Mini-Projecto · Plano e simulação de uma campanha de prospeção geoquímica
Contexto
A empresa fictícia "Minérios do Vale, Lda" detém direitos de prospeção e pesquisa, atribuídos pelo Estado por contrato (com acompanhamento da DGEG), numa área com indícios antigos de mineralização de cobre, cruzada por uma pequena bacia hidrográfica. A empresa contratou a tua equipa, ainda em formação, para planear e simular uma campanha de prospeção geoquímica de solos e sedimentos de corrente, a apresentar antes da campanha de terreno real.
Trabalhas em equipa, usando um mapa geológico simplificado e um estudo de caso fornecidos pelo formador (ou construídos com o simulador da turma), e entregas um dossiê completo: plano de amostragem, fichas de campo simuladas, plano de segurança e um relatório de interpretação preliminar.
Requisitos
Funcionais
- Análise do mapeamento geológico fornecido, com identificação da zona de interesse.
- Plano de amostragem com uma malha de solo (linhas perpendiculares à direção estrutural, espaçamento entre linhas e entre estações justificado, número de amostras calculado) e, no mínimo, 5 pontos de sedimento de corrente ao longo da rede de drenagem, cada um a montante da confluência do respetivo afluente e das fontes de contaminação.
- Protocolo de recolha escrito: horizonte e profundidade do solo, fração crivada dos sedimentos, material dos crivos e das ferramentas, embalagens, e controlos de qualidade (duplicados, brancos, padrões).
- Fichas de campo simuladas preenchidas para todos os pontos do plano, no mínimo 15 pontos no total.
- Procedimento de acondicionamento e um exemplo de cadeia de custódia documentado.
- Três potenciais fontes de contaminação identificadas e analisadas, com justificação.
- Registo de medições de pH simuladas em, pelo menos, 5 pontos.
- Plano de segurança, com EPI necessário e os principais riscos identificados.
- Relatório final com interpretação preliminar de duas amostras de rocha do estudo de caso.
Não-funcionais
- Rigor no registo: nenhum ponto do plano sem coordenadas, código e horizonte ou tipo de amostra definidos.
- Medidas explícitas de sustentabilidade (reabilitação do terreno, minimização de furos).
- Dossiê claro, com mapas, tabelas e fichas organizadas por fase.
Fases
Fase 1 · Planeamento (2h) Analisar o mapeamento geológico fornecido; identificar a zona de interesse e o objetivo da campanha (regional ou detalhe).
Fase 2 · Localizar pontos de amostragem (2h) Desenhar a malha de solo e marcar os pontos de sedimento de corrente sobre o mapa, com coordenadas (PT-TM06/ETRS89) e códigos; calcular o número de amostras e de controlos.
Fase 3 · Amostragem simulada de solos (3h) Preencher as fichas de campo dos pontos de solo, indicando horizonte amostrado, profundidade e observações do terreno.
Fase 4 · Amostragem simulada de sedimentos de corrente (2h) Preencher as fichas de campo dos pontos de sedimento, com caudal, cor da água e condições da bacia.
Fase 5 · Acondicionamento, contaminação e pH (3h) Documentar o acondicionamento e a cadeia de custódia; identificar três potenciais fontes de contaminação; registar as medições de pH simuladas.
Fase 6 · Segurança, riscos e propriedades das rochas (2h) Elaborar o plano de segurança (EPI e riscos); interpretar as propriedades das duas amostras de rocha do estudo de caso.
Fase 7 · Apresentação (1h) Apresentar o dossiê à turma, explicando as decisões tomadas em cada fase.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Análise do mapeamento e plano de amostragem | 20% |
| Fichas de campo (solos e sedimentos) | 25% |
| Acondicionamento, contaminação e pH | 20% |
| Plano de segurança (EPI e riscos) | 15% |
| Interpretação das propriedades das rochas | 10% |
| Dossiê e apresentação | 10% |
Erros comuns
- Desenhar a malha sem justificar o espaçamento escolhido em função do objetivo da campanha.
- Preencher fichas de campo incompletas, sem coordenadas, horizonte ou tipo de amostra.
- Ignorar fontes de contaminação óbvias no mapa, como uma escombreira antiga ou uma estrada.
- Esquecer o plano de segurança, tratando-o como um anexo dispensável.
- Não relacionar as propriedades das rochas com os resultados de solo e sedimento mais próximos.
Bónus (opcional)
- Construir um pequeno mapa de anomalias fictícias a partir dos pontos definidos.
- Propor um segundo tipo de análise laboratorial (por exemplo, FRX portátil) para triagem rápida no terreno.
- Simular um cenário de contaminação inesperada e propor como a equipa a deteta e regista.
Reflexão
No dossiê final, responde: porque é que a análise de potenciais fontes de contaminação tem de acontecer antes de se aceitar um resultado como uma descoberta? E que duas medidas do teu plano protegem melhor a sustentabilidade e a segurança da equipa no terreno?