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aulify · Mini-Projecto
UC UC01801 · T. Instalações Elétricas, T. Redes Elétricas
Versão · Aluno

Mini-Projecto · Projetar o armazenamento de energia de uma PME com fotovoltaico

Da escolha da tecnologia ao BMS, aos protocolos, ao dimensionamento e à monitorização
⏱ Duração estimada: 20 horas (≈ 12 aulas) ↗ Referencial SNQ
Índice

Contexto

Uma PME de panificação (cliente fictício) tem um pavilhão com forno elétrico, câmaras frigoríficas e uma instalação fotovoltaica de 25 kWp em autoconsumo. O consumo médio é de cerca de 180 kWh por dia e a produção solar média ronda os 100 kWh por dia, com excedente ao meio-dia. Todas as manhãs, durante cerca de 1 h, o arranque simultâneo de fornos e amassadoras (entre as 6h e as 7h) faz subir a potência até aos 42,5 kW, acima dos 34,5 kVA de potência contratada (cerca de 34,5 kW, com cosφ próximo de 1), o que dispara o limitador de potência ou obrigaria a contratar um escalão superior. Numa falha de rede, as cargas críticas (câmaras frigoríficas, iluminação de segurança e comunicações) somam 4 kW e têm de ser mantidas durante 5 h.

Foste contratado/a como projetista de instalações elétricas para propor uma solução de armazenamento que corte o pico da manhã, garanta o backup das cargas críticas e aproveite o excedente solar. O projeto deve comparar tecnologias, dimensionar o sistema, definir a configuração do BMS e dos protocolos de comunicação, prever a integração com o fotovoltaico, a monitorização e a segurança, e identificar o enquadramento regulamentar a confirmar.

Trabalhas individualmente ou a pares, com folha de cálculo e com os dados de partida da secção seguinte, e entregas um dossiê de projeto com memória descritiva, cálculos, esquema unifilar de princípio e plano de ensaios.

Dados fornecidos (valores hipotéticos)

Os dados seguintes bastam para fazer todo o projeto. Qualquer outro valor que uses tem de ser indicado como pressuposto no dossiê.

Item Dados
Instalação e perfil Fotovoltaico de 25 kWp; consumo de 180 kWh por dia; produção de 100 kWh por dia, com máximo ao meio-dia; potência contratada de 34,5 kVA (cosφ próximo de 1); pico de 42,5 kW entre as 6h e as 7h; cargas críticas de 4 kW durante 5 h
Módulo de bateria LFP 25,6 V (8 células de 3,2 V), 200 Ah, 5,12 kWh; 0,5 C contínuo máximo; DOD máximo de 90 %; carga proibida abaixo de 0 °C; limites por célula: corte de carga 3,65 V (aviso 3,60 V), corte de descarga 2,5 V (aviso 2,8 V); sobretemperatura a 55 a 60 °C; resistência interna do conjunto de 64 células: 40 mΩ; BMS por módulo com comunicação CAN
Inversor de bateria trifásico 10 kW; entrada só de bateria, não recebe os painéis; janela de tensão da bateria de 150 V a 450 V; corrente máxima de carga e de descarga de 60 A; comunicação CAN (500 kbit/s) e Modbus TCP; função de backup com transferência automática das cargas críticas
Chumbo-ácido estacionário 2 V por célula; blocos de 12 V e 200 Ah à taxa de 10 h; DOD máximo de 50 %; 1200 ciclos a esse DOD; eficiência de ida e volta de 75 % a 85 %
Hidrogénio eletrolisador de 55 kWh por kg; célula de combustível PEM de 50 % de eficiência; eficiência global de ida e volta de cerca de 30 %
Supercondensador células de 3000 F e 2,7 V
Cabo de ligação cobre de 35 mm², 5 m (10 m de ida e volta), resistividade 0,0178 Ω·mm²/m; corrente admissível Iz = 126 A para o modo de instalação previsto, já corrigida
Preços e ganhos bateria LFP a 450 € por kWh nominal; inversor a 3000 €; instalação, proteções, cabos e comissionamento a 600 €; ganho de 0,15 € por kWh deslocado, com 3000 kWh por ano deslocados; poupança por evitar subir de escalão de potência: 1200 € por ano

O perfil de mensagens CAN não vem dado: define-o no dossiê, em tabela (identificador, bytes, escala), como se faz na ficha 2.

Requisitos

Funcionais

Não-funcionais

Fases

Fase 1 · Levantamento e objetivos (2h) Analisar o caso, extrair os dados de partida, definir os objetivos mensuráveis (cortar o pico a 34,5 kW, manter 4 kW durante 5 h) e as restrições do local.

Fase 2 · Seleção da tecnologia (3h) Comparar pelo menos três tecnologias em densidade, eficiência, ciclos, segurança, custo e adequação à função; escolher e justificar.

Fase 3 · Dimensionamento (4h) Calcular a energia útil e nominal, a potência do inversor, o arranjo da bateria, a corrente e o C-rate; aplicar DOD, eficiência e margem de envelhecimento; calcular a reserva de SOC para o backup.

Fase 4 · BMS e comunicação (3h) Definir os limites do BMS, o balanceamento e o protocolo de comunicação com o inversor (terminação, débito, endereços, perfil de mensagens).

Fase 5 · Integração, proteções e cabos (3h) Escolher a arquitetura de ligação ao fotovoltaico, verificar a compatibilidade com o inversor, dimensionar proteções e cabos DC (corrente admissível, poder de corte, queda de tensão), e desenhar o esquema unifilar de princípio.

Fase 6 · Monitorização, segurança e regulamentação (3h) Definir indicadores, alarmes, plano de comissionamento e manutenção; identificar as obrigações regulamentares a confirmar e as medidas de segurança do local.

Fase 7 · Dossiê e apresentação (2h) Reunir memória descritiva, cálculos, esquema e plano de ensaios; apresentar a solução e a análise económica à turma.

Critérios de avaliação

Critério Peso
Levantamento de dados e objetivos 10%
Seleção e justificação da tecnologia 15%
Dimensionamento (energia, potência, C-rate) 25%
BMS e protocolos de comunicação 15%
Integração, proteções e cabos 15%
Monitorização, segurança e regulamentação 15%
Dossiê e apresentação 5%

Erros comuns

Bónus (opcional)

Reflexão

No dossiê final, responde: porque é que o dimensionamento por pico de potência pode exigir mais bateria do que o dimensionamento por energia? E descreve uma decisão do projeto (tecnologia, arquitetura ou configuração do BMS) que mudarias se o cliente pedisse 10 h de backup em vez de 5 h, justificando com cálculos.