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aulify · Mini-Projecto
UC UC02532 · T. Obra
Versão · Aluno

Mini-Projeto · Dossiê de verificação estrutural

Da leitura do projeto à visita técnica, cálculo, inspeção e registo de anomalias
⏱ Duração estimada: 20 horas (≈ 12 aulas) ↗ Referencial SNQ
Índice

Contexto

A escola tem uma parceria com uma construtora local que está a erguer um pequeno edifício multifamiliar de três pisos, na fase de estrutura. Como parte da formação, a turma realiza uma visita técnica à obra, acompanhada pelo diretor de obra, e recebe do professor os desenhos técnicos, as especificações do projeto e um conjunto de dados de referência (equivalentes a um extrato do relatório de cálculo do projetista).

Atuas como técnico de obra estagiário, sob supervisão. A tua tarefa é produzir um dossiê de verificação estrutural de dois elementos identificados no projeto (uma viga e um pilar), incluindo os cálculos de referência, a inspeção visual e a verificação geométrica realizadas na visita, e o registo de qualquer anomalia encontrada.

Requisitos

Funcionais

Não-funcionais

Fases

Fase 1 · Preparação e leitura do projeto (3h) Estudar a planta de estruturas e as especificações técnicas fornecidas. Identificar e descrever a viga V1 e o pilar P1: localização, função, secção, materiais especificados.

Fase 2 · Cálculos de referência (5h) Calcular os pesos próprios de V1 e P1. Classificar as ações que atuam sobre V1 (permanentes, variáveis, de acidente) e calcular a combinação de ações no ELU e as combinações do ELS. Calcular as reações de apoio e os esforços máximos (V_max e M_max) de V1, e comparar M_max com a resistência M_Rd fornecida.

Fase 3 · Visita técnica (4h) Na obra, sob supervisão: inspecionar visualmente o troço indicado, fotografar com escala de referência, medir o prumo do pilar P1 com fio de prumo, e verificar a esquadria do canto indicado pela regra 3-4-5. Usar sempre o EPI definido para a visita.

Fase 4 · Comparação e verificação (3h) Comparar a flecha calculada (fornecida, obtida com a combinação quase-permanente) com o valor de referência L/250. Comparar o desvio de prumo medido com o valor de referência H/300. Comparar a diagonal medida no canto com o valor teórico da regra 3-4-5, face à tolerância de ±10 mm fixada no caderno de encargos desta obra. Concluir, explicitamente e para cada verificação, "conforme" ou "não conforme".

Fase 5 · Registo e comunicação (2h) Elaborar o registo de, pelo menos, uma anomalia (localização, descrição, fotografia com escala, data, grau de urgência percebido). Redigir uma comunicação, como se fosse dirigida à equipa técnica, seguindo o canal de comunicação usado em obra.

Fase 6 · Dossiê final e apresentação (3h) Reunir todo o trabalho num dossiê organizado e apresentá-lo à turma, explicando as conclusões de cada verificação e as decisões tomadas.

Critérios de avaliação

Critério Peso
Leitura do projeto e identificação dos elementos 10%
Cálculos (pesos próprios, ações, reações, esforços) corretos 25%
Comparações e verificações (flecha, ações, prumo, esquadria) corretas 20%
Inspeção visual e registo de anomalias completo 20%
Segurança (EPI e cumprimento das regras da visita) 10%
Dossiê e apresentação 15%

Erros comuns

Bónus (opcional)

Reflexão

No dossiê final, responde: porque é que o técnico de obra compara valores em vez de recalcular tudo a partir do zero? E, entre as verificações realizadas (cálculo, inspeção visual, verificação geométrica), qual consideras que exige mais rigor de registo, e porquê?