Mini-Projecto · Instalação elétrica de um estúdio pequeno
Contexto
O "Estúdio Vale de Flores", um espaço pequeno de arrendamento (sala + kitchenette + entrada), vai ser remodelado e precisa de uma instalação elétrica nova e completa. Foste contratado/a, individualmente ou a pares, para montar e testar a instalação num painel de treino ou bancada de simulação da escola, a partir de um esquema fornecido, entregando também um relatório de testes.
O contexto de aplicação é o de um edifício residencial, com as regras de sempre: cumprir o esquema, as RTIEBT, e as normas de segurança e saúde no trabalho.
Requisitos
Funcionais
- Quadro elétrico com disjuntor geral, um diferencial de 30 mA e, no mínimo, dois disjuntores parciais (iluminação e tomadas).
- Circuito de iluminação com, no mínimo, 3 pontos de luz, incluindo um vaivém (comando de dois locais) na entrada.
- Circuito de tomadas com, no mínimo, 5 tomadas de uso geral, todas com terra ligada.
- Circuito de terra de proteção, ligado ao elétrodo (ou simulado, conforme os meios da escola) e verificado por continuidade.
- Uma caixa de derivação por circuito, corretamente identificada.
Não-funcionais
- Cablagem com secções corretas (1,5 mm² iluminação, 2,5 mm² tomadas) e cores normalizadas.
- Ligações firmes, com terminais apertados ao binário correto e sem fios soltos.
- Documentação: esquema atualizado, lista de materiais, relatório de testes.
- Todo o trabalho executado com EPI adequado e seguindo as cinco regras de ouro.
Fases
Fase 1 · Leitura do esquema e lista de materiais (2h) Interpretar o esquema fornecido, elaborar a lista de recursos materiais necessários e confirmar ferramentas e EPI.
Fase 2 · Montagem do quadro elétrico (3h) Instalar pente, barramentos, disjuntor geral, diferencial e disjuntores parciais. Identificar cada disjuntor.
Fase 3 · Circuito de iluminação (4h) Passar cablagem e calhas ou tubos, ligar os pontos de luz, montar o vaivém da entrada, fechar as caixas de derivação.
Fase 4 · Circuito de tomadas e terra de proteção (4h) Passar cablagem, montar as tomadas com terra ligada, verificar a continuidade da terra até ao quadro.
Fase 5 · Testes e verificação (4h) Testes de continuidade, resistência de terra, funcionamento do diferencial (botão T), isolamento e energização final.
Fase 6 · Documentação e apresentação (3h) Elaborar o relatório de testes com os valores medidos, e apresentar a instalação e as decisões tomadas à turma.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Leitura do esquema e lista de materiais | 10% |
| Montagem do quadro elétrico | 15% |
| Circuito de iluminação e vaivém | 20% |
| Circuito de tomadas e terra de proteção | 20% |
| Testes e verificação (com registo) | 20% |
| Segurança, EPI e documentação final | 15% |
Erros comuns
- Montar sem confirmar a versão final do esquema, mudando ligações a meio do trabalho.
- Trocar os dois retornos do vaivém, o que faz o comando funcionar ao contrário.
- Ligar tomadas sem confirmar continuidade real da terra até ao quadro.
- Dar a instalação por concluída só porque as lâmpadas acendem, sem os quatro testes obrigatórios.
- Apertar terminais sem verificar o binário, causando mau contacto.
- Trabalhar sem confirmar ausência de tensão antes de mexer nas ligações.
Bónus (opcional)
- Acrescentar um circuito domótico simples: sensor de presença a comandar a iluminação da entrada.
- Montar uma comutação de lustre num dos pontos de luz, em vez de um interruptor simples.
- Simular um automático de escada com relé temporizado num dos circuitos.
- Elaborar um esquema unifilar da instalação completa, além do multifilar de montagem.
Reflexão
No relatório final, responde: porque é que a terra de proteção e o diferencial trabalham sempre em conjunto, e o que falha se um dos dois não estiver corretamente instalado? E identifica duas decisões que tomaste durante a montagem para cumprir as RTIEBT.