Ficha 02 · Reservas, check-in, registos, pagamentos e informação ao hóspede
- Calcular o valor de uma reserva e aplicar condições de cancelamento e no-show
- Gerir um caso de overbooking
- Atribuir quartos segundo critérios e decidir quem preenche boletim de alojamento
- Aplicar voucher, cheque de viagem, moeda estrangeira e limites de pagamento em numerário
- Cumprir o procedimento e os prazos do livro de reclamações
- Informar e esclarecer o hóspede com informação confirmada
Exercício 1 · O valor de uma reserva familiar (12 pontos)
A Residência Rio Lima, em Viana do Castelo, recebe a reserva da família Teixeira: 2 adultos e 2 filhos de 9 e 14 anos, quarto familiar, 4 noites, regime APA, tarifa flexível a 105 € por noite (IVA incluído), para chegarem a 22 de março. A política: cancelamento gratuito até 5 dias antes da chegada; depois disso, cobra-se a primeira noite. O município (valores do exemplo, não do município real) cobra 1 € por pessoa e por noite, a partir dos 14 anos (inclusive), até um máximo de 5 noites.
(a) Qual o valor do alojamento e da taxa turística? Qual o total previsto? (b) A família cancela 3 dias antes da chegada. Quanto lhe é cobrado? (c) A família não aparece e não avisa. O que faz a receção? (d) Que informações deve a receção dar ao hóspede ao confirmar a reserva?
Respostas:
(a) Alojamento: 4 × 105 = 420 €. Taxa turística: pagam os 2 adultos e o jovem de 14 anos (a idade mínima é inclusive), ou seja, 3 pessoas × 1 € × 4 noites = 12 €; a criança de 9 anos está isenta. Total previsto: 420 + 12 = 432 €.
(b) Cancelou 3 dias antes, fora do prazo gratuito (5 dias): cobra-se a primeira noite, 105 €. Não há taxa turística, porque não houve estadia.
(c) No-show: espera até à hora definida pela política do hotel, tenta contactar a família (telefone e e-mail), regista a ocorrência no PMS e no livro de ocorrências, cobra a penalização prevista (a primeira noite, 105 €, pelo cartão de garantia, se o houver) e liberta o quarto para venda.
(d) Tarifa por noite, o que inclui (pequeno-almoço), a taxa turística (quem paga, quando e quanto), o prazo de cancelamento gratuito e a penalização, as horas de check-in e de check-out, e a confirmação por escrito. Isto cumpre o dever de informar as condições e os preços antes da contratação.
Exercício 2 · Overbooking com números (12 pontos)
O Hotel Rio Alto tem 50 quartos. Para uma noite de feriado prolongado aceitou 54 reservas, porque o histórico mostra que 8% das reservas dessa data não aparecem. Às 19 h, 47 reservas já fizeram check-in (47 quartos ocupados); faltam 7 reservas por chegar:
- P1: casal fidelizado, 15.ª estadia no hotel; avisou que chega às 21 h.
- P2: hóspede com mobilidade condicionada, que reservou o quarto adaptado; avisou que chega às 21 h.
- P3: família com um bebé, reserva feita há três meses; avisou que chega às 21 h.
- P4: consultor com tarifa de empresa; avisou que chega às 21 h.
- P5: casal que reservou ontem, na tarifa mais baixa; sem notícias (tem cartão de garantia).
- P6: um hóspede que reservou esta manhã por uma plataforma; sem notícias (tem cartão de garantia).
- P7: casal que reservou há duas semanas; sem notícias (tem cartão de garantia).
(a) Quantos no-shows seriam de esperar, segundo o histórico? Arredonda às unidades. (b) Quantos quartos há livres às 19 h? Se chegarem todas as reservas pendentes, quantas reservas ficam sem quarto? (c) Que fazes primeiro e, se faltarem mesmo quartos, quem propões à chefia para relocalizar e quem proteges? Justifica. (d) Quando um hóspede ficar sem quarto, que tens de lhe garantir?
Respostas:
(a) 54 × 8% = 4,32, ou seja, cerca de 4 no-shows.
(b) Quartos livres às 19 h: 50 - 47 = 3. Se chegarem as 7 reservas pendentes, faltam 7 - 3 = 4 quartos.
