Mini-Projecto · Protocolo de preparação e assistência a uma sessão de cirurgia oral
Contexto
A clínica "Sorriso Certo" vai passar a marcar, uma vez por semana, uma sessão dedicada a pequenas cirurgias orais: exodontias simples e complexas, exéreses de tecidos moles e duros, e biópsias. Foste contratado/a, individualmente ou em grupo, para elaborar o protocolo de preparação e assistência que a equipa de técnicos/as assistentes dentários vai seguir nessas sessões, e para o demonstrar num caso simulado.
Trabalhas a partir do referencial desta UC: procedimentos pré-operatórios, preparação do consultório e dos instrumentos, técnica a quatro mãos, e acondicionamento de peças de biópsia. Em todo o protocolo, respeita sempre os limites de intervenção do/a técnico/a assistente dentário: prepara, coadjuva e acondiciona, nunca diagnostica nem prescreve.
Requisitos
Funcionais
- Checklist de procedimentos pré-operatórios, a cumprir antes de cada doente entrar no gabinete.
- Descrição da preparação do consultório e da sala, incluindo campo estéril e barreiras de proteção.
- Bandejas organizadas por sequência de uso, para pelo menos três tipos de intervenção: exodontia simples, exodontia complexa e exérese de tecidos moles ou duros.
- Descrição da técnica a quatro mãos aplicada às sessões, com posições da equipa e regras de transferência de instrumentos.
- Procedimento de acondicionamento e identificação de uma peça de biópsia, do momento da remoção até ao envio ao laboratório.
- Checklist de instruções pós-operatórias, com os sinais que justificam reportar de imediato ao médico dentista.
Não-funcionais
- Linguagem clara, sem ambiguidades, aplicável por qualquer novo elemento da equipa.
- Protocolo organizado por secções, fácil de consultar durante a sessão.
- Referência explícita aos limites de intervenção do/a técnico/a assistente dentário, em pelo menos duas situações concretas.
Fases
Fase 1 · Levantamento (2h) Rever os tipos de intervenção da UC e os limites de intervenção do/a técnico/a assistente dentário.
Fase 2 · Pré-operatório e sala (2h) Construir o checklist de procedimentos pré-operatórios e descrever a preparação do consultório, incluindo campo estéril e barreiras de proteção.
Fase 3 · Bandejas por tipo de intervenção (3h) Organizar, por sequência de uso, as bandejas de exodontia simples, exodontia complexa e exérese de tecidos moles ou duros.
Fase 4 · Técnica a quatro mãos (2h) Descrever as posições da equipa e as regras de transferência de instrumentos para as sessões de cirurgia oral.
Fase 5 · Biópsia e pós-operatório (2h) Definir o procedimento de acondicionamento e identificação de peças de biópsia, e o checklist de instruções e sinais de alarme do pós-operatório.
Fase 6 · Simulação e apresentação (1h) Simular um caso prático (por exemplo, uma exodontia complexa com biópsia de uma peça óssea) aplicando o protocolo do início ao fim, e apresentar o documento à turma.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Checklist de procedimentos pré-operatórios | 15% |
| Preparação do consultório e da sala | 15% |
| Bandejas organizadas por sequência de uso | 20% |
| Técnica a quatro mãos | 15% |
| Acondicionamento e identificação de biópsias | 20% |
| Pós-operatório, simulação e apresentação | 15% |
Erros comuns
- Descrever as bandejas sem as organizar pela sequência de uso real do procedimento.
- Confundir exérese de tecidos moles com exérese de tecidos duros no protocolo escrito.
- Esquecer o frasco de biópsia preparado com antecedência, mesmo quando a intervenção pode não a exigir.
- Não separar claramente o que compete e o que não compete ao/à técnico/a assistente dentário.
- Deixar o checklist pós-operatório sem sinais concretos que justifiquem reportar de imediato.
- Escrever um protocolo tão genérico que não distingue exodontia simples de complexa.
Bónus (opcional)
- Criar uma checklist visual, para afixar no gabinete, com a sequência de instrumentos de cada tipo de intervenção.
- Propor um modelo de etiqueta e de requisição de anatomia patológica, pronto a preencher.
- Elaborar um pequeno guião de comunicação com o doente ansioso antes de uma exodontia complexa.
Reflexão
No fecho do projeto, responde: em que momento da sessão de cirurgia oral é mais fácil um/a técnico/a assistente dentário ultrapassar, sem querer, os seus limites de intervenção, e como o protocolo que escreveste ajuda a evitar isso? E indica duas situações concretas em que, no lugar de um/a técnico/a assistente dentário, reportarias de imediato ao médico dentista durante uma sessão de cirurgia oral.