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UC UC03168 · T. Mecatr. Automóvel

Ficha 01 · Componentes e funcionamento da transmissão manual

Embraiagem, caixa, diferencial e veios — identificar, explicar e relacionar
Versão · Aluno
Tempo · 45 minutos
Aluno(a)
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Exercício 1 · A cadeia da transmissão

Ordena os órgãos da cadeia de transmissão de um automóvel de caixa manual, do motor até às rodas, e explica numa frase o papel de cada um.

Resposta:

motor → volante → embraiagem → caixa de velocidades → diferencial (transmissão final) → veios → rodas

Exercício 2 · Função da embraiagem

Explica para que serve a embraiagem e o que acontece internamente quando o condutor pisa o pedal.

Resposta:

A embraiagem liga e desliga de forma progressiva o motor da caixa, permitindo arrancar de parado e trocar de mudança. Em repouso está engatada: o prato de pressão aperta o disco contra o volante e transmite força. Ao pisar o pedal, o rolamento de encosto atua a mola de diafragma, que liberta a pressão do prato; o disco fica solto e a força deixa de passar (desengata).

Exercício 3 · Componentes do kit de embraiagem

Indica as três peças que compõem um kit de embraiagem e justifica porque se substituem em conjunto.

Resposta:

Substituem-se em conjunto porque para lhes aceder é preciso abrir a caixa — uma operação demorada. Como o prato e o rolamento têm vida idêntica à do disco, trocar só o disco arriscaria voltar a abrir tudo pouco depois. Trocar o conjunto é a decisão económica correta.

Exercício 4 · Sincronizadores

O que faz um sincronizador numa caixa manual moderna? Que sintoma dá quando está gasto?

Resposta:

Numa caixa de toma constante, as engrenagens estão sempre engrenadas e giram livres no veio. O sincronizador iguala a velocidade da engrenagem à do veio antes do engate e depois fixa-a ao veio, permitindo trocar de mudança sem raspar. Quando está gasto, a mudança "raspa" ou custa a entrar (sobretudo a frio), mesmo com a embraiagem bem desengatada.

Exercício 5 · O diferencial

Explica o problema geométrico que o diferencial resolve e o que faz um diferencial autoblocante (LSD).

Resposta:

Numa curva, a roda de fora percorre mais distância do que a de dentro. Se ambas girassem à mesma velocidade, uma arrastaria (desgaste e perda de controlo). O diferencial, através das engrenagens satélites, deixa cada roda girar à sua velocidade transmitindo força às duas.

O autoblocante (LSD) limita automaticamente a diferença de velocidade entre as rodas: quando uma perde aderência, impede que "fuja" toda a força para ela, melhorando a tração em piso escorregadio.

Exercício 6 · Juntas homocinéticas e coifas

Numa tração dianteira, porque se usam juntas homocinéticas? Qual é a avaria mais comum e o seu sintoma típico?

Resposta:

Usam-se juntas homocinéticas (CV) porque as rodas da frente viram e sobem/descem com a suspensão: a junta tem de transmitir movimento a ângulo variável mantendo a velocidade constante. A avaria mais comum é a coifa (fole) rasgada — perde massa, entra sujidade e água, e a junta desgasta-se. Sintoma típico: um "tec-tec" ao acelerar em curva apertada (junta exterior gasta).

Exercício 7 · Óleo de transmissão

Porque é que a especificação do óleo (viscosidade e classe GL) importa numa caixa manual? Dá um exemplo de risco de usar o óleo errado.

Resposta:

O óleo lubrifica engrenagens, sincronizadores e rolamentos e evacua calor. A viscosidade afeta a facilidade de engate a frio; a classe GL define o nível de aditivos de extrema pressão. Usar um GL-5 onde o fabricante pede GL-4 pode fazer com que os aditivos ataquem o bronze dos sincronizadores, provocando dificuldade de engate. Regra: óleo e quantidade indicados pelo fabricante.

Exercício 8 · Arquiteturas

Distingue tração dianteira (FWD) de propulsão traseira (RWD) quanto à localização do diferencial e ao tipo de veio usado.

Resposta: