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UC UC03180 · T. Mecatr. Automóvel, T. Reparação de Carroçaria

Ficha 01 · Receção, ordem de reparação e planeamento

Pedido de serviço, OR, DMS, capacidade e gestão de meios
Versão · Aluno
Tempo · 45 minutos
Aluno(a)
Turma
Data

Exercício 1 · Traduzir a queixa

Um cliente diz: "o carro faz um barulho quando travo e às vezes acende uma luz no painel." Enumera três perguntas que farias na receção para transformar esta queixa vaga em trabalho concreto, e indica que informação técnica irias procurar.

Resposta:

Perguntas (exemplos): - Quando exatamente ocorre o barulho — só a travar a fundo? a frio? em curva? - Que luz acende (cor, símbolo) e quando — ao arrancar, em travagem, permanente? - Desde quando e com que frequência? Já houve intervenção anterior nos travões?

Informação técnica a procurar: - VIN para identificar a versão exata e os componentes de travagem. - Ficha técnica / manual dos travões (tipo de pastilhas/discos, sensor de desgaste). - Boletins técnicos (TSB) e recalls do modelo; leitura de códigos de avaria por diagnóstico.

Exercício 2 · Anatomia de uma OR

Indica seis campos obrigatórios de uma Ordem de Reparação e explica, para cada um, para que serve.

Resposta:

(Bastavam seis; a OR tem ainda diagnóstico, observações e estado.)

Exercício 3 · Estados da OR

Ordena corretamente os seguintes estados de uma OR e explica o que significa "AGUARDA PEÇAS": FATURADA, ABERTA, EM EXECUÇÃO, AGUARDA APROVAÇÃO, CONCLUÍDA, EM DIAGNÓSTICO.

Resposta:

Ordem típica: ABERTA → EM DIAGNÓSTICO → AGUARDA APROVAÇÃO → EM EXECUÇÃO → CONCLUÍDA → FATURADA (→ FECHADA).

AGUARDA PEÇAS é um estado paralelo: a intervenção está autorizada mas parada porque falta um material que foi encomendado. Permite ao rececionista informar o cliente ("a peça chega amanhã") e ao chefe de oficina não bloquear a box com um carro que não avança.

Exercício 4 · DMS ou folha de cálculo?

Para cada situação, indica se usarias sobretudo o DMS ou a folha de cálculo, justificando: (a) abrir a OR de uma revisão de rotina; (b) simular o efeito de subir a taxa horária de 45 para 50 €; (c) consultar o histórico de intervenções de uma matrícula; (d) montar um modelo de orçamento para um trabalho invulgar de restauro.

Resposta:

Exercício 5 · Capacidade da oficina

Uma oficina tem 6 técnicos, trabalham 8 horas/dia e a eficiência produtiva é de 80%. (a) Quantas horas produtivas tem por dia? (b) O rececionista quer aceitar, para amanhã, trabalhos que somam 50 horas de tempário. É possível? Justifica.

Resposta:

Exercício 6 · Encadeamento de tarefas

Tens de fazer, no mesmo carro: (1) trocar os 4 pneus, (2) fazer o alinhamento da direção, (3) mudar o óleo. Indica uma ordem lógica e explica que dependência obriga a essa ordem. Que tarefa poderia avançar noutro carro enquanto se espera por algo?

Resposta:

Ordem lógica: trocar pneus → alinhamento → (óleo em qualquer ponto). Dependência: o alinhamento tem de ser feito depois de montar os pneus novos (não faz sentido alinhar e depois desmontar as rodas). A mudança de óleo é independente e pode encaixar em qualquer altura.

Se, por exemplo, faltasse o filtro de óleo (a encomendar), o técnico podia avançar noutra OR enquanto a peça não chega — aproveitando o tempo de espera de forma útil.

Exercício 7 · Preparar os meios

Vais fazer uma substituição de embraiagem. Lista o que tens de preparar em cada um dos três meios — materiais, equipamento e mão-de-obra — e o risco de não preparar cada um.

Resposta:

Exercício 8 · O papel do VIN

Explica por que é que orçamentar e encomendar peças sem o VIN é uma das causas mais frequentes de atraso e prejuízo numa oficina.

Resposta:

O mesmo modelo tem várias versões (motorizações, equipamento, anos), e muitas peças diferem entre elas. Sem o VIN, encomenda-se a peça "provável" e há um risco real de vir a errada: a intervenção para, é preciso devolver e reencomendar (novo prazo), a box fica ocupada e o cliente insatisfeito. O VIN identifica a configuração exata do veículo, garantindo a peça certa à primeira — poupa tempo, dinheiro e credibilidade.