Mini-Projecto · Conceber e implementar um jardim comunitário
Contexto
A Junta de Freguesia de Vale Formoso tem um terreno municipal de 300 m², junto ao centro cívico, atualmente vazio e sem uso definido. Pretende transformá-lo num jardim comunitário, com zona de estar, um pequeno espaço de horta e vegetação de baixa manutenção, adequada ao clima da região.
A equipa técnica, contratada como empresa de prestação de serviços de jardinagem, foi encarregada de conceber o projeto do princípio ao fim e implementar a primeira fase no terreno: da avaliação do local até às primeiras plantas no solo, entregando um dossiê técnico completo à Junta.
Trabalhas individualmente ou em pequeno grupo, aplicando as quatro fases da UC: avaliar o local, medir e delimitar, desenhar o projeto e selecionar espécies e materiais, terminando com a implementação de uma amostra representativa do jardim.
Requisitos
Funcionais
- Avaliação do local registada: condições edafoclimáticas, constrangimentos ambientais, vegetação existente.
- Levantamento simplificado do terreno: dimensões principais, pontos de referência, indicação aproximada do declive.
- Desenho do projeto (manual ou digital), com escala, legenda, orientação e simbologia: layout completo com áreas ajardinadas, circulações, infraestruturas, pelo menos uma zona temática e os limites do terreno.
- Lista de espécies selecionadas, com justificação face aos requisitos das plantas e às condições do local, incluindo confirmação de que nenhuma consta da lista nacional de espécies invasoras.
- Cálculo de quantidades: área de relvado, número de plantas por maciço (com o cálculo de densidade), quantidade de semente se aplicável.
- Implementação de uma amostra: pelo menos um canteiro ou maciço plantado de acordo com o projeto, seguindo as técnicas de implementação estudadas.
Não-funcionais
- Projeto coerente com a análise do local: nenhuma espécie incompatível com o solo, clima ou exposição solar identificados.
- Critérios de sustentabilidade aplicados: espécies adaptadas ao clima, gestão eficiente da água.
- Registo fotográfico e escrito de todas as fases, para o dossiê final.
- Cumprimento das normas de segurança e EPI durante a implementação.
Fases
Fase 1 · Avaliação do local (3h) Visita ao terreno, teste simples de solo, registo das condições edafoclimáticas e dos constrangimentos ambientais.
Fase 2 · Levantamento e delimitação (3h) Medição das dimensões principais do terreno, marcação de pontos de referência, estimativa do declive e delimitação das áreas principais com estacas e fio.
Fase 3 · Desenho do projeto (6h) Sitemap do layout, desenho técnico à escala (manual ou digital), com legenda, orientação e simbologia. Definição de áreas ajardinadas, circulações, infraestruturas e zona temática.
Fase 4 · Seleção de espécies e materiais (3h) Escolha das espécies por zona, verificação dos requisitos das plantas face ao local e confirmação de que nenhuma é invasora. Cálculo de quantidades (plantas, relva, substrato).
Fase 5 · Implementação da amostra (6h) Preparação do solo, abertura de covas, plantação, rega de fixação e tutoramento de pelo menos um canteiro ou maciço representativo do projeto.
Fase 6 · Dossiê e apresentação (3h) Compilação do dossiê técnico (avaliação, levantamento, desenho, lista de espécies, registo fotográfico) e apresentação à turma, como se fosse à Junta de Freguesia.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Avaliação do local e levantamento corretos | 15% |
| Desenho do projeto (escala, legenda, layout completo) | 25% |
| Seleção de espécies e cálculo de quantidades | 20% |
| Implementação da amostra (técnica e conformidade com o projeto) | 25% |
| Segurança, sustentabilidade e conformidade legal | 10% |
| Dossiê e apresentação | 5% |
Erros comuns
- Desenhar o layout antes de concluir a avaliação do local, obrigando a corrigir tudo depois.
- Esquecer a escala no desenho, impossibilitando o cálculo de quantidades.
- Selecionar espécies pela aparência, sem confirmar os requisitos de luz, água, pH e vento.
- Não verificar a lista de espécies invasoras antes de fechar a lista final.
- Covas mal dimensionadas na implementação da amostra, a causa mais comum de plantas que não pegam.
- Ignorar o EPI durante a implementação, sobretudo com ferramentas de corte.
Bónus (opcional)
- Propor um sistema de recolha de águas pluviais para reforçar a rega do maciço.
- Desenhar uma segunda fase do jardim, incluindo iluminação exterior.
- Simular o crescimento a 5 anos das árvores propostas, verificando se algum porte adulto entra em conflito com infraestruturas próximas.
- Preparar uma versão do dossiê em formato digital, com o desenho em software de desenho técnico.
Reflexão
No dossiê final, responde: porque é que a avaliação das condições edafoclimáticas do local tem de ser feita antes de escolher qualquer espécie? E identifica três decisões concretas do teu projeto que só fizeste sentido depois de conhecer o local, e que terias feito de forma diferente sem essa avaliação prévia.