Mini-Projeto · Protocolo de mobilização e acompanhamento de um utente termal
Contexto
As Termas da Ribeira Fria vão receber, na próxima semana, um grupo de utentes com diferentes níveis de dependência para um programa de tratamento termal de duas semanas. A coordenação pediu à equipa de técnicos/as de termalismo em formação que preparasse, para cada utente do grupo, um protocolo individual de mobilização: como planear, instruir, posicionar, transferir e transportar cada um deles em segurança, do balneário ao tanque e de volta.
Trabalhas em grupo de três a quatro elementos. Cada grupo escolhe (ou recebe) um perfil de utente fictício com um nível de dependência definido, e desenvolve o protocolo completo para esse utente, terminando com uma demonstração prática à turma.
Requisitos
Funcionais
- Ficha de planeamento do utente: nível de dependência, limitações específicas, ajudas técnicas escolhidas.
- Guião de comunicação: frases concretas para instruir o utente antes, durante e depois de cada procedimento.
- Protocolo de posicionamento: decúbito(s) relevante(s) para o caso, com passos de execução.
- Protocolo de transferência: técnica escolhida (pivô, ajuda técnica manual ou mecânica) com justificação.
- Protocolo de transporte: percurso do balneário ao tanque, incluindo cuidados no piso molhado.
- Plano de emergência específico para o perfil escolhido (por exemplo, mal-estar cardíaco, queda, falha de equipamento).
Não-funcionais
- Linguagem clara, sem jargão desnecessário, própria para comunicar com o utente.
- Coerência entre o nível de dependência definido e as técnicas escolhidas.
- Respeito explícito pela ética em saúde e pela privacidade do utente em todo o documento.
- Referência às normas de segurança e saúde no trabalho aplicáveis.
Fases
Fase 1 · Escolher e caracterizar o perfil (2h) Escolher (ou receber) o perfil de utente; definir o nível de dependência, as limitações e o contexto do tratamento.
Fase 2 · Planeamento e ajudas técnicas (2h) Preencher a ficha de planeamento; identificar as ajudas técnicas necessárias e justificar a escolha.
Fase 3 · Guião de comunicação (2h) Escrever as frases de instrução para cada etapa (antes, durante, depois), adaptadas ao perfil do utente.
Fase 4 · Protocolo de posicionamento e transferência (3h) Descrever passo a passo o posicionamento e a técnica de transferência escolhida, com os princípios de mecânica corporal aplicados.
Fase 5 · Protocolo de transporte e plano de emergência (3h) Mapear o percurso balneário-tanque com os cuidados relevantes; escrever o plano de emergência específico do perfil.
Fase 6 · Ensaio prático (2h) Ensaiar o protocolo entre os elementos do grupo, com um colega a simular o utente.
Fase 7 · Demonstração e defesa (2h) Demonstrar o protocolo à turma e responder a perguntas sobre as decisões tomadas.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Ficha de planeamento e coerência com o nível de dependência | 15% |
| Guião de comunicação e ética em saúde | 15% |
| Protocolo de posicionamento e transferência (técnica e mecânica corporal) | 25% |
| Protocolo de transporte e cuidados do contexto termal | 15% |
| Plano de emergência | 15% |
| Demonstração prática e defesa das decisões | 15% |
Erros comuns
- Escolher uma técnica de transferência sem justificar com o nível de dependência definido.
- Guião de comunicação genérico, sem frases concretas adaptadas ao perfil.
- Esquecer o cuidado com o piso molhado no protocolo de transporte.
- Plano de emergência copiado de um caso genérico, sem relação com as limitações reais do perfil escolhido.
- Não ensaiar o protocolo antes da demonstração, resultando em hesitações e passos trocados.
Bónus (opcional)
- Adaptar o mesmo protocolo a um segundo perfil com nível de dependência diferente, comparando as escolhas.
- Criar uma checklist de verificação de equipamento (travões, bateria da grua, correias) para uso diário da equipa.
- Propor uma melhoria concreta ao circuito seco/molhado da unidade termal fictícia, justificada pelo protocolo desenvolvido.
Reflexão
No fecho do projeto, cada grupo responde por escrito: que decisão do protocolo mudaria mais se o nível de dependência do utente fosse mais grave do que o escolhido? E: qual foi o momento do ensaio prático em que sentiste mais insegurança, e o que farias de forma diferente numa situação real?