Mini-Projecto · Protocolo de assistência a uma cirurgia de implantes
Contexto
A clínica "Sorriso Certo" vai realizar a colocação de um implante unitário num utente adulto, seguida da respetiva reabilitação protética. Foste destacado/a como técnico/a assistente dentário/a responsável por preparar todo o circuito de apoio a este caso, sob supervisão do médico dentista responsável.
Trabalhas individualmente ou a pares. O trabalho não envolve qualquer ato clínico invasivo: o teu papel é preparar, documentar e simular a coadjuvação em cada fase, exatamente como farias numa clínica real.
Requisitos
Funcionais
- Dossiê do caso: ficha de planeamento com as estruturas anatómicas a verificar e os exames a organizar.
- Checklist da cirurgia: lista completa do tabuleiro cirúrgico, pela ordem de uso, e da preparação do motor de implantologia.
- Protocolo de coadjuvação: descrição das tarefas do TAD em cada etapa da cirurgia (aspiração, irrigação, afastamento, passagem de instrumentos).
- Folheto de instruções pós-operatórias: documento de apoio para entregar ao utente, coerente com o papel de reforço do TAD (nunca substituindo a explicação médica).
- Guia de trabalho para o laboratório de prótese: preenchida com todos os campos obrigatórios do caso.
Não-funcionais
- Linguagem clara, sem termos inventados nem traduzidos livremente.
- Coerência total com o limite de atuação do TAD: nenhum documento pode sugerir diagnóstico, prescrição ou execução de atos invasivos pelo TAD.
- Documentos organizados e identificados, prontos a arquivar num processo clínico real.
Fases
Fase 1 · Estudo do caso e planeamento (3h) Ler o enunciado clínico fornecido pelo professor (idade do utente, zona do implante, exames disponíveis). Identificar as estruturas anatómicas relevantes e listar os exames e documentos a organizar antes da cirurgia.
Fase 2 · Checklist da cirurgia (4h) Construir a checklist completa: tabuleiro cirúrgico pela ordem de uso, preparação do motor de implantologia e da irrigação, confirmação dos componentes protéticos e do implante com a prescrição.
Fase 3 · Protocolo de coadjuvação (4h) Descrever, etapa a etapa da cirurgia (incisão, fresagem sequencial, colocação da fixture, sutura), as tarefas concretas de coadjuvação do TAD em cada uma.
Fase 4 · Pós-operatório e controlos (3h) Elaborar o folheto de instruções pós-operatórias e um calendário de consultas de controlo, com o que se avalia em cada uma.
Fase 5 · Fase protética e laboratório (4h) Preencher a guia de trabalho para o laboratório de prótese, com todos os campos obrigatórios, e descrever o processo de impressão escolhido (convencional ou digital).
Fase 6 · Apresentação (2h) Apresentar o dossiê completo à turma, explicando as decisões tomadas e onde termina a preparação do TAD e começa o ato clínico do médico.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Planeamento e identificação de estruturas anatómicas | 15% |
| Checklist da cirurgia e preparação do motor | 20% |
| Protocolo de coadjuvação, etapa a etapa | 25% |
| Pós-operatório, controlos e reconhecimento de sinais de alarme | 15% |
| Guia de trabalho e comunicação com o laboratório | 15% |
| Apresentação e clareza dos documentos | 10% |
Erros comuns
- Descrever tarefas do TAD que ultrapassam a preparação e a coadjuvação (por exemplo, "decidir" algo clínico).
- Esquecer a chave dinamométrica ou a confirmação da irrigação na checklist da cirurgia.
- Redigir o folheto pós-operatório como se fosse o TAD a definir a medicação, em vez de reforçar o que o médico já prescreveu.
- Preencher a guia de trabalho sem o sistema e a referência exatos do implante.
- Não distinguir, no protocolo de coadjuvação, o que é ato clínico do médico e o que é apoio direto do TAD.
Bónus (opcional)
- Adaptar o dossiê a um caso de prótese total fixa sobre implantes, com mais do que um implante envolvido.
- Criar uma versão digital da guia de trabalho, pronta a preencher em formulário eletrónico.
- Propor uma checklist de manutenção preventiva do motor de implantologia, ligada à UC de manutenção de equipamentos.
Reflexão
No dossiê final, responde: em que momento do circuito completo, do planeamento à prótese, seria mais fácil um TAD ultrapassar por engano o seu limite de atuação? E que duas medidas concretas do teu protocolo ajudam a evitar esse risco?