Mini-Projecto · Plano de contingência e simulacro de emergência
Contexto
A "Trilhos do Vale", uma empresa de animação turística, organiza caminhadas, passeios de bicicleta e um pequeno percurso de cordas numa zona de serra. A empresa nunca teve um plano de contingência escrito e quer prepará-lo antes da próxima época alta, com protocolos claros para doença súbita, acidentes, incêndio e evacuação, além de garantir que a equipa sabe aplicar o algoritmo de SBV/DAE.
Foste contratado/a, individualmente ou em grupo, para produzir esse plano de contingência, treinar o algoritmo de SBV/DAE numa simulação prática e apresentar tudo à direção da empresa (o professor e a turma, no papel de direção).
Requisitos
Funcionais
- Ficha de caracterização de, pelo menos, três atividades da empresa (caminhada, BTT, cordas), com os riscos específicos de cada uma.
- Protocolos escritos para: doença súbita ou acidente, incêndio e evacuação, cada um com etapas e responsáveis definidos.
- Lista de contactos de emergência (112, 117 quando aplicável, contacto interno da empresa) e localização do material de socorrismo.
- Simulação prática de, pelo menos, um cenário de SBV/DAE adulto e um cenário pediátrico (ou de desobstrução de via aérea), com registo da atuação de cada elemento da equipa. O cenário pediátrico tem de demonstrar explicitamente as 5 insuflações iniciais e o ciclo 15:2, antes de qualquer compressão.
- Checklist de EPI e material de socorrismo a verificar antes de cada atividade.
Não-funcionais
- Linguagem clara, sem jargão desnecessário, para ser lida sob pressão.
- Documento organizado por atividade e por tipo de emergência, fácil de consultar rapidamente.
- Respeito pelo sigilo e privacidade nos exemplos e registos usados (sem dados reais de pessoas).
Fases
Fase 1 · Caracterização das atividades e riscos (3h) Descrever as três atividades escolhidas e listar os riscos específicos de cada uma (queda, desidratação, insolação, afogamento, corte, etc.), com base no Bloco 2 da sebenta.
Fase 2 · Protocolos de atuação (4h) Escrever os protocolos de doença súbita/acidente, incêndio e evacuação, definindo quem avalia, quem liga 112, quem gere o grupo e quem recebe os meios de socorro.
Fase 3 · Contactos e material (2h) Compilar a lista de contactos de emergência e o inventário do material de socorrismo (manual de primeiros socorros, máscara de bolso, DAE de treino, EPI), com a checklist de verificação.
Fase 4 · Ensaio do algoritmo de SBV/DAE (5h) Ensaiar, em grupo, o algoritmo completo de SBV adulto com DAE de treino e um cenário pediátrico ou de desobstrução de via aérea, com um elemento a cronometrar e a registar a atuação. No cenário pediátrico, cronometrar e confirmar explicitamente as 5 insuflações iniciais e o ciclo 15:2.
Fase 5 · Revisão e ajuste do plano (2h) Rever o plano com base no que correu bem e mal no ensaio, ajustando protocolos que se revelaram confusos ou incompletos.
Fase 6 · Apresentação (4h) Apresentar o plano de contingência e demonstrar o cenário de SBV/DAE à turma (papel de direção da empresa), explicando as decisões tomadas.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Caracterização das atividades e riscos | 15% |
| Protocolos de atuação completos e claros | 20% |
| Contactos, material e checklist de EPI | 15% |
| Execução correta do algoritmo de SBV/DAE no ensaio | 30% |
| Comunicação, controlo emocional e trabalho de equipa | 10% |
| Apresentação e dossiê final | 10% |
Erros comuns
- Escrever um plano de contingência genérico, sem adaptar aos riscos reais das atividades da empresa.
- Não atribuir responsabilidades claras (quem liga, quem gere o grupo) nos protocolos.
- Ensaiar o SBV sem cronometrar nem registar, perdendo a oportunidade de identificar falhas reais.
- Esquecer o cenário pediátrico ou tratá-lo como igual ao adulto sem as devidas adaptações.
- Não incluir a checklist de verificação do material antes da atividade.
- Usar dados reais de pessoas nos exemplos, violando o sigilo e a privacidade.
Bónus (opcional)
- Criar um cartão de bolso resumido com o algoritmo de SBV/DAE para cada membro da equipa levar nas atividades.
- Simular também um cenário de intoxicação ou de golpe de calor numa atividade de verão.
- Propor um plano de formação contínua da equipa (simulacros trimestrais).
Reflexão
No dossiê final, responde: porque é que o plano de contingência tem de ser específico para cada atividade, e não um documento genérico igual para toda a empresa? E, depois do ensaio prático, que duas alterações fizeste ao protocolo inicial, e porquê?