(c) Primeiro, tentar contactar P5, P6 e P7 (por telefone e e-mail) para saber se vêm: cada um que não venha liberta um quarto, e o problema encolhe; e avisar a chefia do risco, que decide quem é relocalizado. Se faltarem mesmo os 4 quartos, o critério do hotel é relocalizar as reservas mais recentes e de menor valor e nunca clientes fidelizados nem com mobilidade condicionada. Protegem-se, por isso, P1 (fidelizado) e P2 (mobilidade condicionada), e convém não deslocar de noite P3 (família com bebé e reserva antiga). Os candidatos naturais são P6 (a mais recente), P5 (tarifa mais baixa) e P7, e o quarto candidato é P4 (um só hóspede, mais fácil de alojar noutro hotel do que uma família), sempre sujeito à decisão da chefia; se P5, P6 ou P7 avisarem que não vêm, P4 deixa de ser necessário. Em paralelo, procurar alternativa em hotéis da mesma categoria (ou superior), na proximidade, com preço e disponibilidade, e preparar o transporte. Antecipar dá mais opções.
(d) Que o problema é do hotel: pedido de desculpa sincero; alojamento de categoria igual ou superior; o hotel suporta a diferença de custos, o transporte e as chamadas; acompanhamento até ao fim; possibilidade de voltar para a noite seguinte. O que exatamente se compensa consta da política do hotel e, em reservas por agência ou plataforma, dos contratos: confirma-se antes de prometer.
Exercício 3 · Cinco chegadas, cinco quartos (14 pontos)
Estão disponíveis, prontos e inspecionados, cinco quartos no Hotel Rio Alto:
| Quarto | Tipo | Piso | Notas |
|---|---|---|---|
| 101 | duplo | 1 | junto ao elevador |
| 214 | twin | 2 | ala silenciosa |
| 305 | duplo | 3 | vista para o rio |
| 312 | duplo adaptado | 3 | mobilidade condicionada |
| 401 | suite | 4 | a mais completa |
Chegam: A um casal que pediu «andar alto e vista para o rio»; B uma senhora de 78 anos que se desloca em cadeira de rodas; C dois colegas de trabalho que precisam de camas separadas; D um cliente fidelizado a quem a chefia autorizou upgrade para a suite; E um casal que reservou o quarto mais barato, sem pedidos.
(a) Atribui um quarto a cada hóspede e justifica. (b) Se a hóspede B não tivesse chegado, poderias dar o 312 ao hóspede E? Porquê? (c) O que escreves no envelope de cada cartão-chave e o que dizes em voz alta? (d) O casal A são o Sr. Bruno Gomes e a Sr.ª Inês Gomes, portugueses, de Braga, 2 noites, APA, tarifa de 98 € por noite, que pagam com cartão. A Sr.ª Gomes avisa que é alérgica a frutos secos e que vêm festejar um aniversário de casamento; não querem receber publicidade do hotel. Que dados registas na ficha de registo e que entrada fazes no cardex? Há boletim de alojamento? E o que não escreves?
Respostas:
(a) A → 305 (duplo, piso alto, vista rio, pedido satisfeito). B → 312 (quarto adaptado a mobilidade condicionada; é a necessidade que decide). C → 214 (twin, duas camas separadas). D → 401 (suite, upgrade autorizado pela chefia). E → 101 (duplo, sem pedidos especiais, sobrou). Cada atribuição segue os critérios: reservado e pago, pedidos confirmados, acessibilidade, categoria autorizada, rotação.
(b) Não, de preferência. O quarto adaptado deve ser mantido livre para quem precisa, sempre que haja alternativa; se o hotel estiver cheio e não houver outra hipótese, a chefia decide, com a condição de o poder libertar rapidamente para quem precisar.
(c) No envelope escreve-se o número do quarto, o nome do hóspede, as datas e o piso. Em voz alta não se diz o número: mostra-se o envelope ou diz-se «o seu quarto é no segundo piso, no corredor da esquerda, e o número está no envelope». Nunca se escreve o número no cartão-chave.
