Mini-Projeto · Traçar e validar um suporte metálico em L
Contexto
A oficina "Metalúrgica do Cais" recebeu uma encomenda de 12 suportes metálicos em L, para fixar prateleiras a uma parede de betão numa obra de reparação. Foste destacado/a para preparar e traçar o lote, a partir do desenho de fabrico fornecido pelo cliente, entregando as peças prontas para corte, furação e posterior soldadura de reforço numa das unidades.
Trabalhas individualmente ou a pares, com os utensílios de traçagem e os instrumentos de medição da oficina, e entregas as peças traçadas mais um pequeno dossiê (plano de preparação, registo de verificação e reflexão final).
Requisitos
Funcionais
- Analisar o desenho de fabrico e a ficha de trabalho fornecidos, confirmando cotas, tolerâncias e material (aço ao carbono, chapa de 4 mm).
- Elaborar um plano de preparação para o lote de 12 peças, com sequência, utensílios e tempo estimado.
- Preparar e aferir os instrumentos de medição antes de iniciar (paquímetro, régua, esquadro).
- Traçar o suporte em L: linha de eixo, dois pontos de furação por aba, contorno de corte e marca de identificação de peça.
- Aplicar uma estratégia de encaixe (nesting) para reduzir o desperdício de chapa no lote de 12 peças.
- Validar a traçagem de pelo menos 2 peças com instrumento de medição, registando o resultado.
Não-funcionais
- Utilização correta de EPI (óculos de proteção, luvas resistentes a corte) durante toda a atividade.
- Bancada e utensílios organizados por ordem de uso, sem material a mais fora do plano.
- Marcações legíveis e resistentes ao manuseamento subsequente (corte, furação).
- Registo escrito de qualquer desvio encontrado e da correção proposta.
Fases
Fase 1 · Análise das especificações (2h) Ler o desenho de fabrico e a ficha de trabalho; confirmar material, cotas e tolerâncias; classificar o material e escolher o produto de marcação adequado.
Fase 2 · Plano de preparação (2h) Elaborar o plano para as 12 peças: sequência, utensílios necessários, estratégia de encaixe na chapa e tempo estimado por peça.
Fase 3 · Preparar utensílios e aferir instrumentos (2h) Verificar riscador, punção, régua e esquadro; aferir o paquímetro; limpar a superfície das chapas.
Fase 4 · Traçagem plana da chapa base (5h) Traçar o ponto zero, os bordos, as linhas de eixo e os pontos de furação em cada peça, de acordo com o plano de encaixe.
Fase 5 · Traçagem de volumes do perfil em L (4h) Traçar o furo de cada aba do perfil em L, mantendo a mesma referência de apoio entre as duas faces.
Fase 6 · Validação e correções (2h) Medir pelo menos 2 peças com o paquímetro, comparar com o desenho, registar desvios e propor correções ao plano se necessário.
Fase 7 · Apresentação (1h) Apresentar o dossiê e as peças traçadas à turma, explicando as decisões do plano de preparação.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Análise correta das especificações técnicas | 15% |
| Plano de preparação (sequência, utensílios, tempo, encaixe) | 20% |
| Preparação e aferição dos instrumentos | 10% |
| Rigor da traçagem plana e de volumes | 25% |
| Redução de desperdício (nesting aplicado) | 10% |
| Validação, correções propostas e segurança (EPI) | 20% |
Erros comuns
- Começar a traçar sem confirmar o material e a tolerância exigidos no desenho.
- Medir cada furo a partir do furo anterior em vez de sempre a partir do ponto zero.
- Não aferir o paquímetro antes de iniciar a validação.
- Traçar cada peça isoladamente na chapa, sem plano de encaixe, desperdiçando material.
- Perder a referência de apoio ao traçar a segunda aba do perfil em L.
- Não marcar a orientação da peça, arriscando montagem ao contrário.
- Tirar o EPI para "um golpe rápido" de punção.
Bónus (opcional)
- Preparar também a marcação da zona de solda de reforço numa das peças, considerando a contração térmica esperada.
- Comparar duas disposições de encaixe diferentes na chapa e calcular a percentagem de desperdício de cada uma.
- Propor uma melhoria ao plano de preparação que reduza o tempo estimado por peça sem sacrificar o rigor.
Reflexão
No dossiê final, responde: porque é que medir sempre a partir do mesmo ponto zero evita o erro em cadeia, e descreve uma situação concreta, ocorrida ou hipotética, em que corrigir apenas a peça (e não o processo) teria deixado o mesmo defeito repetir-se no resto do lote.