Projeto · Diagnóstico e plano de acessibilidade de um restaurante
Contexto
O "Sabores do Tejo", um restaurante familiar com 40 lugares, quer tornar-se um estabelecimento de referência em turismo acessível e inclusivo. Recebe cada vez mais clientes idosos, famílias e turistas com necessidades especiais, e o dono percebeu que está a perder reservas por não conseguir garantir acessibilidade.
Foste contratado/a, enquanto profissional de restauração, para fazer um diagnóstico da cadeia da acessibilidade e propor um plano de melhoria — físico, de informação e de atendimento — realista para um pequeno negócio.
Trabalhas individualmente ou a pares e entregas um dossiê com o diagnóstico, o plano e materiais de apoio (menu acessível e guia de atendimento para a equipa).
Requisitos
Funcionais
- Diagnóstico dos seis elos da cadeia da acessibilidade (informação, chegada, circulação, utilização, emergência, feedback).
- Identificação das necessidades de, no mínimo, quatro perfis de cliente (motora, visual, auditiva, cognitiva) mais um perfil à escolha (idoso, grávida, alergia).
- Plano de melhoria com medidas físicas, de informação e de atendimento, e respetiva prioridade.
- Um menu acessível proposto (alto contraste + versão descritiva/QR ou pictogramas) com identificação de alergénios.
- Um guia de atendimento inclusivo de 1 página, para formar a equipa.
- Referência ao quadro normativo aplicável (pelo menos DL 163/2006 e Convenção da ONU).
Não-funcionais
- Linguagem correta e respeitosa (pessoa primeiro).
- Medidas realistas para um pequeno negócio (baixo custo vs. investimento).
- Dossiê claro e organizado, com fundamentação.
Fases
Fase 1 · Enquadramento (1,5h) Rever conceitos (acessível, inclusivo, design universal) e o quadro normativo. Definir os perfis de cliente a considerar.
Fase 2 · Diagnóstico da cadeia (3h) Percorrer os seis elos e registar, para cada um, as barreiras encontradas (checklist). Fotografar/descrever pontos críticos.
Fase 3 · Plano de melhoria (3h) Para cada barreira, propor uma medida (física, de informação ou de atendimento) e classificar a prioridade (alta/média/baixa) e o custo estimado.
Fase 4 · Materiais de apoio (2,5h) Desenhar o menu acessível (com alergénios) e o guia de atendimento de 1 página com as regras de ouro por tipo de limitação.
Fase 5 · Apresentação (2h) Apresentar o dossiê ao "dono" (turma/formador), justificar prioridades e simular um role-play de atendimento inclusivo.
Critérios de avaliação
| Critério | Ponderação |
|---|---|
| Diagnóstico completo dos 6 elos e dos perfis | 25% |
| Plano de melhoria (medidas, prioridades, realismo) | 25% |
| Menu acessível + identificação de alergénios | 15% |
| Guia de atendimento inclusivo | 15% |
| Correção de linguagem e fundamentação normativa | 10% |
| Apresentação e role-play | 10% |
| Total | 100% |
Erros comuns
- Reduzir o plano a obras físicas (rampas) e esquecer informação e atendimento.
- Propor medidas irrealistas para um pequeno negócio, sem prioridades.
- Menu "acessível" que continua ilegível (baixo contraste, sem alergénios).
- Linguagem incorreta no dossiê ("deficientes", "coitados").
- Esquecer o plano de emergência inclusivo.
Bónus (opcional)
- Estimar o retorno do investimento (novos clientes, época baixa, efeito acompanhante).
- Preparar formação curta de LGP básica para a equipa.
- Propor uma certificação/selo de acessibilidade a candidatar-se.
Reflexão
No final, responde por escrito (meia página): - Qual foi a barreira mais fácil de resolver e a mais difícil? Porquê? - Que medida tem maior impacto com menor custo? - Em que mudou a tua forma de olhar para o atendimento a clientes com necessidades especiais?