Partilhar: WhatsApp
aulify · Mini-Projecto
UC UC01861 · T. Prospeção e Pesquisa de
Versão · Aluno

Mini-Projecto · Perfil de prospeção sísmica para um estudo de caso mineral

Escolher o método, planear o perfil, calibrar o equipamento, interpretar dados e reportar em segurança
⏱ Duração estimada: 12 horas (≈ 8 aulas) ↗ Referencial SNQ
Índice

Contexto

A empresa fictícia "Serra Funda, Prospeção Mineral, Lda." foi contratada para uma primeira fase de pesquisa de um recurso mineral numa área com indícios geológicos favoráveis. A empresa já tem dois furos de sondagem feitos numa zona da área e quer, antes de decidir onde abrir mais furos:

  1. Localizar o topo rochoso e medir a espessura do capeamento de solo numa faixa extensa do terreno.
  2. Confirmar se existe uma cavidade ou zona de fraqueza entre os dois furos já existentes, detetada de forma indireta noutros estudos.

Foste contratado/a, como técnico/a de prospeção e pesquisa de recursos minerais, para planear e justificar os perfis de prospeção sísmica necessários, preparar a calibração do equipamento, interpretar os dados fornecidos e reportar os resultados e o plano de segurança à equipa de geologia.

Trabalhas individualmente ou a pares, com apoio de estudos de caso e simuladores, e entregas um dossiê técnico completo.

Dados fornecidos

Perfil de refração de teste (tiro direto em x = 0; 16 geofones de 4 em 4 m, do metro 4 ao metro 64; primeiras chegadas já picadas):

x (m) 4 8 12 16 24 32 48 64
t (ms) 10 20 30 32 36 40 48 56

Furos existentes: dois furos de sondagem com 30 m de profundidade, revestidos, com as bocas a 12,0 m uma da outra. A zona suspeita situa-se, segundo os estudos anteriores, entre os 10 m e os 20 m de profundidade.

Requisitos

Funcionais

Não-funcionais

Fases

Fase 1 · Análise do recurso e da finalidade (1h) Ler o estudo de caso, identificar as duas perguntas a responder (topo rochoso e capeamento numa faixa; cavidade entre furos) e registar por escrito o que se procura em cada uma.

Fase 2 · Escolha dos métodos (1,5h) Escolher e justificar um método de superfície e um método em furo, com base nos critérios de finalidade, profundidade, detalhe e recursos disponíveis.

Fase 3 · Plano do perfil de superfície (2h) Definir espaçamento, comprimento (a partir da distância de cruzamento esperada), posição dos tiros (direto, inverso, centrais) e orientação do perfil, e desenhar o esquema da posição da fonte e dos geofones.

Fase 4 · Calibração do equipamento (1,5h) Escrever o checklist de calibração passo a passo, incluindo o que se verifica em cada passo e o que fazer se algo falhar.

Fase 5 · Interpretação dos dados de refração fornecidos (2h) Marcar a dromocrónica do perfil de teste, ler V1, V2, o tempo de interceção e a distância de cruzamento, e calcular a profundidade do topo rochoso pelas duas fórmulas.

Fase 6 · Plano do ensaio em furo (2h) Descrever a geometria, as posições de fonte e recetor, o número de raios e a sequência de passos do método em furo escolhido para investigar a cavidade suspeita entre os dois furos.

Fase 7 · Segurança e apresentação (2h) Elaborar o plano de segurança (EPI e normas aplicáveis) e apresentar o dossiê completo à turma, justificando as escolhas feitas em cada fase.

Critérios de avaliação

Critério Peso
Análise do recurso e da finalidade do trabalho 15%
Escolha e justificação dos métodos sísmicos 20%
Plano do perfil de superfície 15%
Checklist de calibração 15%
Interpretação correta dos dados de refração 20%
Plano de segurança (EPI e normas) 10%
Dossiê e apresentação 5%

Erros comuns

Bónus (opcional)

Reflexão

No dossiê final, responde: porque é que a escolha do método sísmico tem de ser feita antes de ir para o terreno, e não durante o levantamento? E que duas decisões do teu projeto mudariam se o estudo de caso indicasse um topo rochoso muito irregular em vez de regular?