Mini-Projeto · Organizar uma caminhada turística de raiz
Contexto
A "Trilhos do Vale", uma pequena empresa de animação turística, quer lançar um novo produto: uma caminhada turística guiada num território à tua escolha (uma serra, um vale, uma zona costeira ou um percurso já homologado perto de ti). Foste contratado/a para organizar esta atividade de ponta a ponta: escolher o percurso, preencher a ficha técnica, planear a logística e a equipa, conduzir (em simulação ou na prática, se a escola o permitir) o acompanhamento no terreno e fechar o processo com uma avaliação.
Trabalhas individualmente ou em pequeno grupo (até 3 elementos), e entregas um dossiê completo da atividade mais uma apresentação à turma.
Requisitos
Funcionais
- Escolha e caracterização de um percurso real ou verosímil, com distância, desnível e tipo de piso.
- Classificação de dificuldade justificada, cruzando os três fatores estudados.
- Ficha técnica completa do percurso (identificação, pontos de interesse, pontos críticos, recursos, contactos de emergência).
- Definição do público-alvo e adaptação da linguagem/comunicação a esse público.
- Plano logístico: espaços, materiais, equipamentos e, se aplicável, transporte.
- Equipa da atividade definida (papéis, critérios de seleção, briefing previsto).
- Pelo menos um serviço externo identificado para eventual subcontratação, com uma nota sobre negociação.
- Plano de segurança e sustentabilidade para a atividade.
- Instrumento de avaliação da atividade (questionário ou grelha de observação) e um exemplo de ação de melhoria a partir de resultados fictícios ou reais.
Não-funcionais
- Dossiê organizado, com secções claras e linguagem adequada ao público-alvo escolhido.
- Coerência entre a classificação de dificuldade, o público-alvo e a logística prevista.
- Cuidado com a sustentabilidade em todas as decisões (percurso, recursos, comunicação).
Fases
Fase 1 · Escolha e reconhecimento do território (3h) Selecionar o percurso, recolher informação de fontes fiáveis (câmara, entidade de turismo, cartografia) e, se possível, fazer reconhecimento real ou por imagens/mapas detalhados.
Fase 2 · Caracterização e ficha técnica (3h) Caracterizar o percurso (distância, desnível, piso, POI, pontos críticos), classificar a dificuldade e preencher a ficha técnica completa.
Fase 3 · Público e planeamento inclusivo (2h) Definir o público-alvo, recolher (ou simular) informação sobre expetativas e aptidão, e adaptar linguagem e ajustes de inclusão.
Fase 4 · Logística e equipa (3h) Definir o plano logístico completo e a equipa necessária, com critérios de seleção e conteúdo do briefing.
Fase 5 · Segurança, sustentabilidade e fornecedores (2h) Elaborar o plano de segurança, as medidas de sustentabilidade e identificar o serviço externo a subcontratar.
Fase 6 · Avaliação e melhoria (2h) Desenhar o instrumento de avaliação e simular um resultado, com a respetiva ação de melhoria.
Fase 7 · Apresentação (3h) Apresentar o dossiê completo à turma, explicando as decisões tomadas em cada fase.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Caracterização do percurso e ficha técnica | 20% |
| Classificação de dificuldade e adaptação ao público | 15% |
| Plano logístico (espaço, materiais, equipamentos, transporte) | 20% |
| Equipa, briefing e fornecedores | 15% |
| Segurança e sustentabilidade | 15% |
| Instrumento de avaliação e ação de melhoria | 10% |
| Dossiê e apresentação | 5% |
Erros comuns
- Escolher um percurso sem cruzar mais do que uma fonte de informação sobre o seu estado atual.
- Classificar a dificuldade só pela distância, esquecendo o desnível e o tipo de piso.
- Preencher a ficha técnica sem identificar pontos críticos concretos.
- Planear a logística sem prever o transporte de regresso em percursos lineares.
- Definir a equipa sem considerar a dimensão do grupo nem a dificuldade do percurso.
- Tratar segurança e sustentabilidade como temas separados, em vez de decisões que se reforçam mutuamente.
- Desenhar um instrumento de avaliação e não prever nenhuma ação concreta de melhoria a partir dele.
Bónus (opcional)
- Criar um pequeno guião do dia (run sheet), hora a hora, para a atividade.
- Desenhar material de sinalética própria (sustentável e reversível) para um troço específico.
- Propor uma versão adaptada da mesma caminhada para um público com mobilidade reduzida.
- Elaborar um pequeno plano de contingência para três cenários de imprevisto diferentes (mau tempo, incidente ligeiro, atraso do grupo).
Reflexão
No dossiê final, responde: que decisão do teu projeto teve mais impacto na segurança do grupo, e porquê? E, olhando para trás, que informação gostarias de ter recolhido logo na Fase 1 que só percebeste ser importante mais tarde?