Mini-Projecto · Plano de nutrição para um animal de companhia
Contexto
O hotel para animais "Quintal Feliz" recebe um novo hóspede para uma estadia prolongada: a "Bolinha", uma cadela de raça média, 10 anos, 12 kg, sedentária, com osteoartrose ligeira diagnosticada pelo médico veterinário do tutor. Como técnico/a cuidador/a responsável pela alimentação, tens de avaliar as suas necessidades, elaborar o plano de nutrição, definir os protocolos de preparação e higiene, e preparar a ficha de registo e o protocolo de emergência antes da chegada do animal.
Trabalhas individualmente ou a pares, com a informação clínica fornecida pelo tutor (peso, idade, atividade, condição de saúde) e o referencial desta UC, simulando a articulação com o médico veterinário sempre que uma decisão exigir a sua validação.
Requisitos
Funcionais
- Avaliação inicial por escrito: espécie, idade, peso, nível de atividade, estado fisiológico e condição de saúde relevante.
- Plano de nutrição completo, com os seis pontos: alimento, quantidade, horários, água, suplementação e revisão.
- Justificação da suplementação (se aplicável), a validar com o médico veterinário, com dose, forma e frequência.
- Protocolo de higienização e armazenamento do alimento e dos utensílios utilizados.
- Ficha de registo diário, com os campos necessários para acompanhar alimentação, água e comportamento.
- Protocolo de emergência, cobrindo pelo menos engasgamento e ingestão acidental de alimento tóxico.
Não-funcionais
- Linguagem clara e profissional, adequada a ser lida por um tutor sem formação técnica.
- Coerência entre a avaliação inicial, o plano de nutrição e os protocolos apresentados.
- Cumprimento das normas de segurança e saúde no trabalho referidas na UC.
- Documento organizado, com secções bem identificadas e fácil de consultar no dia a dia.
Fases
Fase 1 · Avaliação inicial (2h) Reunir e organizar os dados do animal: espécie, idade, peso, atividade e estado de saúde. Identificar necessidades alimentares específicas decorrentes da idade e da osteoartrose.
Fase 2 · Elaboração do plano de nutrição (3h) Escolher o tipo de alimento, calcular a quantidade diária a partir de um rótulo real ou fornecido, definir horários e refeições, e planear a transição a partir do alimento anterior do animal.
Fase 3 · Suplementação e hidratação (2h) Avaliar se há indicação para suplementação (ex.: condroprotetores para a osteoartrose) a validar com o médico veterinário, e definir o plano de hidratação, incluindo bebedouro e frequência de troca de água.
Fase 4 · Protocolos de higiene e armazenamento (2h) Descrever o protocolo de higienização de taças e bebedouros, o armazenamento do alimento e a gestão dos resíduos gerados.
Fase 5 · Ficha de registo e avaliação do bem-estar (3h) Construir a ficha de registo diário (alimento, quantidade, água, apetite, comportamento) e definir como se avalia periodicamente a condição corporal e o bem-estar físico e psicológico da Bolinha.
Fase 6 · Protocolo de emergência (2h) Redigir o protocolo de atuação para engasgamento e para suspeita de ingestão de alimento tóxico, incluindo os contactos a acionar.
Fase 7 · Apresentação (2h) Apresentar o plano completo à turma, explicando as decisões tomadas e como seriam comunicadas ao tutor da Bolinha.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Avaliação inicial completa e coerente com o caso | 15% |
| Plano de nutrição (os seis pontos, bem justificados) | 25% |
| Suplementação e hidratação corretamente fundamentadas | 15% |
| Protocolos de higiene, armazenamento e gestão de resíduos | 15% |
| Ficha de registo e avaliação do bem-estar | 15% |
| Protocolo de emergência e apresentação | 15% |
Erros comuns
- Copiar um plano de nutrição genérico "para cão sénior", sem ajustar ao peso e à condição articular concreta da Bolinha.
- Esquecer que a osteoartrose exige também atenção ao peso, não só à suplementação articular.
- Definir suplementação sem prever a validação do médico veterinário.
- Colocar o bebedouro num local pouco acessível para um animal com mobilidade reduzida.
- Ficha de registo sem campos suficientes para detetar uma queda de apetite ao longo de vários dias.
- Protocolo de emergência vago, sem contactos nem passos concretos.
Bónus (opcional)
- Propor um plano de enriquecimento alimentar (brinquedo distribuidor adaptado à mobilidade reduzida).
- Elaborar um relatório de acompanhamento semanal, no formato a entregar ao tutor no final da estadia.
- Comparar dois rótulos reais de ração sénior e justificar a escolha final.
Reflexão
No relatório final, responde: porque é que o mesmo plano de nutrição "para cão sénior" não serve automaticamente para a Bolinha, mesmo sendo ela sénior? E indica duas situações, ao longo da estadia, em que contactarias de imediato o médico veterinário em vez de esperar para avaliar a evolução.