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aulify · Mini-Projecto
UC UC02349 · T. Assistente de Arqueólog
Versão · Aluno

Mini-Projecto · Sondagens arqueológicas prévias a um parque de estacionamento

Uma intervenção arqueológica preventiva simulada, do plano de trabalho ao relatório de campo
⏱ Duração estimada: 20 horas (≈ 12 aulas) ↗ Referencial SNQ
Índice

Contexto

A Câmara Municipal de Vila Alta vai construir um parque de estacionamento num terreno junto ao centro histórico, numa zona com ocupação conhecida desde a época romana. Antes de a obra avançar, a lei obriga a uma intervenção arqueológica preventiva: sondagens de diagnóstico que avaliem o potencial arqueológico do terreno e, se necessário, uma escavação em extensão nas áreas mais sensíveis.

Foste contratado/a, com a tua equipa, por uma empresa de arqueologia, para conduzir esta intervenção sob a orientação de um/a arqueólogo/a responsável (simulado/a pelo/a professor/a ou por um colega no papel de supervisor/a). Trabalhas com um terreno-modelo (uma área delimitada no espaço da escola, uma caixa de areia estratificada, ou um cenário descrito em ficha, conforme o que a escola tiver disponível) e entregas um dossiê completo da intervenção.

Requisitos

Funcionais

Não-funcionais

Fases

Fase 1 · Plano de trabalho e enquadramento (2h) Analisar o cenário fornecido, identificar a estratégia de escavação mais adequada (sondagem de diagnóstico) e justificar a escolha. Confirmar o enquadramento legal da intervenção (Regulamento de Trabalhos Arqueológicos, Património Cultural, I.P.).

Fase 2 · Reconhecimento do sítio (2h) Simular a prospeção de superfície do terreno-modelo, registar indícios encontrados e propor a localização das sondagens de diagnóstico.

Fase 3 · Preparação e segurança (3h) Selecionar equipamentos e recursos necessários. Implantar a rede de quadrículas. Definir e justificar as medidas de segurança para cada sondagem (EPI, entivação ou talude, procedimento de emergência).

Fase 4 · Escavação simulada (5h) Executar a escavação do terreno-modelo por unidades estratigráficas, respeitando os princípios estratigráficos. Parar e registar sempre que surgir uma mudança de UE.

Fase 5 · Recolha e acondicionamento do espólio (2h) Recolher, separar por UE e etiquetar o espólio simulado, com fotografia in situ antes da recolha.

Fase 6 · Registo e documentação (4h) Preencher as fichas de UE, construir a matriz de Harris, completar o diário de campo e organizar o dossiê final.

Fase 7 · Apresentação (2h) Apresentar à turma a sequência estratigráfica interpretada, as decisões de segurança tomadas, as medidas de proteção ambiental e de encerramento aplicadas, e as principais dificuldades encontradas.

Critérios de avaliação

Critério Peso
Plano de trabalho e estratégia justificada 10%
Reconhecimento do sítio e implantação de quadrículas/sondagens 10%
Segurança e saúde no trabalho (EPI, entivação/talude, procedimento de emergência) 20%
Execução da escavação e aplicação dos princípios estratigráficos 20%
Recolha, acondicionamento e etiquetagem do espólio 10%
Proteção ambiental e encerramento da sondagem 10%
Registo de campo (fichas de UE, matriz de Harris, diário) e apresentação 20%

Erros comuns

Bónus (opcional)

Reflexão

No dossiê final, responde: porque é que a segurança no trabalho de campo (EPI, entivação ou talude, o procedimento com o 112) tem o mesmo peso científico que a estratigrafia na avaliação desta UC? E: se tivesses encontrado, na tua equipa, uma contradição entre a matriz de Harris e o inventário do espólio, que passos concretos terias seguido antes de a resolver?