Mini-Projecto · Protocolo de prevenção e controlo de infeção do consultório
Contexto
O consultório dentário "Sorriso Certo" vai abrir uma nova unidade e precisa de um protocolo escrito de prevenção e controlo de infeção, pronto para ser seguido por toda a equipa desde o primeiro dia de atendimento.
Foste contratado/a como Técnico/a Assistente Dentário para construir este protocolo, aplicando os conhecimentos da UC a um caso concreto: um dia de atendimento com três utentes diferentes, incluindo o envio de uma amostra biológica para análise externa.
Trabalhas individualmente ou a pares, e entregas o protocolo completo mais um dossiê de apoio (esquema da cadeia epidemiológica, tabela de EPI por procedimento e registo de um incidente simulado).
Requisitos
Funcionais
- Identificação dos principais riscos biológicos do consultório (microrganismos, vias de entrada, situações típicas).
- Esquema da cadeia epidemiológica aplicado a, pelo menos, dois cenários do consultório, com o elo a quebrar identificado em cada um.
- Tabela de EPI por tipo de procedimento, com a via de contágio protegida por cada peça.
- Sequência escrita de colocação e remoção do EPI, e de higiene das mãos nos momentos críticos.
- Procedimento de limpeza e desinfeção de superfícies e equipamentos entre utentes, com produto, diluição e tempo de contacto.
- Procedimento de transporte seguro de uma amostra biológica para análise externa.
- Lista de sinais de alerta a vigiar e o procedimento a seguir quando surgem.
Não-funcionais
- Linguagem clara, direta e sem ambiguidade, para ser seguida sob pressão.
- Referência explícita à estrutura de regulação Nacional (DGS e PPCIRA, ERS) e Local do próprio consultório (direção clínica e protocolos internos).
- Protocolo organizado por secções, fácil de consultar rapidamente durante o atendimento.
Fases
Fase 1 · Levantamento de riscos (2h) Identificar os microrganismos e vias de entrada relevantes no consultório; classificar o grau de patogenicidade das situações mais comuns.
Fase 2 · Cadeia epidemiológica aplicada (2h) Desenhar a cadeia epidemiológica para dois cenários do consultório (por exemplo, instrumento mal desinfetado e picada acidental), identificando o elo a quebrar em cada um.
Fase 3 · EPI e higiene (3h) Construir a tabela de EPI por procedimento; escrever a sequência de colocação, uso e remoção do EPI, e os momentos críticos de higiene das mãos.
Fase 4 · Limpeza, desinfeção e boas práticas (3h) Escrever o procedimento de limpeza e desinfeção entre utentes (produto, diluição, tempo de contacto) e a sequência de boas práticas antes, durante e depois do atendimento.
Fase 5 · Alerta, transporte e incidentes (3h) Definir os sinais de alerta a vigiar e o procedimento correspondente; escrever o procedimento de transporte seguro de amostras biológicas; simular o registo de um incidente de exposição a risco biológico.
Fase 6 · Apresentação (2h) Apresentar o protocolo à turma, explicando as decisões tomadas e como cada secção se liga à estrutura de regulação Nacional e Local.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Levantamento de riscos e patogenicidade | 15% |
| Cadeia epidemiológica aplicada aos cenários | 20% |
| EPI, higiene e sequência de colocação/remoção | 20% |
| Limpeza, desinfeção e boas práticas | 20% |
| Sinais de alerta, transporte de amostras e incidente | 15% |
| Dossiê e apresentação | 10% |
Erros comuns
- Reduzir o EPI ou a atenção com utentes que "parecem" saudáveis, ignorando as precauções básicas de controlo de infeção.
- Confundir o elo da cadeia epidemiológica a quebrar, escolhendo uma medida que não resolve o risco real do cenário.
- Escrever o protocolo de forma vaga, sem produto, diluição ou tempo de contacto concretos.
- Esquecer o procedimento de transporte de amostras, tratando o assunto como secundário.
- Não ligar o protocolo à estrutura de regulação Nacional e Local, tornando-o desligado das normas oficiais.
Bónus (opcional)
- Acrescentar um procedimento específico para exposição de mucosas a salpicos, distinto do procedimento para picadas.
- Propor um sistema simples de registo de incidentes (papel ou digital) para uso diário no consultório.
- Pesquisar e citar uma norma ou orientação real da DGS ou do PPCIRA relevante para o cenário escolhido (por exemplo, a Norma n.º 029/2012 sobre precauções básicas ou a Norma n.º 007/2019 sobre higiene das mãos).
Reflexão
No dossiê final, responde: de que forma és, ao mesmo tempo, hospedeiro e vetor de infeção no teu dia de trabalho? E qual das seis fases do protocolo consideras mais difícil de cumprir sob pressão de tempo, e porquê?