Ficha 02 · Geometria, reparação e ensaios
Exercício 1 · Os três ângulos
Define convergência (toe), camber e caster, e indica para que serve cada um.
Resposta:
- Convergência (toe) — rodas para dentro/fora vistas de cima; é o que mais afeta o desgaste do pneu e a estabilidade.
- Camber — inclinação da roda vista de frente; controla a aderência em curva (negativo) e o desgaste.
- Caster — inclinação do eixo de direção vista de lado; dá estabilidade em linha reta e o retorno do volante ao centro.
Exercício 2 · Quando alinhar
Indica quatro situações em que deves fazer o alinhamento de direção.
Resposta:
Qualquer quatro: após substituir rótulas/terminais/braços/molas; desgaste irregular do pneu; volante descentrado; o carro "foge" de linha; após impacto forte (buraco/passeio). Sempre com os valores do fabricante carregados no alinhador.
Exercício 3 · Substituir aos pares
Porque é que os amortecedores de um mesmo eixo se substituem aos pares? Que problema surge se trocares só um?
Resposta:
Para manter a simetria de amortecimento entre os dois lados. Trocando só um, o eixo fica com eficácias diferentes: o carro puxa/desequilibra, o comportamento em curva e travagem fica assimétrico e reprova no banco de suspensão.
Exercício 4 · Segurança com molas
Qual é o perigo de manusear molas de suspensão e que ferramenta é obrigatória? Que EPI usas nesta tarefa?
Resposta:
A mola guarda muita energia acumulada; se soltar de repente, pode causar ferimentos graves. É obrigatório o compressor de molas adequado. EPI: luvas, óculos e calçado de segurança (e atenção a peças pesadas).
Exercício 5 · Binários de aperto
Porque é que os componentes de direção/suspensão se apertam com chave dinamométrica ao valor do fabricante, e não "à força"?
Resposta:
Para garantir a fixação correta e segura: apertar a menos gera folgas/ruído e risco de soltar; apertar a mais danifica roscas, casquilhos e rótulas. O valor de referência do fabricante assegura fiabilidade e segurança.
Exercício 6 · Plano de ensaios
Um veículo saiu de reparação com substituição de terminais e amortecedores. Descreve os ensaios que fazes antes de o entregar.
Resposta:
- Ensaio de estrada — sintoma resolvido, volante centrado, sem ruídos.
- Banco de suspensão — eficácia dentro do valor e simétrica.
- Alinhador — convergência/camber/caster nos limites do fabricante.
- OBD (se EPS) — sem DTC ativos; apagar e reconfirmar.
- Verificação final — reaperto de binários, coifas intactas, sem fugas.
Exercício 7 · Diagnóstico integrado
Cliente: "o volante ficou pesado e acendeu uma luz". O carro tem EPS. Explica como diagnosticas e resolves.
Resposta:
- Ligar o equipamento OBD e ler os DTC.
- Interpretar o código (ex.: sensor de binário / falha da ECU / alimentação).
- Verificar fichas/conectores e cablagem do circuito indicado.
- Corrigir a causa (ex.: contacto oxidado), apagar o DTC.
- Ensaiar: confirmar que a assistência voltou e que o código não reaparece.
Exercício 8 · Registo e ambiente
Que informação deves registar no sistema oficinal ao concluir a intervenção? Como tratas os resíduos (fluido, borrachas, metais)?
Resposta:
Registar: sintoma, diagnóstico, peças substituídas com referência, valores medidos e ensaios realizados, mais a identificação de quem executou. Os resíduos (fluido de direção, borrachas, metais) são separados e encaminhados como resíduo, segundo as normas de proteção ambiental — nunca para o esgoto ou lixo comum.