Mini-Projeto · Plano de contingência e simulacro de emergência numa instalação desportiva
Contexto
Um clube desportivo municipal, com um pavilhão, uma pequena piscina coberta e uma sala de musculação, vai abrir um novo programa de atividades para crianças, adultos e seniores. A direção pede-te, como técnico/a de desporto, que prepares o plano de contingência e resposta em emergência da instalação e que demonstres, num simulacro, a atuação da equipa perante uma paragem cardiorrespiratória e duas outras ocorrências.
Trabalhas a pares, com o material de treino da UC (manequins de adulto e de lactente, DAE de treino, máscara de bolso, mala de primeiros socorros, ligaduras, talas e lenço triangular) e entregas um dossiê com o plano, o registo do simulacro e uma reflexão. Todas as pessoas e entidades da situação são fictícias e não são identificadas por nome.
Requisitos
Funcionais
- Elaborar uma planta simples da instalação, com localização do DAE, da mala de primeiros socorros, das saídas e do acesso da ambulância.
- Identificar, no mínimo, 8 riscos da instalação (por exemplo piso molhado, calor, equipamentos, água, produtos de limpeza) e propor uma medida de prevenção para cada um.
- Definir papéis e tarefas (quem liga ao 112, quem traz o DAE, quem espera a ambulância, quem afasta o público), com um cartão de procedimento por papel.
- Redigir o texto da chamada ao 112 (onde, o quê, quem, como) com morada e pontos de referência.
- Demonstrar no simulacro o SBV de adulto com DAE (30:2, 5 a 6 cm, 100 a 120 por minuto, troca aos 2 minutos).
- Demonstrar uma sequência de SBV pediátrico (5 insuflações iniciais, 15:2) ou de desobstrução da via aérea de lactente.
- Tratar duas outras ocorrências à escolha (por exemplo hemorragia, queimadura, fratura, concussão, golpe de calor, hipoglicemia, crise convulsiva).
- Preencher a ficha de ocorrência de cada caso, com factos e sem diagnósticos.
Não-funcionais
- Cumprimento dos protocolos internos, do sigilo e da privacidade dos participantes.
- Controlo emocional e comunicação clara e assertiva durante o simulacro.
- Uso correto do EPI sem atrasar as compressões.
- Linguagem rigorosa, em português de Portugal, com valores numéricos corretos.
Fases
Fase 1 · Análise da instalação e dos riscos (2h) Visitar ou analisar a instalação, elaborar a planta e a lista de riscos com medidas de prevenção.
Fase 2 · Plano de contingência e papéis (2h) Definir a organização da resposta, os cartões de procedimento e o texto da chamada ao 112.
Fase 3 · Treino das técnicas (3h) Treinar em pares o SBV de adulto, o DAE, a PLS, o SBV pediátrico ou a OVA do lactente, e as técnicas de trauma escolhidas.
Fase 4 · Simulacro (2h) Realizar o simulacro com três cenários, com observadores a preencher uma grelha de verificação.
Fase 5 · Registo e análise (2h) Preencher as fichas de ocorrência, analisar falhas e propor melhorias ao plano.
Fase 6 · Apresentação e reflexão (1h) Apresentar o dossiê à turma e responder às perguntas sobre as decisões tomadas.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Análise de riscos e medidas de prevenção | 15% |
| Plano de contingência, papéis e chamada ao 112 | 20% |
| SBV de adulto com DAE no simulacro | 25% |
| SBV pediátrico ou desobstrução e outras duas ocorrências | 15% |
| Comunicação, controlo emocional e respeito pelo sigilo | 10% |
| Fichas de ocorrência e dossiê | 10% |
| Apresentação e reflexão | 5% |
Erros comuns
- Não avaliar a segurança antes de abordar a vítima.
- Procurar pulso em vez de fazer o VOS durante 10 segundos.
- Compressões superficiais ou sem descompressão total.
- Esquecer as 5 insuflações iniciais no SBV pediátrico.
- Aplicar compressões abdominais a um lactente.
- Tocar na vítima durante a análise ou o choque do DAE.
- Atribuir tarefas a «alguém» em vez de uma pessoa concreta.
- Registar diagnósticos na ficha de ocorrência em vez de factos.
- Partilhar a ocorrência fora de quem precisa de saber.
Bónus (opcional)
- Elaborar um cartaz de uma página com o algoritmo de SBV e DAE para afixar junto ao DAE.
- Preparar um simulacro de afogamento em contexto de piscina, com saída da água em segurança.
- Propor um plano de reciclagem anual de SBV para todos os técnicos.
- Criar uma lista de verificação mensal do DAE e da mala de primeiros socorros.
Reflexão
No dossiê final, responde: qual foi a decisão mais difícil do simulacro e o que a tornou difícil? Que alteração ao plano de contingência teria feito mais diferença se esta emergência fosse real? E como manténs a calma e a comunicação clara quando estás cansado ou assustado?