(d) Ficha de registo: nome completo, morada em Braga, nacionalidade portuguesa, data de nascimento, tipo e número do documento, contacto e e-mail dos dois; estadia (2 noites, 2 pessoas, quarto 305, tarifa de 98 €, regime APA); forma de pagamento prevista (cartão); condições que aceitam; informação sobre o tratamento de dados (RGPD); assinatura. Cardex: dados de contacto e de faturação; preferências (andar alto, vista para o rio); restrição comunicada por ela (alergia a frutos secos, para o serviço de F&B); data especial (aniversário de casamento), só porque o comunicaram para esse fim; consentimento de marketing: não. Boletim de alojamento: não, porque são portugueses (o hotel regista-os na ficha por prática interna). Não se escrevem opiniões pessoais («casal exigente») nem dados que não sejam úteis ao serviço.
Exercício 4 · Quem preenche o boletim? (13 pontos)
No Hostel Lis Azul, em Lisboa, fazem check-in, numa tarde, sete hóspedes: Rui (português), Marta (espanhola), Kenji (japonês), Emma (britânica), Pedro (brasileiro, residente em Portugal), Lucie (francesa) e Tiago (português, residente na Suíça).
(a) Quem tem de preencher boletim de alojamento? Justifica. (b) A quem se comunica, por que meio e em que prazo? O que acontece com a saída? (c) A Emma diz que não tem o passaporte consigo, só uma fotografia no telemóvel. O que fazes? (d) O Kenji pergunta por que razão tem de dar a nacionalidade e o número do passaporte. O que respondes? (e) Na tarde seguinte chega ao mesmo hostel a família Walsh, britânica: Tom, a mulher, Emily, e a filha Chloe, de 9 anos. Quantos boletins se comunicam? Quem tem de assinar? E se chegasse um grupo de 12 estrangeiros organizado por uma agência?
Respostas:
(a) Cinco: Marta, Kenji, Emma, Pedro e Lucie. A obrigação (Lei n.º 23/2007, artigos 15.º e 16.º) abrange todos os estrangeiros, incluindo os cidadãos de outros Estados-Membros da União Europeia (Marta e Lucie), e a nacionalidade britânica é estrangeira. O Pedro é brasileiro, ainda que resida em Portugal. Rui e Tiago, portugueses, não preenchem boletim (o facto de o Tiago viver na Suíça não muda a nacionalidade); o hostel regista-os na ficha de registo, por prática interna e não por imposição do boletim.
(b) Comunica-se por via eletrónica, pelo SIBA (siba.ssi.gov.pt), gerido pela UCFE (Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros, do Sistema de Segurança Interna), no prazo de três dias úteis; na letra da lei, a comunicação é dirigida à GNR ou à PSP (Lei n.º 23/2007, artigo 16.º, n.º 1), e aceita-se qualquer das duas respostas. A prática segura é enviar no próprio dia. A saída comunica-se nos mesmos termos. O hostel, tal como qualquer alojamento local, tem de estar previamente registado no SIBA, com o número de RNAL.
(c) Sem documento de identificação válido, não se conclui o registo. Uma fotografia no telemóvel não substitui o documento; a rececionista explica com cortesia que o registo é obrigatório e pede que a hóspede o vá buscar, e só então a aloja. Em dúvida, chama a chefia.
(d) A comunicação é uma obrigação legal imposta ao alojamento, destinada ao controlo de estrangeiros em território nacional; os dados são tratados pela UCFE, que os conserva por um ano a contar da comunicação da saída. A rececionista explica com calma, sem fotocopiar o documento sem necessidade.
(e) Três comunicações (Tom, Emily e Chloe): comunica-se cada estrangeiro, seja qual for a idade. Mas a lei dispensa a assinatura pessoal de ambos os cônjuges e dos menores que os acompanham (Lei n.º 23/2007, artigo 15.º, n.º 3): basta que um dos cônjuges assine, e a Chloe, menor, é assinada pelo progenitor. Num grupo de 12 estrangeiros, 12 comunicações, e a assinatura pessoal pode ser dada por um membro do grupo, em regra o seu responsável. A dispensa é da assinatura, nunca da comunicação.
Exercício 5 · Um voucher e dois extras (14 pontos)
A agência «Atlântico Viagens» enviou ao Hotel Duque de Beja o voucher de um casal: 3 noites, quarto duplo, APA, tarifa da agência 88 € por noite, pago pela agência. No check-out, a conta tem ainda: jantar 54,50 €, minibar 8,90 €, estacionamento 3 × 6 € = 18 €. O município (valores do exemplo) cobra taxa turística de 2 € por pessoa e por noite, sem limite de noites para este exercício, a partir dos 13 anos.
