Mini-Projecto · Manual de bolso "Reconhecer e Encaminhar
Contexto
A farmácia comunitária "Farmácia Central", a unidade termal "Termas do Vale" e a associação de apoio domiciliário "Mãos Amigas" identificaram o mesmo problema: os técnicos auxiliares recém-chegados hesitam entre aconselhar, encaminhar com calma ou encaminhar com urgência. Pediram-te para criares um manual de bolso com as patologias mais frequentes do teu contexto profissional, os seus sinais de alerta e o encaminhamento correto.
Trabalhas individualmente ou a pares. Escolhes um dos três contextos (farmácia, termalismo ou apoio à família e à comunidade) como cenário principal do teu manual, mas o documento tem de cobrir patologias de vários sistemas do corpo, não apenas um.
Requisitos
Funcionais
- Escolha justificada de um contexto profissional (farmácia, termalismo ou apoio à família e à comunidade).
- Cobertura de, no mínimo, oito patologias diferentes, de pelo menos quatro sistemas distintos (por exemplo: endócrino, cardiovascular, respiratório, mental).
- Para cada patologia: enquadramento breve, sinais e sintomas principais, e o que fazer (aconselhar, encaminhar sem urgência, ou encaminhar com urgência).
- Uma tabela de sinais de alerta transversais, com o canal de encaminhamento correto para cada um (farmácia, médico de família, SNS 24, 112).
- Pelo menos três casos práticos escritos por ti, ambientados no contexto escolhido, com a decisão correta justificada.
- Um pequeno glossário com os termos técnicos usados no manual.
Não-funcionais
- Linguagem clara, adequada a ser lida rapidamente "ao balcão" ou numa pausa de trabalho.
- Organização visual (tabelas, listas, destaques) que facilite a consulta rápida, não um texto corrido.
- Rigor clínico: nenhuma informação inventada, tudo verificável contra a sebenta e os valores de referência estudados.
- Terminologia anatómica correta em todo o documento.
Fases
Fase 1 · Escolha e planeamento (2h) Escolher o contexto profissional; listar as oito patologias e os quatro sistemas a cobrir; esboçar a estrutura do manual.
Fase 2 · Investigação e verificação (3h) Rever a sebenta e os slides para cada patologia escolhida; confirmar valores de referência e classes terapêuticas, sem inventar nem usar nomes comerciais.
Fase 3 · Redação das fichas por patologia (4h) Escrever a ficha de cada patologia: enquadramento, sinais, sintomas e ação correta (aconselhar, encaminhar sem urgência, encaminhar com urgência).
Fase 4 · Tabela de sinais de alerta e glossário (2h) Construir a tabela transversal de sinais de alerta com o canal certo; escrever o glossário de termos técnicos.
Fase 5 · Casos práticos (2h) Escrever três casos práticos ambientados no contexto escolhido, com a decisão correta e a justificação clínica.
Fase 6 · Revisão e apresentação (2h) Rever o manual quanto a rigor e clareza; apresentar à turma um caso prático à escolha, explicando o raciocínio de reconhecimento e encaminhamento.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Cobertura das oito patologias e quatro sistemas | 20% |
| Rigor clínico e uso correto da terminologia anatómica | 20% |
| Sinais de alerta corretamente identificados e canal de encaminhamento correto | 25% |
| Casos práticos, clareza e justificação da decisão | 20% |
| Organização visual, glossário e apresentação | 15% |
Erros comuns
- Cobrir só patologias de um único sistema, ignorando o requisito de variedade.
- Escrever "diagnostica-se X" em vez de descrever sinais e a ação de encaminhamento.
- Usar nomes comerciais de medicamentos em vez da classe farmacológica.
- Tabela de sinais de alerta incompleta, sem indicar o canal correto para cada situação.
- Casos práticos genéricos, sem ligação clara ao contexto profissional escolhido.
- Texto corrido, difícil de consultar rapidamente "ao balcão".
Bónus (opcional)
- Acrescentar um quarto contexto ao manual, mostrando como a mesma patologia se manifesta de forma diferente consoante o público (por exemplo, idosos no apoio domiciliário vs adultos jovens na farmácia).
- Criar uma versão reduzida, em formato de cartão de bolso, com apenas os sinais de alerta mais graves.
- Incluir um pequeno fluxograma de decisão (aconselhar / encaminhar sem urgência / encaminhar com urgência).
Reflexão
No fim do manual, responde por escrito: qual foi a patologia mais difícil de resumir sem cair em "diagnosticar" em vez de "reconhecer"? E, olhando para o teu contexto profissional escolhido, que sinal de alerta consideras que é mais frequentemente ignorado ou desvalorizado na prática, e porquê?