Mini-Projecto · Operar o Forwarder na rechega do Talhão da Amendoeira
Contexto
A Sociedade Florestal Serra Verde, Lda. (a mesma empresa da UC03457) tem agora o plano de exploração do Talhão da Amendoeira aprovado, e precisa de uma equipa para operar o Forwarder na fase de rechega. A tua equipa foi destacada para essa operação, e tem de a executar com rigor e segurança, do primeiro check list ao relatório final.
Dados de partida (do plano de exploração já aprovado): povoamento de eucalipto, 7 ha de área a intervir, existências estimadas em 140 m³/ha, sistema de toros curtos (harvester já passou), carregadouro localizado junto ao acesso norte, distância média de rechega estimada em 320 metros. O Forwarder disponível tem capacidade útil de 12 m³ (dentro da carga máxima admissível do manual) e uma grua com alcance máximo de 8 metros. A empresa aplica uma margem de segurança de 2 metros ao alcance da grua, estima para esta distância uma produtividade de rechega de 16 m³/hora, com jornadas de 8 horas, e um custo do Forwarder com operador de 44 €/hora.
Trabalhas individualmente ou em grupo de dois, e entregas um dossiê de operação completo (check list, plano de segurança, cálculos e relatório final), como se fosses a equipa a apresentar contas à empresa no fim da rechega.
Requisitos
Funcionais
- Check list operacional completo, organizado em três fases: antes de arrancar, durante a operação, no fecho da jornada.
- Distância de segurança calculada a partir do alcance da grua, com pontos de segurança assinalados num croqui simples do talhão.
- Configuração da máquina e do circuito: fueiros ajustados à carga prevista, circuito de rechega com sentido de progressão justificado.
- Simulação do ciclo completo de carga, transporte, descarga e construção de pilhas, com pelo menos três ciclos descritos passo a passo.
- Construção de pilhas no carregadouro, com critério de separação justificado (por espécie, comprimento ou qualidade).
- Cálculos obrigatórios: número de viagens, tempo total de rechega, número de dias de trabalho, custo total e custo por m³.
- Plano de manutenção preventiva básico para a duração da operação.
- Plano de emergência específico da máquina: saídas de emergência, botão de emergência, sistema de travões e sequência de atuação em caso de acidente.
- Relatório de operação final, simulando o registo eletrónico (dados por carga) e o registo físico (ficha de operação).
Não-funcionais
- Terminologia técnica correta e coerente com o referencial da UC.
- Todos os cálculos apresentados passo a passo, com fórmula e resultado.
- Croqui do talhão claro, com circuito de rechega, carregadouro e pontos de segurança assinalados.
- Cumprimento dos prazos das sete fases abaixo.
Fases
Fase 1 · Preparação e check list operacional (2h) Elaborar a ficha de check list completa (antes, durante, fecho) e reunir as informações preliminares do plano de exploração.
Fase 2 · Zona de risco, distância de segurança e sinalização (2h) Calcular a distância de segurança a partir do alcance da grua e assinalar pontos de segurança no croqui do talhão.
Fase 3 · Configuração da máquina e planeamento do circuito (3h) Definir a configuração dos fueiros, o circuito de rechega e o sentido de progressão, justificados pelas condições do talhão.
Fase 4 · Simulação do ciclo de carga, descarga e transporte (5h) Descrever passo a passo pelo menos três ciclos completos de rechega, com posicionamento, manobras da grua e nivelamento da carga.
Fase 5 · Construção de pilhas e capacidade da máquina (3h) Organizar as pilhas no carregadouro e calcular o número de viagens necessárias, respeitando a capacidade da máquina.
Fase 6 · Produtividade, custo e manutenção (3h) Calcular o tempo total, os dias de trabalho e o custo da operação, e elaborar o plano de manutenção preventiva.
Fase 7 · Emergências, relatório final e apresentação (2h) Definir o plano de emergência da máquina, preencher o relatório de operação final e apresentar o dossiê à turma.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Check list e segurança inicial | 10% |
| Configuração e planeamento do circuito | 15% |
| Simulação do ciclo de operação | 20% |
| Construção de pilhas e capacidade | 15% |
| Produtividade, custo e manutenção | 20% |
| Emergências e plano de acidente | 10% |
| Relatório final e apresentação | 10% |
Erros comuns
- Avançar para a operação sem confirmar o check list completo, "porque a máquina parece estar bem".
- Calcular a distância de segurança sem consultar o alcance real da grua no manual técnico.
- Não reajustar os fueiros quando o comprimento dos toros muda entre ciclos simulados.
- Apresentar os cálculos de produtividade e custo sem fórmula nem unidades, só o resultado final.
- Misturar classes de madeira na mesma pilha por "poupar tempo" na simulação.
- Esquecer o plano de manutenção preventiva, tratando a máquina como se nunca precisasse de intervenção.
- Não indicar a localização exata do botão de emergência nem a sequência de atuação em caso de acidente.
Bónus (opcional)
- Recalcular o custo por m³ se a distância média de rechega subisse para 450 m, com a produtividade a descer para 12 m³/hora.
- Propor o uso de esteiras ou correntes para um troço hipotético do circuito com declive acentuado e solo húmido, e justificar a decisão.
- Desenhar uma segunda opção de circuito de rechega e comparar o tempo total estimado com a opção escolhida.
Reflexão
No dossiê final, responde: que decisão, tomada na Fase 3 (configuração e circuito), mais influenciou o custo por m³ calculado na Fase 6? E identifica duas verificações do check list que, se ignoradas, teriam mais impacto na segurança desta operação concreta.