Partilhar: WhatsApp
aulify
UC UC03171 · T. Mecatr. Automóvel

Ficha 02 · Faróis, sinalização e ensaio

Fontes de luz, focagem, piscas, aviso sonoro, ensaio e legislação
Versão · Aluno
Tempo · 45 minutos
Aluno(a)
Turma
Data

Exercício 1 · Fontes de luz

Compara halogéneo, xénon (HID) e LED quanto à qualidade de luz e a cuidados de reparação. Que precaução é obrigatória ao manusear uma lâmpada de halogéneo?

Resposta:

No halogéneo, a gordura dos dedos cria um ponto quente que rebenta o vidro — pega-se pela base ou com pano limpo.

Exercício 2 · Constituição do farol

Indica as quatro partes de um farol e explica por que razão um farol com o vidro embaciado ou o refletor oxidado ilumina mal mesmo com uma lâmpada nova.

Resposta:

Partes: fonte de luz, refletor, lente/vidro e cárter. O refletor direciona o feixe e a lente deixa a luz sair: se o refletor está oxidado deixa de concentrar a luz, e se o vidro está embaciado/riscado dispersa e bloqueia a luz. Em ambos os casos o alcance cai, independentemente da lâmpada. Repara-se polindo o vidro ou substituindo a ótica.

Exercício 3 · Focagem de faróis

Descreve como se faz o alinhamento/focagem de um farol de médios e em que condições deve estar o veículo. O que é a "linha de corte"?

Resposta:

Coloca-se o veículo em ordem de marcha (pneus calibrados, suspensão ok, depósito de referência, sem carga anormal), usa-se o regloscópio (ou parede a distância normalizada), ligam-se os médios e ajusta-se com os parafusos de regulação (vertical/horizontal) até a linha de corte ficar na posição de referência. A linha de corte é o limite superior nítido do feixe de médios — em cima escuro, em baixo iluminado, com um degrau que sobe para o lado da berma. Evita encandear os outros condutores.

Exercício 4 · O pisca acelerado

Explica o fenómeno do hiper-flash (pisca a piscar depressa). Qual a causa e como o resolves? E porque é que trocar para LED pode provocar o mesmo efeito?

Resposta:

O hiper-flash ocorre quando o módulo temporizador deteta menos consumo do que o esperado — sinal de uma lâmpada fundida. Resolve-se substituindo a lâmpada em falta. Ao passar para LED, o consumo é muito menor e o módulo interpreta-o como lâmpada fundida; corrige-se com resistências de carga ou um módulo/relé compatível com LED.

Exercício 5 · Sistemas de aviso

Como são acionadas a luz de travagem (stop), a luz de marcha-atrás e a buzina? Indica uma avaria típica de cada.

Resposta:

Exercício 6 · Testemunhos do quadrante

O que significam as cores vermelho, amarelo/laranja e verde/azul nos testemunhos do quadrante? Dá um exemplo de cada.

Resposta:

Exercício 7 · O ensaio final

Depois de reparar um sistema de iluminação, que passos de ensaio fazes antes de entregar a viatura? Porque é que a legislação é relevante aqui?

Resposta:
  1. Ligar cada função e confirmar acendimento e cor corretos.
  2. Verificar a cadência dos piscas e a buzina.
  3. Alinhar/focar os faróis no regloscópio (linha de corte).
  4. Confirmar que os testemunhos apagaram e limpar os DTC.
  5. Registar tudo na OR.

A legislação (RGCEA e inspeção periódica) define as luzes obrigatórias, cores e alinhamento; reparar é repor a conformidade legal, sob pena de reprovação ou coima.

Exercício 8 · Segurança na intervenção

Que cuidados de segurança tens ao intervir em faróis de xénon e em veículos híbridos? E porque é que não se deve montar lâmpadas de potência superior à homologada?

Resposta:

No xénon/HID, o balastro gera alta tensão — desligar a alimentação antes de mexer, risco de choque. Nos híbridos/elétricos, seguir o procedimento do fabricante para a bateria de alta tensão. Não se montam lâmpadas de potência superior à homologada porque encandeiam, sobreaquecem a ótica e a cablagem, e provocam reprovação na inspeção.