Mini-Projecto · SIG aplicado a um sítio arqueológico
Contexto
A empresa de arqueologia "Terra Antiga, Arqueologia e Património" está a acompanhar uma intervenção no sítio de Vale do Corvo, no âmbito de um licenciamento junto de Património Cultural, I.P. Foste contratado/a como assistente de arqueólogo/a para organizar, em SIG, os dados já recolhidos em campo: achados, limites de sondagens e áreas de intervenção.
Trabalhas individualmente ou a pares, em QGIS, com um sistema de referência oficial e dados fornecidos pelo professor (uma base cartográfica e uma tabela de achados fictícios). Entregas um projeto SIG completo, com base de dados estruturada, vectorização, análises espaciais e dois mapas temáticos finais, mais um pequeno dossiê de apoio ao relatório da intervenção.
Requisitos
Funcionais
- Projeto QGIS novo, com sistema de coordenadas de referência PT-TM06/ETRS89 configurado desde o início.
- Base de dados de campo com, no mínimo, os campos: id, tipo de achado, material, cronologia, camada estratigráfica, coordenada_x, coordenada_y.
- Vectorização de pontos (achados individuais, mínimo 15), linhas (limites de sondagem ou estruturas lineares, mínimo 3) e polígonos (áreas de intervenção ou estruturas, mínimo 3).
- Pelo menos 2 análises espaciais simples (por exemplo, um buffer à volta de uma estrutura, e a densidade de achados por área de intervenção).
- 2 mapas temáticos finais: um de localização geral do sítio, outro de distribuição de achados por tipologia ou por cronologia, ambos com legenda, escala, seta do norte e grelha de coordenadas.
Não-funcionais
- Nomenclatura consistente de camadas e de ficheiros.
- Metadados de cada camada: sistema de referência, data, autor e fonte dos dados.
- Exportação dos dois mapas em PDF, prontos para anexar ao relatório.
- Cópia de segurança do projeto SIG (ficheiro do projeto mais dados associados).
Fases
Fase 1 · Preparação e sistema de referência (2h) Criar o projeto QGIS, configurar o sistema de coordenadas PT-TM06/ETRS89 e organizar a pasta do projeto.
Fase 2 · Base de dados de campo (3h) Estruturar a tabela de atributos, importar ou introduzir os dados de campo fornecidos, normalizar o vocabulário de material e cronologia.
Fase 3 · Vectorização de entidades pontuais (4h) Vectorizar os achados como pontos, com atributos completos, sobre a base cartográfica fornecida.
Fase 4 · Vectorização de entidades lineares e áreas (4h) Vectorizar limites de sondagem ou estruturas lineares e as áreas de intervenção, como polígonos.
Fase 5 · Análises espaciais simples (3h) Correr um buffer e uma análise de densidade, e interpretar os resultados face à pergunta da investigação.
Fase 6 · Construção dos mapas temáticos (3h) Definir a simbologia, montar o layout dos dois mapas finais (legenda, escala, norte, grelha) e exportar em PDF.
Fase 7 · Apresentação e dossiê (1h) Apresentar o projeto e os mapas à turma, explicando as decisões tomadas em cada fase.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Sistema de referência e organização do projeto | 15% |
| Base de dados de campo | 15% |
| Vectorização (pontos, linhas, áreas) | 25% |
| Análises espaciais | 20% |
| Mapas temáticos finais | 15% |
| Dossiê e apresentação | 10% |
Erros comuns
- Criar o projeto sem definir logo o sistema de coordenadas, e só notar o erro a meio da vectorização.
- Vectorizar achados sem ativar a edição da camada, perdendo o trabalho.
- Escrever a mesma categoria de material ou cronologia de formas diferentes entre achados.
- Correr uma análise espacial (buffer, densidade) sem confirmar que todas as camadas estão no mesmo sistema de referência.
- Entregar um mapa sem escala ou sem seta do norte.
- Usar mais de 8 ou 9 classes numa classificação temática, tornando a legenda ilegível.
Bónus (opcional)
- Georreferenciar uma planta de escavação antiga fornecida sem coordenadas, e integrá-la como base adicional.
- Fazer um terceiro mapa temático, com análise de densidade classificada em classes graduadas.
- Documentar os metadados de cada camada num pequeno ficheiro de acompanhamento do projeto.
- Testar o mesmo fluxo noutro software de SIG disponível (por exemplo, uma versão de avaliação de ArcGIS), comparando a experiência com o QGIS.
Reflexão
No dossiê final, responde: porque é que o sistema de coordenadas tem de ser definido antes de começar a vectorizar, e não só no fim? E que duas decisões tomaste, ao longo do projeto, para manter o rigor e a organização dos dados exigidos por este tipo de trabalho?