tarefa.
Fase 7 · Apresentação (2h) Apresentar o dossiê à turma, explicando cada decisão de diagnóstico e o método de reparação escolhido.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Ordem de reparação e diagnóstico correto por componente | 20% |
| Decisão fundamentada (reparável / não reparável) | 15% |
| Execução técnica das reparações e substituições | 30% |
| Verificação final e conformidade | 10% |
| Segurança, EPI e gestão de resíduos | 10% |
| Registo do trabalho, dossiê e apresentação | 15% |
Erros comuns
- Decidir reparar ou substituir sem aplicar os três fatores (dimensão, localização, profundidade/tipo) em conjunto.
- Confundir vidro temperado com laminado e tentar "reparar" um vidro temperado partido.
- Soldar um plástico sem confirmar antes se é termoplástico ou termoendurecível.
- Entregar uma jante reparada sem repetir a equilibragem e o teste de estanquicidade.
- Executar uma intervenção não prevista na ordem de reparação sem pedir nova autorização.
- Esquecer o registo detalhado, dificultando qualquer reclamação futura.
Bónus (opcional)
- Documentar a calibração de um sensor ADAS após a substituição de um vidro.
- Propor um plano de manutenção preventiva do posto de trabalho e dos equipamentos usados.
- Comparar o custo estimado da reparação face à substituição em cada um dos quatro componentes.
- Elaborar uma checklist de EPI e de gestão de resíduos reutilizável para futuras ordens de reparação.
Reflexão
No dossiê final, responde: porque é que os mesmos três fatores de decisão (dimensão, localização, profundidade/tipo) servem para vidros, plásticos, estofos e jantes, apesar de serem materiais tão diferentes? E qual dos quatro diagnósticos deste projeto foi mais difícil de fundamentar, e porquê?