Mini-Projecto · Roteiro de animação turística cultural
Contexto
A Câmara Municipal de uma região à tua escolha quer lançar um novo roteiro de animação turística cultural, dirigido a um segmento específico de turistas. Foste contratado/a, individualmente ou em grupo, para investigar o património da região, conceber o roteiro e apresentá-lo como se fosse a um grupo real de turistas, aplicando os princípios de comunicação, inclusão e sustentabilidade estudados na UC.
O produto final é um dossiê do roteiro (documento escrito) mais uma apresentação oral simulada de parte do roteiro à turma, como se esta fosse o grupo de turistas.
Requisitos
Funcionais
- Escolher uma região de Portugal (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Açores ou Madeira) e um perfil de turista-alvo concreto (familiar, sénior, cultural especializado, jovem/mochileiro, entre outros).
- Identificar e caracterizar pelo menos 4 locais ou elementos de património, cruzando no mínimo três tipologias diferentes (histórico, cultural, etnográfico, gastronómico, edificado, arquitetónico e artístico, ou outros recursos).
- Construir um guião de comunicação por local, com pontos-chave, e não texto corrido para decorar.
- Prever pelo menos uma adaptação de turismo inclusivo concreta, com o respetivo produto de apoio à comunicação.
- Integrar pelo menos duas medidas de sustentabilidade, uma ambiental ou social e uma económica.
- Indicar as fontes de informação usadas na pesquisa (institucionais, especializadas, digitais).
Não-funcionais
- Linguagem em português de Portugal, clara e sem jargão não explicado.
- Documento organizado e com identidade visual coerente (logótipo do roteiro, mapa ou esquema do percurso).
- Apresentação oral com duração máxima de 8 minutos por grupo.
Fases
Fase 1 · Escolha da região e do público-alvo (2h) Selecionar a região, o perfil de turista-alvo e justificar a escolha com base nos interesses e necessidades típicas desse perfil.
Fase 2 · Pesquisa do património (4h) Investigar o património da região em fontes institucionais, especializadas e digitais. Selecionar os locais/elementos a incluir no roteiro, cruzando tipologias diferentes.
Fase 3 · Construção do guião de comunicação (4h) Organizar a informação recolhida em guiões por local, com pontos-chave, storytelling e perguntas para envolver o grupo.
Fase 4 · Turismo inclusivo (3h) Identificar uma limitação a considerar (mobilidade, visão, audição ou cognitiva) e definir a adaptação e o produto de apoio à comunicação correspondente.
Fase 5 · Sustentabilidade e normas (3h) Definir as medidas de sustentabilidade (ambiental/social e económica) e as normas de segurança relevantes para os locais escolhidos (acessos, lotações, planos de emergência).
Fase 6 · Montagem do dossiê (2h) Reunir tudo num documento único: apresentação da região, mapa/esquema do percurso, guiões, adaptações de inclusão, medidas de sustentabilidade e fontes.
Fase 7 · Apresentação simulada (2h) Apresentar em voz alta um excerto do roteiro (um ou dois locais) à turma, como se fosse a um grupo real de turistas, aplicando comunicação assertiva e adaptada.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Caracterização do património da região (tipologias e rigor) | 20% |
| Guião de comunicação (clareza, estrutura, storytelling) | 20% |
| Turismo inclusivo (adaptação e produto de apoio adequados) | 15% |
| Sustentabilidade (medidas concretas e justificadas) | 15% |
| Normas de qualidade e segurança consideradas | 10% |
| Apresentação oral (assertividade, adaptação ao público, gestão do grupo) | 15% |
| Dossiê (organização, fontes citadas, coerência visual) | 5% |
Erros comuns
- Escolher locais sem cruzar tipologias, ficando o roteiro reduzido a monumentos edificados apenas.
- Guiões escritos como texto corrido para decorar, em vez de pontos-chave organizados.
- Prever a adaptação de inclusão só no papel, sem indicar o produto de apoio concreto a usar.
- Medidas de sustentabilidade vagas ("vamos ser sustentáveis") sem ação concreta e mensurável.
- Ignorar normas de segurança específicas do tipo de local (sítio arqueológico ao ar livre, monumento com escadas antigas).
- Na apresentação oral, usar sempre o mesmo tom e ritmo, independentemente das reações da "turma-turista".
Bónus (opcional)
- Criar um pequeno mapa ou esquema visual do percurso, com tempos estimados por local.
- Propor uma versão digital do roteiro (publicação nas redes sociais institucionais da câmara).
- Preparar uma versão áudio de um dos guiões, simulando um áudio-guia.
- Incluir uma proposta de parceria com um produtor ou artesão local, detalhando o benefício mútuo.
Reflexão
No dossiê final, responde: de que forma o roteiro que concebeste contribui, ao mesmo tempo, para a conservação do património e para a economia local? E qual foi a decisão mais difícil que tiveste de tomar para conciliar o interesse do turista com a sustentabilidade do local visitado?