Mini-Projeto · Exercício de emergência médica e trauma em contexto militar
Contexto
Durante um exercício de instrução no aquartelamento, a equipa de instrução monta três postos de simulação de emergência: uma vítima em paragem cardiorrespiratória, uma vítima de trauma grave, e uma vítima com uma emergência médica súbita. A tua equipa, de três a quatro militares, vai ser avaliada a atuar em cada posto como atuaria no terreno: com segurança, dentro dos limites de atuação, com comunicação correta e seguindo os algoritmos e técnicas desta UC.
No final, a equipa entrega uma ficha de registo de cada cenário (o que foi feito, por que ordem, e o que faria de forma diferente) e faz uma pequena apresentação à turma.
Requisitos
Funcionais
- Avaliação da segurança do local em cada posto, antes de qualquer contacto com a vítima.
- Comunicação correta: pedido de ajuda claro, simulação de chamada ao 112 com os dados certos, comunicação fechada dentro da equipa.
- Cenário 1 (paragem cardiorrespiratória, manequim adulto): verificação VOS, SBV completo, uso correto do DAE de treino.
- Cenário 2 (trauma): identificação da lesão simulada (à escolha da equipa entre hemorragia grave, ferida torácica aspirante, ou fratura de membro) e técnica de primeiros socorros correta.
- Cenário 3 (emergência médica): reconhecimento de uma situação simulada (à escolha entre dor torácica, convulsão ou choque) e resposta adequada.
- Uso correto do EPI em todos os cenários.
- Ficha de registo escrita, com a sequência de ações de cada cenário.
Não-funcionais
- Trabalho em equipa, com papéis definidos (quem lidera, quem comunica, quem executa).
- Postura e comunicação calmas, mesmo sob pressão de tempo.
- Cumprimento do sigilo e privacidade simulados (não expor dados da "vítima" fora do exercício).
- Apresentação clara e objetiva à turma, dentro do tempo definido.
Fases
Fase 1 · Preparação e papéis (1h) A equipa define os papéis (líder, comunicação, execução das manobras) e revê os algoritmos de SBV, DAE, desobstrução e trauma que vai precisar.
Fase 2 · Cenário 1, paragem cardiorrespiratória (2h) Simulação completa com manequim: segurança, VOS, SBV, DAE de treino. Registo escrito da sequência seguida.
Fase 3 · Cenário 2, trauma (2h) Simulação de uma lesão de trauma à escolha da equipa. Aplicação da técnica correta e registo da sequência.
Fase 4 · Cenário 3, emergência médica (1h30) Simulação de uma emergência médica à escolha da equipa. Reconhecimento dos sinais e resposta adequada, com registo.
Fase 5 · Apresentação e reflexão (1h30) Cada equipa apresenta os três cenários à turma, com a ficha de registo, e responde a perguntas dos colegas e do instrutor.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Segurança do local e uso do EPI em todos os cenários | 15% |
| Comunicação (pedido de ajuda, comunicação fechada, chamada simulada) | 15% |
| Cenário 1, algoritmo de SBV e DAE correto | 25% |
| Cenário 2, técnica de trauma correta | 20% |
| Cenário 3, reconhecimento e resposta à emergência médica | 15% |
| Ficha de registo e apresentação | 10% |
Erros comuns
- Avançar para a vítima sem verbalizar a verificação de segurança do local.
- Perder tempo a decidir quem liga ao 112 em vez de apontar a uma pessoa concreta desde o início.
- Interromper as compressões por mais tempo do que o necessário para a análise do DAE.
- Esquecer o registo da hora de colocação do torniquete.
- Trocar os papéis a meio do cenário sem comunicação clara entre a equipa.
- Apresentar o cenário sem explicar o raciocínio, só o resultado final.
Bónus (opcional)
- Incluir um quarto cenário com uma vítima pediátrica, aplicando o algoritmo de SBV pediátrico completo.
- Simular uma complicação a meio do cenário (por exemplo, um segundo "ferido" a precisar de ajuda em simultâneo).
- Gravar em vídeo a simulação para autoanálise da equipa depois da sessão.
Reflexão
No registo final, cada equipa responde: qual foi o momento em que a comunicação falhou ou quase falhou, e o que mudariam para que isso não acontecesse numa situação real? E: que atitude desta UC (responsabilidade, autocontrolo, liderança, cooperação) foi mais posta à prova em cada um dos três cenários, e porquê?