(a) O que confere a receção antes de aceitar o voucher? (b) O que se fatura à agência e o que se fatura aos hóspedes? (c) Qual o valor total que os hóspedes têm de pagar no check-out, incluindo a taxa turística? (d) Os hóspedes dizem que «a agência pagou tudo». O que respondes? (e) No mesmo hotel, o Sr. Ramos está alojado pela empresa «Sado Obras, Lda.», 2 noites em APA a 85 € por noite. O acordo diz que a empresa paga também os jantares, até 25 € por jantar; o que exceder e o resto são do hóspede. Os jantares foram de 31,40 € e de 22,00 €, e o minibar de 6,80 €. Divide a conta: quanto se fatura à empresa e quanto paga o hóspede?
Respostas:
(a) Nome do hóspede, datas, tipo de quarto e regime, o que cobre e o que não cobre, número, validade e emissor do voucher; se os dados coincidirem com a reserva, aceita; se houver rasuras ou diferenças, consulta a chefia e a agência antes de decidir.
(b) À agência: 3 × 88 = 264 € (alojamento e pequeno-almoço), com o voucher como suporte. Aos hóspedes: jantar, minibar, estacionamento e taxa turística, salvo se a agência os tiver pago expressamente.
(c) Extras: 54,50 + 8,90 + 18 = 81,40 €. Taxa turística: 2 pessoas × 2 € × 3 noites = 12 €. Total a pagar pelos hóspedes: 81,40 + 12 = 93,40 €.
(d) «O voucher cobre o alojamento e o pequeno-almoço das três noites, conforme está escrito; o jantar, o minibar, o estacionamento e a taxa turística são pagos por si. Posso mostrar-lhe o voucher e a conta.» Mostra-se o documento e a conta, sem discutir.
(e) Empresa (conta mestra): alojamento 2 × 85 = 170 €; jantar de 31,40 €, só 25 €; jantar de 22,00 €, inteiro (está abaixo do limite) = 22 €. Total à empresa: 170 + 25 + 22 = 217 €. Hóspede (conta individual): o excedente do primeiro jantar, 31,40 - 25 = 6,40 €, mais o minibar, 6,80 €: total 13,20 €. Verificação: 217 + 13,20 = 230,20 €, que é 170 + 31,40 + 22,00 + 6,80. Emitem-se duas faturas, uma com o NIF da empresa e outra com o NIF do hóspede, se este o pedir antes da emissão.
Exercício 6 · Cheque de viagem, moeda estrangeira e dinheiro (13 pontos)
(a) Uma hóspede canadiana quer pagar uma conta de 139,90 € com um cheque de viagem de 250 dólares canadianos. O hotel afixa duas taxas: quando recebe dólares canadianos (compra), 1 € = 1,52 CAD; quando os entrega (venda), 1 € = 1,44 CAD. Descreve o procedimento, diz que taxa aplicas e calcula o troco. (b) Um hóspede suíço pede para pagar 90 € em francos suíços, em notas. O hotel não tem esse procedimento. O que fazes? (c) Um empresário português, residente, quer pagar uma conta de grupo de 3 200 € em dinheiro. Podes aceitar? E se o pagador fosse um empresário espanhol, não residente, a pagar a conta da sua empresa?
Respostas:
(a) Procedimento: a hóspede assina o cheque na tua presença (contra-assinatura); comparas as duas assinaturas e o nome com o documento de identificação; se não coincidirem, não aceitas; verificas emissor e valor; informas o câmbio antes de cobrar; emites a fatura em euros e dás o troco em euros; registas o número do cheque. Taxa: o hotel está a comprar dólares canadianos à hóspede, logo aplica a taxa de compra, 1,52. Conta: 250 ÷ 1,52 = 164,4736..., ou seja, 164,47 €. Troco: 164,47 - 139,90 = 24,57 €, em euros. A taxa de venda (1,44) não se aplica aqui: daria 250 ÷ 1,44 = 173,61 €, mais do que o hotel deve entregar nesta operação.
(b) O euro é a moeda de curso legal; aceitar outra moeda é opção do hotel. Se o hotel não tem procedimento, explicas com cortesia e propões cartão, levantamento em euros num multibanco próximo ou outro meio. Se a chefia autorizar a troca, informas o câmbio antes e passas a fatura em euros.
