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UC UC03588 · T. Cozinha/Restaur.

Ficha 01 · Fichas técnicas, custos e organização da produção

Capitações, fator de correção, food cost, mise en place, articulação com o restaurante e despensa do mundo
Versão · Aluno
Tempo · 45 minutos
Aluno(a)
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Exercício 1 · O que é confecionar iguarias da gastronomia do Mundo

Explica, por palavras tuas, o que significa preparar e confecionar iguarias da gastronomia do Mundo numa cozinha profissional. Porque é que se diz que o técnico é um «tradutor»?

Resposta:

Significa preparar e executar pratos e doçaria de diferentes países, sendo fiel às suas técnicas e ingredientes característicos, mas produzindo-os numa cozinha profissional — com fichas técnicas, custos controlados, higiene rigorosa e empratamento cuidado. O técnico é um «tradutor» porque pega numa receita nascida noutro país (com o seu clima, produtos e cultura) e reproduz-na sempre igual, segura e rentável na sua cozinha, respeitando a identidade do prato em vez de a desvirtuar.

Exercício 2 · Os dois tempos da produção

Distingue mise en place de acabamento à la minute e dá dois exemplos de cada num prato internacional à tua escolha.

Resposta:

A separação permite servir depressa e sempre igual: uma cozinha que só começa o prato quando o pedido chega nunca teria ritmo nem consistência.

Exercício 3 · Calcular o fator de correção

Um lombo de porco compra-se a 9 €/kg. Depois de limpo (retirar gordura e aparas), rende 85% de carne útil. Calcula o fator de correção (FC) e o custo por grama útil.

Resposta:

Uma capitação de 180 g de carne útil custa 180 × 0,0106 ≈ 1,91 €. Calcular sobre os 9 €/kg (peso bruto sem FC) subestimaria o custo e daria um food cost falso.

Exercício 4 · Food cost e preço de venda

Um tagine de borrego tem custo-matéria de 3,20 €/dose. A casa trabalha a food cost de 30%. a) Qual o preço de venda sugerido? b) Se o vendesses a 10 €, qual seria o food cost real?

Resposta:

Exercício 5 · A despensa do mundo

Associa cada ingrediente à cozinha onde é característico e diz para que serve: (a) ras el hanout, (b) dashi, (c) nam pla, (d) garam masala.

Resposta:

Exercício 6 · Mise en place e equipamentos

Indica o equipamento mais adequado para cada preparação e justifica: (a) dim sum, (b) stir-fry de legumes, (c) tagine de frango, (d) naan.

Resposta:

Exercício 7 · Articulação com o restaurante

Uma reserva pede um menu marroquino para 30 pessoas na sexta à noite. Enumera três decisões de produção que essa informação te obriga a tomar durante a semana.

Resposta:

Três exemplos válidos: 1. Compras antecipadas de ingredientes específicos (ras el hanout, harissa, cuscuz, frutos secos) — muitos são de fornecedor especializado e não se arranjam à última hora. 2. Adiantar os tagines na mise en place — estufados lentos ganham com o repouso, o que também alivia o serviço de sexta. 3. Escalar as fichas técnicas para 30 doses (capitações × 30) e planear a sequência de produção e o espaço de conservação (refrigeração/rotulagem).

Exercício 8 · Erro de custo

Um colega calculou o custo de um prato de camarão usando o preço de compra por grama sem aplicar fator de correção, mesmo comprando o camarão com casca e cabeça. Que problema isto cria e como se corrige?

Resposta:

O camarão com casca e cabeça tem rendimento baixo (muitas vezes 45–55% de miolo útil). Ignorar o fator de correção faz o custo parecer menor do que é → o food cost calculado é falso e o prato pode dar prejuízo. Corrige-se pesando o rendimento real, calculando o FC (= bruto ÷ líquido) e aplicando-o ao custo por grama útil. Aproveitar as cascas e cabeças para um fumet reduz o custo efetivo do prato.