Mini-Projecto · Campanha de prospeção tática de um alvo mineral
Contexto
Uma empresa com direitos de prospeção e pesquisa atribuídos numa área de 6 km² contratou a tua equipa para conduzir a fase tática da campanha: já existe um estudo estratégico regional que aponta esta área como promissora, mas falta definir alvos concretos dentro dela.
Trabalhas em equipa, com um conjunto de dados de amostragem geoquímica fornecido pelo professor (ou construído em aula a partir de um cenário simulado), e entregas um relatório de campanha com o tratamento estatístico dos dados, o planeamento de uma malha geofísica sobre o alvo identificado, e o registo de segurança de toda a operação simulada.
Requisitos
Funcionais
- Tratamento estatístico de um conjunto de, no mínimo, 12 amostras geoquímicas: cálculo de média (fundo), desvio-padrão amostral, limiar (média + 2 desvios-padrão) e identificação de anomalias (teor > limiar), com verificação em logaritmos se os dados forem assimétricos.
- Ficha de campo completa para, no mínimo, 3 amostras (uma de rocha, uma de solo, uma de sedimento de corrente), com coordenadas, método de recolha, observações e fotografia (real ou simulada, com escala).
- Planeamento de uma malha geofísica sobre a zona da anomalia identificada: área, espaçamento entre linhas e entre estações, e cálculo do número total de estações.
- Escolha justificada de, pelo menos, dois métodos geofísicos, com a propriedade física que cada um mede e o motivo da escolha para este alvo.
- Exemplo de correção da variação diurna para, pelo menos, uma leitura magnetométrica simulada.
- Plano de segurança da campanha: EPI necessários, procedimento em caso de desorientação, contacto de emergência.
Não-funcionais
- Rastreabilidade completa: cadeia de custódia das amostras simuladas, do campo ao "laboratório".
- Cálculos apresentados passo a passo, com unidades corretas em cada etapa.
- Relatório organizado, com secções claras e conclusão justificada.
- Linguagem técnica rigorosa e consistente com o referencial da UC.
Fases
Fase 1 · Enquadramento da campanha (2h) Ler o cenário fornecido, identificar a área de trabalho e o contexto geológico simulado. Rever os critérios de seleção de locais de amostragem geoquímica.
Fase 2 · Amostragem geoquímica simulada (4h) Preencher as fichas de campo de rocha, solo e sedimento de corrente. Descrever cada ponto (litologia ou solo, coordenadas, método de recolha) e justificar a escolha do local.
Fase 3 · Tratamento estatístico (4h) Calcular média, desvio-padrão e limiar do conjunto de dados fornecido. Identificar as amostras anómalas e marcar a zona de interesse.
Fase 4 · Planear a malha geofísica (4h) Definir a área a cobrir à volta da anomalia, escolher o espaçamento de linhas e estações, calcular o número total de estações. Escolher e justificar os métodos geofísicos a usar.
Fase 5 · Correção e interpretação (3h) Aplicar a correção da variação diurna a, pelo menos, uma leitura magnetométrica simulada. Cruzar o resultado geofísico com a anomalia geoquímica e concluir sobre o alvo.
Fase 6 · Segurança e relatório final (2h) Redigir o plano de segurança da campanha e compilar o relatório final com todas as secções.
Fase 7 · Apresentação (1h) Apresentar à turma o alvo encontrado, o raciocínio estatístico e geofísico que o sustenta, e o plano de segurança adotado.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Fichas de campo e seleção de locais | 15% |
| Tratamento estatístico (fundo, limiar, anomalia) | 25% |
| Planeamento da malha geofísica e escolha de métodos | 25% |
| Correção da variação diurna e interpretação | 15% |
| Plano de segurança e conformidade com EPI/normas | 10% |
| Relatório e apresentação | 10% |
Erros comuns
- Escolher locais de amostragem por facilidade de acesso, ignorando a representatividade geológica.
- Calcular o limiar como média + 1 desvio-padrão em vez de média + 2, sobrestimando o número de anomalias.
- Aplicar média + 2 desvios-padrão a dados muito assimétricos sem verificar em logaritmos, com um limiar demasiado alto.
- Marcar a sondagem em cima do pico magnético, esquecendo o deslocamento do máximo para sul do corpo.
- Esquecer o "+1" no cálculo do número de linhas e estações da malha geofísica.
- Inverter o sinal na correção da variação diurna, somando em vez de subtrair.
- Planear a malha geofísica sem antes tratar estatisticamente os dados geoquímicos.
- Omitir o plano de segurança ou tratá-lo como um anexo dispensável do relatório.
Bónus (opcional)
- Repetir o cálculo do limiar sem o valor anómalo, para obter um fundo "limpo" da área e comparar os dois limiares.
- Propor um segundo alvo alternativo, com base noutro elemento-guia (pathfinder) do mesmo conjunto de dados.
- Desenhar o esquema de blocos da campanha completa, da amostragem à decisão final.
- Simular uma segunda correção diurna com variação negativa e comparar o efeito no mapa magnético.
Reflexão
No relatório final, responde: porque é que nenhum dos dois métodos, geoquímica ou geofísica, é suficiente sozinho para decidir um alvo de prospeção? E identifica duas decisões de segurança que tomaste ao planear esta campanha simulada, e a norma ou critério de campo que cada uma cumpre.