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UC UC03589 · T. Cozinha/Restaur.

Ficha 01 · Fichas técnicas, valorização e custos na cozinha de vanguarda

Unidades e percentagens de agentes, capitação, fator de correção, valorização de aparas, food cost e margem de lucro
Versão · Aluno
Tempo · 45 minutos
Aluno(a)
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Data

Exercício 1 · O que são «novas tendências» na cozinha

Explica, por palavras tuas, o que distingue uma verdadeira tendência de uma simples moda na cozinha, e porque é que se diz que a vanguarda séria exige rigor.

Resposta:

Uma moda passa; uma tendência fica porque resolve um problema real — dá mais precisão, rendimento, sabor ou segurança (ex.: o sous-vide não é moda, mudou a forma de cozinhar carne). A vanguarda séria exige rigor porque as técnicas contemporâneas vivem de medir: uma esferificação falha por miligramas e um sous-vide mal parametrizado é risco microbiológico. Inovar bem é testar, medir, registar na ficha técnica e repetir — sem isso, é «efeito pelo efeito», caro e irrepetível.

Exercício 2 · Calcular a percentagem de um agente texturizante

Queres gelificar 600 g de sumo de laranja com agar-agar a 1,5 %. a) Quantos gramas de agar usas? b) E se quisesses um gel mais tenro, subias ou descias a percentagem?

Resposta:

Exercício 3 · Fator de correção e custo real

Um lombo de vaca compra-se a 20 €/kg. Depois de limpo (retirar gordura e nervos), rende 75 % de carne útil. Calcula o fator de correção (FC) e o custo por grama útil.

Resposta:

Uma capitação de 160 g de carne útil custa 160 × 0,0267 ≈ 4,27 €. Calcular sobre os 20 €/kg (peso bruto sem FC) subestimaria o custo e daria um food cost falso. As aparas e a gordura aproveitam-se para demi-glace e reduzem o custo efetivo.

Exercício 4 · Food cost, preço e margem

Um prato de esferificação tem custo-matéria de 2,80 €/dose. A casa trabalha a food cost de 30 %. a) Qual o preço de venda sugerido? b) Qual a margem bruta? c) Se o vendesses a 8 €, qual seria o food cost real?

Resposta:

Exercício 5 · Associar agente texturizante ao efeito

Associa cada agente ao seu efeito e indica uma dose típica: (a) alginato + cálcio, (b) lecitina de soja, (c) goma xantana, (d) agar-agar.

Resposta:

Exercício 6 · Valorização e desperdício zero

De um serviço sobraram-te cascas de cenoura, talos de salsa e carcaças de frango. Indica como transformas cada um em valor (desperdício zero) e que benefício isso traz ao food cost.

Resposta:

Benefício: reduz o desperdício, baixa o custo efetivo dos pratos (aproveita-se o que já foi pago) e cria elementos de assinatura — cozinha de vanguarda e sustentável.

Exercício 7 · Escolher o equipamento certo

Indica o equipamento mais adequado a cada preparação e justifica: (a) lombo a ponto exato e uniforme, (b) espuma de queijo, (c) pó crocante de framboesa, (d) sorvete ultrafino a partir de congelado.

Resposta:

Exercício 8 · Erro de custeio na vanguarda

Um colega apresentou um prato de esferificação com matéria barata (2,00 €/dose) mas que leva 90 minutos de trabalho por dose. Vendeu-o a 7 € e concluiu que «dava muito lucro». Que problema há neste raciocínio?

Resposta:

O raciocínio ignora a mão de obra. O food cost de matéria é 2,00 ÷ 7 = 29 % (bom), mas 90 minutos por dose tornam o prato inviável numa carta real: uma cozinha nunca teria tempo nem pessoas para o produzir em serviço. Na vanguarda, o custeio tem de incluir o tempo de preparação (mão de obra) e a energia. Corrige-se industrializando (produzir em lote na mise en place, simplificar passos) ou reservando a técnica para pratos de baixa rotação/alto valor.