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UC UC03532 · T. Termalismo, T. Massagem de Estética e Bem-Estar

Ficha 01 · Preparação, pele, calor e contraindicações

Espaço de trabalho, higiene, termoterapia, normas das pedras e rastreio de contraindicações
Versão · Soluções
Tempo · 3 horas
Aluno(a)
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Exercício 1 · Rever uma sala antes da abertura

Entras numa sala de massagem geotermal às 8h45 e encontras: o aquecedor ligado há 10 minutos com a tampa bem encaixada e a água abaixo do nível indicado pelo fabricante, o cabo de alimentação a atravessar o corredor até à tomada, um recipiente de água fria na prateleira mais alta, as toalhas num cesto ao lado do aquecedor (algumas húmidas) e o kit de primeiros socorros numa gaveta fechada à chave. Identifica quatro problemas, explica o risco de cada um e diz como corrigir.

  1. Água abaixo do nível: as pedras podem não ficar totalmente imersas e aquecer de forma desigual; repor a água na quantidade indicada pelo fabricante.
  2. Cabo no corredor: risco de tropeção e de queda com pedras quentes na mão; reposicionar o aquecedor junto da tomada ou fixar o cabo fora da passagem.
  3. Toalhas húmidas junto ao aquecedor: o tecido húmido conduz o calor depressa e não serve de barreira; separar e usar apenas toalhas secas.
  4. Kit de primeiros socorros fechado à chave (e água fria fora de alcance): em emergência, cada segundo conta; deixar o kit visível e acessível, e o recipiente de água fria ao alcance da mão, na mesa auxiliar.

Também se aceita referir a tampa, se a água sobe de temperatura acima do indicado: confirmar com dois termómetros.

Exercício 2 · Quando os dois termómetros não concordam

A meio do dia, entre dois utentes, vês que o termómetro do aquecedor indica 52 °C mas o termómetro independente indica 58 °C. A tampa não encaixa bem e o próximo utente chega daqui a 10 minutos. Indica o que fazes, o que não fazes e o que registas.

O que fazes:

  1. Parar: não se retira nenhuma pedra para o utente enquanto a leitura não for esclarecida. Os dois termómetros discordam e, no segundo, a água ultrapassa o teto de 54 °C.
  2. Desligar o aquecedor e corrigir a posição da tampa: mal encaixada, não garante as mesmas condições em toda a cuba e torna as leituras pouco fiáveis; bem encaixada mas a reter calor em excesso, pode fazer subir a temperatura acima do indicado.
  3. Retirar as pedras só quando for seguro, com a colher ou a pinça, e deixar a água baixar sozinha para uma temperatura dentro do protocolo.
  4. Voltar a medir com os dois dispositivos e só retomar se as leituras forem coerentes e estiverem dentro do protocolo; cada pedra continua a passar pelo teste da mão antes de ir para a pele.
  5. Informar a chefia da avaria ou da dúvida e, se o equipamento não ficar fiável a tempo, avisar o utente do atraso e reagendar em vez de avançar.

O que não fazes: arrefecer a água com gelo ou com água muito fria (choque térmico e risco de projeção), escolher o termómetro que dá o valor mais confortável, ou usar as pedras "a olho" para cumprir a hora.

Registas: as duas leituras, a hora, o que foi feito, a decisão tomada e a quem foi comunicada.

Exercício 3 · A pele de quem chega

Observas a pele de três utentes antes do serviço: (a) um homem com uma zona de pele avermelhada, descamada e com comichão no antebraço, que diz "é só uma alergia ao sabão"; (b) uma mulher com varizes salientes na perna esquerda; (c) uma jovem com queimadura solar nos ombros de há dois dias. Para cada caso, indica o que o técnico faz e o que não pode dizer.

Exercício 4 · Condução, convecção e radiação

Classifica a forma de transmissão de calor em cada situação: (a) uma pedra pousada sobre uma toalha seca nas costas; (b) um banho de imersão em água termal; (c) o calor que sentes ao aproximar a mão de uma lâmpada de infravermelhos; (d) o suor a secar na pele. Em qual delas o contacto direto e o tempo de contacto são mais determinantes para o risco de queimadura numa massagem geotermal e porquê?

O risco de queimadura na massagem geotermal é determinado sobretudo pela condução (a), porque a pedra transfere calor diretamente à pele; o dano depende da temperatura, do tempo de contacto, da humidade do tecido, da pressão e da sensibilidade do utente. Por isso se usam barreiras secas, tempos curtos e verificações frequentes.

Exercício 5 · Preparar o aquecedor: o que está certo e o que está errado

Um colega explica-te o que faz de manhã: "Ponho as pedras no forno uns minutos para ganhar tempo; depois passam para o aquecedor. Se a água sobe demasiado, deito-lhe um pouco de gelo. Só confio no termómetro do aparelho, que é novo. E uso luvas de cozinha para não me queimar". Aponta quatro erros e corrige cada um.

  1. Forno: aquece de forma desigual e incontrolável; as pedras aquecem em água, no aquecedor, com termostato.
  2. Gelo no aquecedor: choque térmico e risco de projeção; desliga-se o aparelho, não se usam as pedras sobreaquecidas e só se retomam depois de a temperatura estar verificada.
  3. Só um termómetro: o do aparelho pode estar descalibrado; usam-se dois dispositivos (o do aparelho e um independente).
  4. Luvas nas mãos que seguram as pedras: escondem o calor; a mão nua é o teste de segurança. Para retirar as pedras usa-se a colher ou a pinça.

Exercício 6 · Temperatura, tempo e utente de risco

Vais fazer dois serviços seguidos: um a uma mulher de 30 anos saudável e outro a um homem de 79 anos, com pele muito fina, que diz estar "um bocado cansado". O protocolo do estabelecimento indica uma referência de formação para a água do aquecedor entre cerca de 49 e 54 °C (teto de 54 °C). Explica como adaptas o serviço ao segundo utente (pedras, barreiras, tempos, verificações) e quem decide se o serviço avança.

Para o segundo utente: pedras claramente mais mornas (deixadas arrefecer um pouco e sempre testadas na mão), duas camadas de tecido seco nas pedras estáticas, tempos mais curtos por pedra, verificação da pele e pergunta mais frequentes (a pele fina conduz o calor depressa e o utente pode não referir o desconforto), pressão leve e levantamento lento no fim. O "cansaço" é uma informação a explorar (tonturas, febre, má noite?) e a registar.

Quem decide: o protocolo do estabelecimento e o profissional de saúde. A água do aquecedor entre 49 e 54 °C (nunca acima de 54 °C) é uma referência de armazenamento e de formação: nenhuma pedra é aplicada à temperatura do aquecedor, e neste utente usa-se uma pedra claramente mais morna; se houver dúvida sobre o estado geral do utente, não se aplica e encaminha-se.

Exercício 7 · Rastrear contraindicações

Quatro utentes chegam num mesmo período. Decide, para cada um, a atitude e justifica: (a) um homem diabético há 15 anos, com formigueiro e dormência nos pés, que quer pedras quentes nos pés; (b) uma mulher que terminou há dois meses um tratamento oncológico e quer "um relaxamento geral"; (c) um homem que tomou três cervejas ao almoço e quer o serviço; (d) uma mulher de 41 anos que toma anticoagulantes e quer pressão forte nas pernas.

Em todos os casos o técnico explica com calma que a decisão é clínica, regista na ficha e não diz o que o utente "tem".