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aulify · Mini-Projecto
UC UC03946 · T. Produção e Gestão de Mo, T. Produção de Cunhos e Co
Versão · Aluno

Mini-Projeto · Conjunto de guiamento coluna-guia/casquilho

Toleranciamento dimensional e geométrico, rugosidade e ensaio de maquinação de um par de peças copulativas
⏱ Duração estimada: 20 horas (≈ 12 aulas) ↗ Referencial SNQ
Índice

Contexto

A oficina de moldes "Molde Certo, Lda." vai produzir um pequeno lote de conjuntos de guiamento para um molde de injeção novo: uma coluna-guia (veio) e um casquilho de guiamento (furo), que deslizam um dentro do outro sempre que o molde abre e fecha. Foste destacado/a para a equipa técnica responsável por especificar as tolerâncias e o acabamento superficial das duas peças, e depois validar o processo de maquinação com um ensaio em protótipo, antes de a produção passar para o resto do lote.

Trabalhas individualmente ou a pares, com acesso ao torno mecânico paralelo, à fresadora, aos instrumentos de metrologia da oficina (paquímetro, micrómetro, calibres, relógio comparador, rugosímetro) e às tabelas da ISO 286.

Requisitos

Funcionais

Não-funcionais

Fases

Fase 1 · Análise dos requisitos (2h) Ler o desenho de referência do conjunto de guiamento, identificar cotas funcionais versus cotas de classe geral (ISO 2768), e decidir a classe de tolerância do ajustamento a usar.

Fase 2 · Toleranciamento dimensional ISO 286 (3h) Calcular Dmáx/Dmín do furo e dmáx/dmín do veio, folga máxima e mínima, e classificar o ajustamento. Cotar o comprimento da coluna-guia em cadeia, identificando a cota de fecho.

Fase 3 · Toleranciamento geométrico ISO 1101 (3h) Especificar as tolerâncias de forma, orientação e/ou posição necessárias, escolher referências (datums), e aplicar pelo menos um modificador de máximo ou mínimo de matéria com o respetivo cálculo de tolerância adicional.

Fase 4 · Estados de superfície (2h) Atribuir Ra a cada superfície funcional e não funcional, com justificação face à regra prática Ra ≤ IT/10 e ao processo de maquinação escolhido.

Fase 5 · Preparação e maquinação do protótipo (5h) Preparar o posto de trabalho (fichas de fabrico, de ferramentas e de controlo, EPI), preparar a máquina, e maquinar um protótipo de 5 colunas-guia segundo os parâmetros de corte definidos. Definir e registar na ficha de ferramentas a velocidade de corte, a rotação calculada (n = 1000 · Vc / (π · D)), o avanço por rotação e a profundidade de passe do passe de acabamento, com base nos valores indicativos para o material da coluna-guia.

Fase 6 · Ensaio de maquinação e análise de resultados (3h) Medir as 5 peças com o instrumento adequado, registar numa folha de cálculo, comparar com dmáx/dmín, identificar tendências (por exemplo, desgaste de ferramenta) e propor correções.

Fase 7 · Validação e apresentação (2h) Corrigir o processo se necessário, confirmar a montagem real de uma peça do protótipo com um casquilho de referência, validar o processo, e apresentar o dossiê à turma.

Critérios de avaliação

Critério Peso
Análise de requisitos e escolha da classe de tolerância 15%
Toleranciamento dimensional ISO 286 (ajustamento, cadeia de cotas) 20%
Toleranciamento geométrico ISO 1101 e modificadores 20%
Estados de superfície coerentes com a função 10%
Ensaio de maquinação, análise de resultados e validação 20%
Segurança, qualidade, dossiê e apresentação 15%

Erros comuns

Bónus (opcional)

Reflexão

No dossiê final, responde: porque é que a cota de fecho de uma cadeia de cotas nunca deve levar uma tolerância própria, diferente da que resulta da soma das outras cotas? E, olhando para os resultados do teu ensaio de maquinação, que três decisões tomarias de forma diferente se tivesses de repetir o processo com uma tolerância dimensional ainda mais apertada (por exemplo, IT5 em vez de IT6)?