Mini-Projecto · Plano de sustentabilidade para uma entidade do comércio e serviços
Contexto
A "Mercearia do Bairro" (ou outra entidade de comércio ou serviços à tua escolha, real ou simulada) quer melhorar o seu desempenho de sustentabilidade, mas não sabe por onde começar. Foste contratado/a, individualmente ou em grupo, para analisar a situação atual, propor e aplicar um conjunto de medidas de sustentabilidade e desenhar um sistema de monitorização que permita avaliar e divulgar os resultados.
O produto final é um plano de sustentabilidade completo, apresentado como se fosse entregue à direção da entidade, cobrindo os três pilares (económico, social, ambiental) e as três realizações da UC: analisar princípios e indicadores, aplicar requisitos e medidas, e monitorizar e avaliar práticas.
Requisitos
Funcionais
- Diagnóstico inicial: identificação de pelo menos quatro áreas de impacto ambiental da entidade (energia, água, resíduos, transporte/compras).
- Alinhamento com pelo menos dois ODS e explicação de como cada um se aplica à entidade.
- Plano de medidas concretas, cobrindo no mínimo: eficiência energética, gestão de água, política dos 5R e gestão de resíduos.
- Tabela de indicadores de sustentabilidade, com frequência de medição e meta para cada um.
- Plano de comunicação/divulgação das medidas junto de clientes, colaboradores ou comunidade.
Não-funcionais
- Linguagem clara, sem jargão desnecessário, adequada a ser lida por uma direção não técnica.
- Medidas realistas e proporcionais à dimensão da entidade escolhida.
- Referência explícita à legislação/normas de proteção ambiental e a EPI/normas de segurança, quando aplicável à atividade.
- Documento organizado, com tabelas e secções claramente identificadas.
Fases
Fase 1 · Escolha e caracterização da entidade (1h) Escolher a entidade (real ou simulada) e descrever a sua atividade, dimensão e principais recursos usados (energia, água, materiais, transporte).
Fase 2 · Análise dos princípios e indicadores de sustentabilidade (3h) Identificar os principais problemas ambientais relevantes para a atividade, estimar a pegada ecológica nas quatro áreas de impacto, e escolher os ODS e fatores ESG prioritários.
Fase 3 · Economia circular e compras sustentáveis (2h) Rever o ciclo de vida de pelo menos dois produtos ou materiais usados pela entidade e propor melhorias segundo os princípios de circularidade e a política dos 5R.
Fase 4 · Medidas de eficiência energética, água e resíduos (4h) Propor medidas concretas de eficiência energética, energias renováveis (se aplicável), consumo consciente de água e gestão de resíduos, incluindo resíduos perigosos, EPI e normas de segurança quando relevante.
Fase 5 · Sistema de monitorização (3h) Definir indicadores mensuráveis, frequência de medição e metas; desenhar como os resultados serão avaliados e comparados ao longo do tempo.
Fase 6 · Plano de divulgação e apresentação (2h) Definir como as medidas e os resultados serão comunicados a clientes, colaboradores e comunidade, e preparar a apresentação do plano à turma.
Critérios de avaliação
| Critério | Peso |
|---|---|
| Diagnóstico e análise dos princípios e indicadores | 20% |
| Alinhamento com ODS e fatores ESG | 15% |
| Medidas de economia circular, 5R e compras sustentáveis | 15% |
| Medidas de eficiência energética, água e resíduos | 20% |
| Sistema de monitorização (indicadores, frequência, metas) | 20% |
| Plano de divulgação e apresentação | 10% |
Erros comuns
- Propor energias renováveis sem antes tratar da eficiência energética básica (iluminação, climatização, manutenção).
- Ignorar o pilar social do plano, focando tudo apenas em medidas ambientais.
- Definir indicadores sem meta nem frequência de medição, tornando-os impossíveis de avaliar.
- Misturar, no plano, resíduos perigosos com resíduos urbanos comuns.
- Esquecer o plano de divulgação, tratando a sustentabilidade como um assunto interno sem comunicação externa.
- Propor medidas desproporcionadas à dimensão real da entidade escolhida (ex.: exigir uma equipa de sustentabilidade a tempo inteiro numa loja com três colaboradores).
Bónus (opcional)
- Simular o cálculo de retorno de investimento de uma medida (ex.: troca de iluminação ou instalação solar).
- Propor uma parceria com um fornecedor local para reduzir a pegada ecológica do transporte.
- Desenhar o cartaz ou publicação de divulgação das medidas de sustentabilidade.
- Comparar o plano da tua entidade com o de um concorrente real do mesmo setor.
Reflexão
No fecho do projeto, responde: qual foi a medida de sustentabilidade mais difícil de aplicar na tua entidade e porquê? E como garantirias que a monitorização não se torna apenas um exercício de papel, sem impacto real na atividade?