Exercício Simulado · Resposta a incidente NRBQ numa base aérea
Contexto
Numa base aérea fictícia, a Esquadra 501, um sensor de deteção assinala a presença de um agente químico numa zona de manutenção de aeronaves, durante um exercício de treino. A equipa de serviço tem de reagir em tempo real: reconhecer a ameaça, colocar o EPI ao nível de PPOM correto, transmitir o alarme, marcar a área, socorrer um "figurante" com sinais simulados de contaminação e aplicar o procedimento de descontaminação, antes de a base poder declarar a zona segura e retomar a atividade normal.
Trabalhas em equipa de 3 a 4 formandos, num exercício simulado em sala ou num espaço dedicado, com EPI e material de treino (nunca com agentes reais). O objetivo é demonstrar, na prática, o ciclo completo estudado na sebenta e nos slides: deteção → alarme → PPOM/EPI → marcação → socorro → descontaminação → retoma da missão.
Requisitos
Funcionais
- Reconhecimento da ameaça: identificar, a partir de um cenário descrito pelo formador, que tipo de agente NRBQ está em causa e que sinais o indicam.
- Alarme: escolher e demonstrar um sinal de alarme (sonoro, visual ou convencional por voz) e a sequência de transmissão até à cadeia de comando simulada.
- EPI e PPOM: identificar o nível de PPOM adequado ao cenário e demonstrar a colocação correta e cronometrada do EPI.
- Marcação da área: definir o perímetro da zona contaminada simulada e aplicar a marcação, com indicação do tipo de agente e da hora da deteção.
- Socorro: aplicar o procedimento de socorro a um colega com sinais simulados de contaminação, com divisão clara de tarefas na equipa.
- Descontaminação: demonstrar a sequência remover, lavar, trocar de roupa, para a pele, os olhos e a cara.
Não-funcionais
- Segurança em primeiro lugar: nenhum material real de risco é usado; tudo é simulado com material de treino sob supervisão do formador.
- Trabalho de equipa: papéis distribuídos e comunicação clara entre os elementos.
- Registo escrito: cada equipa entrega um pequeno registo do exercício (hora dos passos, decisões tomadas, dificuldades sentidas).
- Cumprimento dos normativos: cada passo deve ser justificado com o procedimento correto, não com improviso.
Fases
Fase 1 · Briefing e distribuição de papéis (1h) O formador apresenta o cenário à equipa. A equipa distribui papéis: quem deteta, quem alerta, quem coloca o EPI e verifica o colega, quem socorre, quem marca a área e quem regista o exercício.
Fase 2 · Deteção e alarme (1h) A equipa reconhece os sinais do cenário simulado, decide o tipo de agente mais provável e transmite o alarme pelo meio escolhido, até à confirmação da cadeia de comando simulada.
Fase 3 · PPOM e colocação do EPI (2h) Definição do nível de PPOM adequado ao cenário; colocação cronometrada do EPI, com verificação cruzada entre colegas.
Fase 4 · Marcação da área (1h) Definição do perímetro contaminado simulado; colocação dos marcadores; registo do tipo de agente e da hora da deteção; comunicação à cadeia de comando simulada.
Fase 5 · Socorro (1h) Um elemento simula sinais de contaminação (indicados pelo formador); a equipa aplica o procedimento de socorro completo, com divisão de tarefas.
Fase 6 · Descontaminação e retoma da missão (1,5h) Aplicação da sequência de descontaminação (remover, lavar, trocar de roupa); confirmação simulada da área como segura; declaração de retoma da atividade.
Fase 7 · Debriefing e apresentação (0,5h) Cada equipa apresenta o registo do exercício à turma: decisões tomadas, tempos, dificuldades e o que faria de forma diferente.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Reconhecimento correto da ameaça e sinais | 15% |
| Alarme transmitido de forma correta e rápida | 15% |
| PPOM e colocação do EPI (ordem e tempo) | 20% |
| Marcação da área contaminada | 15% |
| Procedimento de socorro e divisão de tarefas | 20% |
| Descontaminação e registo/debriefing | 15% |
Erros comuns
- Colocar o fato de proteção antes de proteger as vias respiratórias, perdendo os segundos mais críticos.
- Transmitir o alarme só depois de o próprio elemento se proteger completamente, atrasando o aviso aos colegas.
- Marcar apenas o ponto exato da deteção, sem definir um perímetro de segurança à volta.
- Um único elemento tentar socorrer, alertar e marcar a área ao mesmo tempo, sem dividir tarefas.
- Lavar a "pele" do figurante antes de simular a remoção do EPI e da roupa contaminada.
- A própria equipa declarar a área "segura" sem confirmação do formador.
Bónus (opcional)
- Repetir o exercício com um cenário de ameaça radiológica, aplicando os três princípios de tempo, distância e blindagem em vez do procedimento químico.
- Cronometrar todas as fases e comparar o tempo total da equipa com o de outra equipa da turma.
- Preparar um pequeno cartaz com os sinais de alarme convencionados para afixar na sala de treino.
Reflexão
No registo final, responde: qual foi o momento do exercício em que a tua equipa perdeu mais tempo, e que mudariam na próxima vez? E: que atitude do referencial (responsabilidade, cooperação, autocontrolo, entre outras) foi mais posta à prova durante o exercício, e porquê?