Mini-Projecto · Monitorizar um molde de injeção
Contexto
A "Metalinjet, Lda.", uma oficina de moldes para injeção de plásticos, recebeu um molde de um cliente para rever o seu sistema de monitorização antes de voltar à produção. O molde tem 3 zonas de aquecimento por resistência de cartucho, sensores de posição nas corrediças, um circuito de refrigeração por água, e um atuador hidráulico para uma corrediça lateral.
Foste destacado/a, individualmente ou em par, para: analisar a documentação técnica existente, verificar e documentar os sensores e circuitos, montar (ou propor a montagem) das chapas de esquema e de identificação, e produzir um pequeno relatório de diagnóstico com as contas de suporte.
Requisitos
Funcionais
- Identificação e listagem de todos os sensores do molde, com o respetivo símbolo.
- Cálculo da resistência e da corrente nominais de cada zona de aquecimento, a partir da placa de característica.
- Diagnóstico de pelo menos uma zona, comparando valores nominais com uma medição (real ou simulada) de tensão e corrente.
- Esquema (desenhado ou descrito) de comando elétrico de uma zona, com fusível, relé, resistência, controlador e sonda.
- Identificação dos quatro esquemas do molde (elétrico, refrigeração, hidráulico, cinemática) e do que cada um documenta.
- Proposta de conteúdo para a chapa de identificação do molde.
Não-funcionais
- Todas as contas apresentadas com fórmula, substituição de valores e resultado.
- Relatório organizado por secções, com tabelas onde fizer sentido.
- Secção dedicada de segurança, cobrindo a intervenção no molde.
Fases
Fase 1 · Levantamento (2h) Analisar a documentação técnica do molde (placas de característica das resistências, lista de sensores) e registar os dados de base.
Fase 2 · Cálculos elétricos (3h) Calcular a resistência e a corrente nominais de cada zona de aquecimento; estimar a energia consumida por turno com um ciclo de controlo dado.
Fase 3 · Diagnóstico (2h) Comparar os valores nominais com uma medição de tensão e corrente (fornecida pelo docente ou simulada), calcular a resistência e potência reais, e concluir o estado da resistência.
Fase 4 · Esquemas (4h) Desenhar ou descrever o esquema de comando de uma zona; identificar e resumir o que documenta cada um dos quatro esquemas do molde (elétrico, refrigeração, hidráulico, cinemática).
Fase 5 · Chapas (2h) Propor o conteúdo da chapa de identificação do molde e a localização de cada chapa de esquema.
Fase 6 · Segurança e apresentação (2h) Redigir a secção de segurança da intervenção (LOTO, EPI, despressurização) e apresentar o relatório à turma.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Levantamento e identificação de sensores | 15% |
| Cálculos elétricos corretos (resistência, corrente, energia) | 25% |
| Diagnóstico da zona medida, com conclusão coerente com as contas | 20% |
| Esquemas identificados e esquema de comando correto | 20% |
| Chapas propostas (identificação e localização das de esquema) | 10% |
| Segurança e apresentação | 10% |
Erros comuns
- Calcular a energia com a potência nominal a 100% do tempo, ignorando o ciclo do controlador.
- Concluir "resistência mais alta, mais potência", quando o correto é o inverso para a mesma tensão.
- Desenhar o esquema de comando sem incluir o fusível ou sem ligar o controlador à sonda.
- Confundir a chapa de esquema com a chapa de identificação nas propostas de conteúdo.
- Esquecer a secção de segurança, tratando-a como um extra em vez de parte central do relatório.
Bónus (opcional)
- Propor um plano de manutenção preventiva simples, com base no histórico de ciclos (mould stick), para as resistências de cartucho.
- Comparar o custo elétrico de uma zona degradada ao longo de um mês de produção, face a uma zona em bom estado.
- Desenhar a chapa de identificação do molde em formato final, pronta a imprimir.
Reflexão
No relatório final, responde: porque é que uma resistência com resistência elétrica mais alta do que a nominal aquece menos, e não mais? E: qual das quatro chapas de esquema consideras mais crítica para a segurança da intervenção, e porquê?