Mini-Projeto · Plano de sustentabilidade para uma clínica dentária
Contexto
A Clínica Dentária Sorriso Verde vai renovar, este ano, o seu plano interno de sustentabilidade, exigido pela sua acreditação de qualidade. A direção clínica contratou-te, na qualidade de Técnico Assistente Dentário, para colaborar com a equipa num diagnóstico das práticas atuais, na proposta de medidas concretas de sustentabilidade e na definição de um plano de monitorização, sem nunca comprometer a segurança clínica nem as normas de controlo de infeção.
Trabalhas individualmente ou em grupo de dois ou três elementos. O produto final é um dossiê de sustentabilidade da clínica simulada, pronto a apresentar à direção.
Requisitos
Funcionais
- Diagnóstico dos três pilares da sustentabilidade (económico, social, ambiental) na clínica simulada, com pelo menos uma observação concreta por pilar.
- Identificação de, no mínimo, dois ODS e os três fatores ESG aplicáveis à clínica, com um exemplo de cada.
- Classificação de resíduos produzidos numa consulta-tipo (destartarização ou obturação) pelos grupos I a IV, incluindo a identificação dos cortoperfurantes.
- Proposta de, no mínimo, três medidas de sustentabilidade, uma por cada um dos seguintes temas: eficiência energética ou água, compras sustentáveis ou política dos 5 R, gestão de resíduos.
- Definição de, no mínimo, três indicadores (quantitativos e/ou qualitativos) para monitorizar as medidas propostas, com a periodicidade de recolha.
- Verificação explícita de conformidade com as PBCI (Norma DGS n.º 029/2012) e, se aplicável no cenário escolhido, com as regras sobre amálgama dentária e separadores.
Não-funcionais
- Dossiê organizado, com linguagem clara e sem termos informais na classificação de resíduos.
- Todas as medidas propostas têm de ser compatíveis com a segurança clínica: nenhuma pode envolver reutilizar material de uso único.
- Uso de, pelo menos, uma tabela e um diagrama ou esquema simples no dossiê.
Fases
Fase 1 · Diagnóstico inicial (2h) Levantamento das práticas atuais da clínica simulada nos três pilares da sustentabilidade. Identificação dos ODS e fatores ESG aplicáveis.
Fase 2 · Classificação de resíduos (2h) Listar os resíduos gerados numa consulta-tipo e classificá-los pelos grupos I a IV. Verificar a regra dos 2/3 nos contentores de cortoperfurantes.
Fase 3 · Proposta de medidas (2h) Definir, no mínimo, três medidas de sustentabilidade concretas, cobrindo energia ou água, compras ou 5 R, e resíduos. Verificar conformidade com as PBCI.
Fase 4 · Plano de monitorização (2h) Definir indicadores quantitativos e qualitativos para cada medida, com a periodicidade de recolha e a meta ou valor de referência.
Fase 5 · Montagem do dossiê (1h) Organizar o diagnóstico, as medidas e o plano de monitorização num documento único, com tabela e esquema.
Fase 6 · Apresentação (1h) Apresentar o dossiê à turma, explicando as escolhas feitas e como cada medida respeita a segurança clínica.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Diagnóstico dos três pilares, ODS e ESG | 15% |
| Classificação correta dos resíduos (grupos I a IV) | 20% |
| Medidas propostas, concretas e coerentes com o referencial | 25% |
| Plano de monitorização com indicadores adequados | 20% |
| Conformidade com PBCI e segurança clínica | 10% |
| Dossiê e apresentação | 10% |
Erros comuns
- Classificar resíduos com termos informais em vez dos grupos I a IV.
- Propor medidas que envolvem reutilizar material de uso único, "para poupar".
- Esquecer de verificar a regra dos 2/3 nos contentores de cortoperfurantes.
- Confundir economia circular com reciclagem apenas, esquecendo repensar, recusar e reduzir.
- Definir indicadores sem periodicidade de recolha nem meta de referência.
- Não verificar a conformidade das medidas com as PBCI.
- Apresentar medidas de sustentabilidade centradas só no pilar ambiental, esquecendo o económico e o social.
Bónus (opcional)
- Simular seis meses de um indicador (por exemplo, consumo de água) e identificar um desvio fictício com causa provável.
- Desenhar um cartaz simples para a sala de espera, a divulgar uma das medidas de sustentabilidade junto dos pacientes.
- Propor um circuito interno de gestão de embalagens de medicamentos, à semelhança do VALORMED.
- Comparar o custo e o benefício ambiental de duas alternativas de fornecedor para um mesmo consumível.
Reflexão
No dossiê final, responde: porque é que nenhuma medida de sustentabilidade pode justificar reutilizar um dispositivo de uso único? E escolhe uma das três medidas propostas, explicando como a monitorizarias ao fim de seis meses, e o que farias se o indicador mostrasse que a medida não está a funcionar.