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UC UC05468 · T. Auxiliar de Saúde

Ficha 02 · A profissão de TAS, limites de atuação, ética, comunicação, segurança e qualidade

Enquadramento jurídico, conteúdo funcional, atos lícitos e ilícitos, ética, atendimento, registo, EPI, higiene das mãos e notificação de incidentes
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Tempo · 4 horas
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Exercício 1 · Fontes e hierarquia

Numa unidade de cuidados continuados, a coordenadora afixou uma norma interna que diz: "Os auxiliares podem preparar a medicação oral dos utentes na ausência do enfermeiro, para adiantar o serviço." Uma TAS, a Beatriz, fica em dúvida. Explica a hierarquia das fontes que ajuda a Beatriz a decidir e o que deve fazer.

Exercício 2 · Lícito ou ilícito?

Classifica cada ato como lícito ou ilícito para um TAS, e justifica brevemente:

a) Ajudar uma utente a vestir-se depois do banho, deixando-a fazer sozinha o que consegue. b) Limpar e tratar uma ferida pequena que um utente fez ao cair, "para não incomodar" o enfermeiro. c) Ajudar na recolha de uma amostra de urina pedida pelo enfermeiro e transportá-la ao laboratório, com o recipiente identificado segundo o procedimento. d) Dizer a uma utente, que pergunta se a mancha que tem na perna é grave, que "não é nada de preocupar". e) Comunicar ao enfermeiro que um utente está mais sonolento do que de manhã. f) Alterar a posição de um utente com restrições de movimentação sem pedir orientação, porque "assim fica mais confortável".

Exercício 3 · A autonomia e a omissão

O TAS Gonçalo está a ajudar uma utente de 79 anos a ir à casa de banho e repara que ela tem a pele de um calcanhar muito vermelha e com uma pequena bolha. A utente diz: "Isso não é nada, não diga a ninguém, que depois põem-me ligaduras." O Gonçalo pensa em deixar passar. Analisa a situação do ponto de vista da autonomia da utente, do dever do TAS e da responsabilidade. O que deve fazer?

Exercício 4 · Dilema ético

A senhora Isaura, 90 anos, recusa a refeição há dois dias. A TAS Sónia vê que a equipa está sob pressão e uma colega sugere: "Dá-lhe de comer à força, ela não percebe nada." Analisa o dilema com os quatro princípios da bioética e diz o que a Sónia deve fazer.

Exercício 5 · Comunicar e registar

São 15h40, no turno da tarde. No piso 1, a TAS Raquel vê a utente do quarto 12, que caminhava sozinha, escorregar num piso molhado e sem sinalização junto à casa de banho. A utente fica sentada no chão, diz que não bateu com a cabeça e que está bem. A Raquel fica junto dela, sem a mobilizar, e chama o enfermeiro, que a observa; a seguir o local é sinalizado e a equipa de limpeza é avisada. A Raquel redige a nota às 15h55. Escreve: (a) a mensagem curta que a Raquel dirige ao enfermeiro ao pedir ajuda; (b) a nota factual de ocorrência que ela redige.

Exercício 6 · Escolher e retirar o EPI

O TAS Diogo vai ajudar a levantar da cama um utente num quarto sinalizado com precauções de contacto (infeção por bactéria multirresistente) e depois recolher a roupa suja e o saco de resíduos. (a) Que EPI deve usar? (b) Em que momentos higieniza as mãos? (c) Que erro grave pode cometer ao terminar, mesmo tendo usado o EPI correto?

Exercício 7 · Quase-erro no transporte

O TAS Nuno recebe a indicação de levar um utente para a consulta de uma especialidade. No quarto, encontra dois utentes com o mesmo apelido. Um deles diz que já foi à consulta na semana anterior, o outro tem a marcação para hoje. A requisição só tem o apelido e a especialidade. (a) O que deve fazer o Nuno? (b) Como classifica este acontecimento se o utente errado não chegar a ser transportado? (c) Porque deve notificar?