Mini-Projecto · Plano de condução e poda de um espaço verde
Contexto
O Jardim do Alto, um pequeno jardim de bairro ou o espaço verde da própria escola, não tem plano de manutenção há vários anos: há árvores com ramos cruzados, arbustos sem forma definida, uma sebe de buxo por aparar e trepadeiras sem suporte. A autarquia (ou a direção da escola) contratou a tua equipa para avaliar o estado das plantas e apresentar um plano de condução e poda para os próximos 12 meses, com execução das intervenções mais urgentes e viáveis dentro do calendário letivo.
Trabalhas em equipa de 2 a 3 elementos. O resultado final é um dossiê técnico (avaliação, plano, ficha de operações) mais a execução prática de pelo menos duas intervenções reais ou simuladas em ambiente controlado, com supervisão.
Requisitos
Funcionais
- Levantamento de, no mínimo, 6 plantas do jardim (árvores, arbustos e/ou trepadeiras), com ficha de avaliação individual.
- Diagnóstico do estado sanitário e estrutural de cada planta, com registo dos sinais observados.
- Plano de condução e poda: para cada planta, tipo de poda recomendado, época adequada e justificação técnica.
- Identificação de, no mínimo, 1 situação sanitária urgente e do procedimento imediato a aplicar.
- Execução prática supervisionada de, no mínimo, 2 operações (ex.: um corte de eliminação junto ao colar, uma desponta de topiária, uma correção de tutoragem), com registo fotográfico do antes e do depois.
- Ficha de registo de operações preenchida para cada intervenção executada.
Não-funcionais
- Cumprimento das normas de segurança e saúde no trabalho e uso do EPI adequado a cada tarefa.
- Higienização das ferramentas entre plantas com sinais de doença, documentada na ficha de registo.
- Gestão dos resíduos verdes gerados, com destino explicitado (compostagem, trituração ou encaminhamento).
- Linguagem técnica correta e justificação de cada decisão à luz do referencial da UC, não de opinião pessoal.
Fases
Fase 1 · Levantamento e avaliação (3h) Visita ao jardim, identificação das 6 plantas, preenchimento da ficha de avaliação de cada uma (estado sanitário, estrutura, vigor).
Fase 2 · Diagnóstico e classificação (2h) Classificar cada planta quanto ao tipo de poda necessário e à urgência, com registo dos sinais observados que sustentam a decisão.
Fase 3 · Planeamento de épocas (2h) Para cada espécie, identificar o hábito de floração (lenho do ano anterior ou do ano corrente, quando aplicável) e definir a época de intervenção mais adequada.
Fase 4 · Preparação dos recursos (2h) Selecionar ferramentas e EPI necessários para cada intervenção planeada; verificar o estado de afiação e higienização das ferramentas antes de sair para o terreno.
Fase 5 · Execução supervisionada (5h) Executar, com supervisão, as 2 operações práticas definidas; aplicar o corte correto junto ao colar (e a técnica dos três cortes, se aplicável); registar fotograficamente antes e depois.
Fase 6 · Higienização, resíduos e registo (2h) Higienizar as ferramentas usadas, separar e encaminhar os resíduos verdes gerados, e preencher a ficha de registo de operações de cada intervenção.
Fase 7 · Apresentação do dossiê (2h) Apresentar à turma o levantamento, o plano de condução e poda, e o resultado das intervenções executadas, justificando as decisões tomadas.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Levantamento e avaliação das plantas | 15% |
| Diagnóstico e classificação do tipo de poda | 15% |
| Planeamento das épocas de intervenção | 15% |
| Execução técnica das operações (corte, colar do ramo, técnica dos três cortes) | 25% |
| Segurança, EPI e higienização | 15% |
| Registo, resíduos e apresentação do dossiê | 15% |
Erros comuns
- Avaliar as plantas "de relance", sem preencher fichas nem registar sinais concretos.
- Recomendar a mesma época de poda para todas as espécies, ignorando o hábito de floração de cada uma.
- Cortar rente ao tronco ou deixar coto, em vez de cortar junto ao colar do ramo.
- Executar a poda sanitária urgente por último, em vez de a tratar como prioridade.
- Esquecer a higienização da ferramenta depois de intervir numa planta com sinais de doença.
- Não registar fotograficamente o antes e o depois das intervenções executadas.
- Misturar resíduos de plantas com sinais de doença com resíduos saudáveis destinados a compostagem.
Bónus (opcional)
- Propor um sistema de condução (espaldeira, cordão ou pérgula) para a trepadeira sem suporte, com desenho esquemático.
- Elaborar um calendário anual completo das 6 plantas, mês a mês.
- Investigar se alguma das árvores do levantamento está sujeita ao regime da Lei n.º 59/2021, por se tratar de arvoredo em espaço público.
- Fazer uma segunda visita, semanas depois, para registar a resposta das plantas à intervenção.
Reflexão
No dossiê final, responde: porque é que a poda sanitária se sobrepõe sempre ao calendário de épocas das restantes podas? E identifica uma decisão do teu plano em que a época errada de intervenção teria comprometido a floração ou a saúde da planta.