Projeto · Plano de resposta a emergências de um estabelecimento
Contexto
O "Solar da Ribeira" é um hotel com restaurante, bar, spa e piscina. A direção quer preparar a equipa para atuar em emergências e pediu ao grupo de formação que produza o Plano de Resposta a Emergências do estabelecimento e o treine num simulacro.
Trabalhas em grupo (2 a 3 pessoas) e entregas um dossiê com os protocolos, a sinalética e os cartões de bolso, e ainda demonstras práticas de SBV e primeiros socorros num cenário simulado. Nenhuma prática é feita sobre pessoas reais — usam-se manequins/colegas a simular e o material de treino disponível.
Requisitos
Funcionais
- Mapa de riscos por zona (receção/andares, cozinha, bar/restaurante, spa, piscina/lazer) com as emergências mais prováveis de cada uma.
- Protocolos escritos para, no mínimo: doença súbita, acidente, engasgamento, incêndio e evacuação — cada um seguindo a lógica PEAS.
- Guião de chamada 112 (o que dizer) e definição de quem liga e quem guia o socorro.
- Plano de evacuação simplificado: saídas, sinalética, ponto de encontro e responsável pela contagem.
- Cartão de bolso do SBV (adulto e pediátrico) e do uso do DAE, em formato A6/A5.
- Demonstração prática: SBV do adulto (30:2), desobstrução da via aérea, PLS e uso simulado do DAE.
- Simulacro de uma emergência à escolha, com papéis atribuídos e cronometragem.
Não-funcionais
- Conteúdo fiel aos algoritmos atuais e claro (linguagem simples, para toda a equipa).
- Sinalética visível e normalizada; documentos legíveis e bem organizados.
- Rigor na segurança durante as demonstrações (ninguém se magoa; material adequado).
- Dossiê coerente, com índice e autoria.
Fases
Fase 1 · Diagnóstico de riscos (3h) Percorrer (real ou em planta) as zonas do estabelecimento e levantar as emergências mais prováveis de cada uma. Produzir o mapa de riscos por zona.
Fase 2 · Protocolos e chamada 112 (4h) Escrever os protocolos (doença súbita, acidente, engasgamento, incêndio, evacuação) segundo PEAS e o guião de chamada 112. Definir papéis (quem alerta, quem socorre, quem guia).
Fase 3 · Sinalética e cartões de bolso (3h) Desenhar o plano de evacuação (saídas, ponto de encontro), a sinalética e os cartões de bolso de SBV (adulto/pediátrico) e DAE.
Fase 4 · Treino prático (6h) Praticar SBV do adulto (30:2), desobstrução da via aérea (adulto e bebé), PLS e uso simulado do DAE, em manequim/colega a simular, com correção entre pares.
Fase 5 · Simulacro e apresentação (4h) Executar um simulacro de uma emergência escolhida, com papéis e cronometragem, e apresentar o dossiê à turma. Registar o que correu bem e o que melhorar.
Critérios de avaliação
| Critério | Ponderação |
|---|---|
| Mapa de riscos por zona (completo e realista) | 15% |
| Protocolos escritos (corretos e segundo PEAS) | 20% |
| Plano de evacuação, sinalética e cartões de bolso | 15% |
| Demonstração prática (SBV, desobstrução, PLS, DAE) | 25% |
| Simulacro (organização, papéis, tempos) | 15% |
| Dossiê e apresentação (clareza e organização) | 10% |
| Total | 100% |
Erros comuns
- Protocolos que saltam a segurança (não começam por "Proteger").
- Confundir a atuação em incêndio de óleo (usar água — perigosíssimo).
- Cartões de SBV com valores errados (profundidade, frequência, relação compressões:insuflações).
- Esquecer as diferenças pediátricas (5 insuflações, 15:2, não fazer Heimlich em bebés).
- Simulacro sem papéis atribuídos nem cronometragem — vira confusão.
- Praticar SBV sobre uma pessoa real (deve ser sempre em manequim/simulação).
Bónus (opcional)
- Localizar o DAE mais próximo do estabelecimento (programa DAE em acesso público) e sinalizá-lo no plano.
- Criar um checklist da caixa de primeiros socorros e verificar validades.
- Traduzir o guião de chamada e os cartões para inglês (clientes estrangeiros).
Reflexão
No final, cada grupo escreve meia página: o que aprendeste sobre o teu papel como primeiro elo da cadeia de socorro? O que foi mais difícil no simulacro? Que medida de prevenção aplicarias amanhã no teu posto de trabalho para que a emergência não chegue a acontecer?