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UC UC03181 · T. Mecatr. Automóvel, T. Reparação de Carroçaria

Ficha 02 · Diagramas, tratamentos e ensaios

Fe–C, TTT, tratamentos térmicos/termoquímicos, ensaios e segurança
Versão · Aluno
Tempo · 45 minutos
Aluno(a)
Turma
Data

Exercício 1 · Estruturas do aço

Liga cada estrutura à sua descrição: Austenite, Martensite, Perlite, Cementite. Descrições: (i) muito dura e frágil obtida por têmpera; (ii) fase estável só a alta temperatura, ponto de partida dos tratamentos; (iii) carboneto de ferro, duro e frágil; (iv) mistura em lâminas de ferrite e cementite.

Resposta:

Exercício 2 · Diagrama TTT e velocidade de arrefecimento

Um mesmo aço é arrefecido de três formas: (a) muito devagar no forno, (b) ao ar, (c) mergulhado rapidamente em óleo. Que estrutura/dureza resulta em cada caso?

Resposta:

É esta relação velocidade → estrutura → propriedade que o diagrama TTT descreve, e que está na base dos tratamentos térmicos.

Exercício 3 · O par têmpera + revenido

Depois de temperada, uma peça fica dura mas demasiado frágil. Que tratamento se aplica a seguir e para quê? Porque não se deixa a peça só temperada?

Resposta:

Aplica-se o revenido: reaquece-se a peça temperada a uma temperatura moderada e arrefece-se. Isto reduz a fragilidade e devolve tenacidade, perdendo pouca dureza. Não se deixa só temperada porque, sendo demasiado frágil, poderia partir/estilhaçar em serviço sob choque. Têmpera + revenido é o par clássico para eixos, cambotas e molas.

Exercício 4 · Selecionar o tratamento

Para cada situação, indica o tratamento térmico mais adequado (têmpera, revenido, recozimento ou normalização): (a) amolecer uma peça para a poder maquinar; (b) endurecer um veio; (c) aliviar tensões depois de soldar; (d) obter grão fino e uniforme numa peça forjada.

Resposta:

Exercício 5 · Casca dura, núcleo tenaz

Uma engrenagem precisa de dentes que resistam ao desgaste mas de um núcleo que aguente choques. Que tipo de tratamento resolve isto e como? Dá o nome de um tratamento termoquímico.

Resposta:

Resolve-se com um tratamento termoquímico (ex.: cementação — enriquecer a superfície em carbono — ou nitruração — difundir azoto), seguido de têmpera. A superfície fica dura e resistente ao desgaste, enquanto o núcleo se mantém tenaz para absorver os choques. Uma têmpera total endureceria também o núcleo, tornando-o frágil.

Exercício 6 · Ensaios oficinais e laboratoriais

Classifica cada ensaio como oficinal ou laboratorial e diz o que mede: ensaio da faísca, dureza Rockwell, ensaio de tração, íman.

Resposta:

Exercício 7 · Ensaios não destrutivos

O que é um ensaio não destrutivo (END) e porque é tão útil na inspeção de uma cambota? Dá dois exemplos de END.

Resposta:

Um END avalia a peça sem a destruir nem inutilizar. É útil na cambota porque permite procurar fissuras de fadiga internas ou superficiais mantendo a peça utilizável (uma peça de segurança cara). Exemplos: líquidos penetrantes, partículas magnéticas, ultrassons, raios-X.

Exercício 8 · Segurança e especificação

(a) Indica dois EPI e uma medida de EPC ao fazer tratamentos térmicos ou maquinagem. (b) Uma peça está especificada como "SAE 1045, temperada e revenida, 28–32 HRC" — o que deves garantir ao substituí-la?

Resposta:

(a) EPI: óculos/viseira, luvas adequadas (calor/corte), máscara/respirador para fumos, calçado de segurança, proteção auditiva. EPC: ventilação/aspiração de fumos (também resguardos de máquina, sinalização, extintores).

(b) Garantir que a peça de substituição tem o mesmo material (aço ~0,45% C), o mesmo tratamento (temperada e revenida) e a mesma gama de dureza (28–32 HRC) — ou equivalente aprovado — confirmando com durómetro. Uma peça mais mole desgasta-se; mais dura pode partir.