(c) O residente não pode pagar em numerário: o limite é de 3 000 € (proibidos pagamentos iguais ou superiores), e 3 200 € excede-o; propõe-se transferência ou cartão. O empresário espanhol, mesmo não residente, também não pode: o limite de 10 000 € só vale para pessoas singulares não residentes que não atuem como empresários ou comerciantes; como paga a conta da sua empresa, aplica-se o de 3 000 €, e 3 200 € excede-o. Propõe-se também transferência ou cartão. Em qualquer dos casos, perante um valor deste tipo, a rececionista não decide sozinha e chama a chefia e o controlo.
Exercício 7 · O livro de reclamações (12 pontos)
Uma hóspede, a Sr.ª Alves, tem uma discussão com a rececionista: a fatura traz um jantar que não consumiu. A rececionista diz: «Não vale a pena escrever no livro; o gerente não está, e depois tem de me dar o BI primeiro, para eu ver quem é.» A hóspede insiste.
(a) Identifica dois erros na atuação da rececionista. (b) O que deve fazer? (c) A reclamação é formulada na terça-feira, 3 de novembro de 2026. Para o exercício, conta os dias úteis a partir do dia seguinte e ignora feriados nesse período. Qual é o último dia para enviar o original à entidade competente (15 dias úteis)? E qual é essa entidade? (d) Durante quanto tempo se arquiva?
Respostas:
(a) Erro 1: tentar dissuadir («não vale a pena») e justificar-se com a ausência do gerente; o livro tem de ser facultado imediata e gratuitamente, e a falta do responsável não é desculpa. Erro 2: pedir identificação antes de entregar o livro; o fornecedor não pode condicionar a apresentação da reclamação à necessidade de identificação do consumidor. (A hóspede preenche os seus dados; a receção ajuda com os do estabelecimento.)
(b) Entregar o livro de imediato, sem discutir; ajudar a preencher os dados do estabelecimento se pedido; entregar o duplicado à Sr.ª Alves e guardar o triplicado; informar a chefia; corrigir a fatura, se o erro for do hotel (documento retificativo); registar a ocorrência.
(c) Contando a partir do dia seguinte: 4, 5 e 6 de novembro (3 dias úteis), 9 a 13 (8), 16 a 20 (13), 23 e 24 (15). O prazo termina na terça-feira, 24 de novembro de 2026. A entidade a quem se envia o original é a ASAE, por via do RJET, com a resposta já dada à reclamante, se existir.
(d) Pelo menos três anos. Confirma-se sempre o prazo na redação em vigor do regime do livro de reclamações.
Exercício 8 · A informação certa para um hóspede indeciso (10 pontos)
Às 16 h, no Hotel Duque de Beja, um casal de reformados franceses pergunta: (1) onde jantar hoje, ela é vegetariana; (2) se vale a pena visitar o museu da cidade amanhã; (3) se «há alguma festa» no fim de semana. Não tens a informação do museu nem do evento.
(a) Como respondes a cada pergunta, sem inventar? (b) O que entregas por escrito? (c) O que registas, e onde?
Respostas:
(a) (1) Jantar: perguntas rápidas (tipo de cozinha, orçamento, distância), propõe duas opções adequadas a uma vegetariana, a pé, confirma que há opções vegetarianas, e oferece-se para reservar mesa. (2) Museu: «Vou confirmar o horário e o preço e já lhe digo.» Consulta o sítio oficial do museu ou liga; só depois responde: horário, dia de encerramento, preço, duração aproximada da visita, como lá chegar. (3) Festa: vai à fonte fiável (município, posto de turismo, sítio oficial), confirma data, hora e local, e informa; se não houver evento, diz que não encontrou e propõe alternativas.
(b) Um mapa com os pontos marcados, o nome e a morada dos dois restaurantes escritos, os horários confirmados e o cartão do hotel com a morada, para o táxi e para o regresso. Para estrangeiros, escrever em letra legível e, se possível, em francês ou inglês.
(c) No cardex: preferências (vegetariana, interesse por cultura), a reserva feita e o feedback depois da visita; no PMS, a reserva do restaurante; e a nota «informação sobre o museu enviada às 16 h 30». Cumpre-se o princípio de só registar o que é útil ao serviço.