Ficha 01 · Sensores, sinais, calibração
- Sensores
- Sinais
- Calibração
- Diagnóstico
Parte I · Sensores
Exercício 1 · Escolha de sensor (15 pts)
Para cada aplicação, indica o tipo de sensor mais adequado:
a) Medir temperatura num forno industrial (até 1200 °C). b) Medir temperatura precisa num laboratório (±0,1 °C). c) Medir pressão num tanque de gás natural a 50 bar. d) Medir caudal de água potável. e) Medir nível de combustível num depósito subterrâneo.
a) Forno industrial 1200 °C: Termopar tipo K (Ni-Cr/Ni-Al). Gama -200 a 1370 °C. Robusto e barato.
b) Laboratório ±0,1 °C: Pt100 RTD com ligação 4 fios. Precisão muito superior aos termopares. Gama -200 a 600 °C.
c) Tanque gás natural 50 bar: Transmissor piezoeléctrico ou capacitivo. Saída 4-20 mA. Considerar certificação ATEX (zonas explosivas).
d) Caudal água potável: Caudalímetro electromagnético (líquido condutor). Sem partes móveis, sem perda de carga, vida longa. Alternativa: ultrasónico clamp-on (sem contacto com líquido — para água potável).
e) Nível combustível subterrâneo: Sensor capacitivo ou hidrostático. Cuidado com ATEX (combustíveis inflamáveis). Em depósito subterrâneo: muitas vezes sonda submersível com hidrostático já com certificação Ex.
Exercício 2 · Termopares vs RTD (10 pts)
a) Quando preferir termopar? b) Quando preferir RTD Pt100? c) Qual é o ligação a 3 fios num Pt100? d) Para que serve a compensação de junção fria num termopar?
a) Termopar: - Temperaturas muito altas (até 1700 °C com tipo S/R). - Custo baixo (cobre/aço, fácil fabricar). - Ambientes hostis (rápida resposta, robusto). - Resposta rápida (tempo curto, junção pequena).
b) RTD Pt100: - Precisão alta (±0,1 °C possível). - Estabilidade longa prazo (drift muito baixo). - Linearidade muito boa. - Gama -200 a 600 °C (mais limitada que TC). - Aplicações de laboratório, processo crítico, refrigeração.
c) Pt100 a 3 fios: - Compensa resistência dos cabos. - 3º fio mede a resistência dos cabos. - Subtrai-se essa resistência da medição. - Crítico em cabos longos (10+ metros), onde resistência do cabo pode ser comparável aos 100 Ω do sensor. - Para ainda maior precisão: 4 fios (Kelvin).
d) Compensação de junção fria (CJC): - Termopar mede diferença de temperatura entre 2 junções (a sensora e a "fria" — onde se conecta ao instrumento). - Para obter temperatura absoluta, precisa de saber a da junção fria. - CJC mede temperatura no instrumento (com Pt100 ou termístor) e compensa. - Sem CJC, leitura teria erro = temperatura ambiente do instrumento (pode ser 20-30 °C).
Parte II · Sinais
Exercício 3 · Loop 4-20 mA (15 pts)
a) Porque é que 4-20 mA é standard em vez de 0-20 mA? b) Como funciona um transmissor "2 fios"? c) Tens 16 mA num sensor de pressão 0-10 bar. Que pressão indica? d) Tens 1 mA. O que isso indica? e) Sinais 4-20 mA são compatíveis com cabos longos? Porquê?
a) 4-20 mA vs 0-20 mA: - 4 mA = 0% (mínimo da gama). - 0-3 mA = avaria (cabo cortado, sensor avariado). - Diagnóstico imediato sem necessidade de comunicação adicional.
Com 0-20 mA, 0 mA é ambíguo (pode ser 0% real ou cabo cortado).
b) Transmissor 2 fios: - Apenas 2 fios entre sensor e PLC. - Esses 2 fios servem simultaneamente para alimentação E sinal. - PLC fornece 24 V CC no loop. - Sensor consome 4-20 mA correntemente, modificando-a conforme medição. - Simplicidade: 1 par de fios por sensor. - Standard em processo.
c) 16 mA num sensor 0-10 bar:
Sinal_actual = 16 mA
Sinal_mínimo = 4 mA = 0 bar
Sinal_máximo = 20 mA = 10 bar
Percentagem = (16 - 4) / (20 - 4) = 12/16 = 75%
Pressão = 0 + 75% × (10 - 0) = 7,5 bar
d) 1 mA: - Abaixo de 4 mA = avaria. - Causas possíveis: - Cabo cortado ou conexão solta. - Sensor avariado. - Alimentação do loop insuficiente (queda de tensão excessiva). - PLC deve gerar alarme.
e) Cabos longos com 4-20 mA: - Sim, compatível. - Razão: corrente mantém-se constante ao longo do cabo (Lei de Kirchhoff). - Queda de tensão existe (R do cabo × I), mas não afecta a magnitude da corrente. - Em 0-10 V, queda de tensão afecta directamente o sinal. - Para 24V de alimentação e queda < 4V (margem): comprimento de cabo até 1000+ metros com cabos de calibre standard.
Parte III · Calibração
Exercício 4 · Procedimento (15 pts)
Tens que calibrar um transmissor de pressão 0-10 bar / 4-20 mA. Descreve procedimento completo:
Procedimento de calibração — Transmissor 0-10 bar / 4-20 mA
Preparação: 1. Instrumento de referência: calibrador de pressão (Fluke 718, Beamex MC6) com certificado válido. 2. Ambiente: 20-25 °C estável; humidade < 80%. 3. Estabilização: instrumento sob teste ligado, em condições normais, por 15 min mínimo. 4. Documentar: identificação do instrumento (modelo, número série, gama), padrão usado, ambiente.
Conexões: 1. Linha de pressão: ligar calibrador a entrada do transmissor. 2. Linha eléctrica: ligar transmissor a fonte 24V CC + medir corrente com mA-mêter.
Execução (5 pontos, subindo + descendo):
Subindo (0% → 100%):
| Pressão aplicada (bar) | Sinal esperado (mA) | Sinal medido (mA) | Erro (mA) | Erro % |
|---|---|---|---|---|
| 0,00 (0%) | 4,00 | ___ | ___ | ___ |
| 2,50 (25%) | 8,00 | ___ | ___ | ___ |
| 5,00 (50%) | 12,00 | ___ | ___ | ___ |
| 7,50 (75%) | 16,00 | ___ | ___ | ___ |
| 10,00 (100%) | 20,00 | ___ | ___ | ___ |
Descendo (100% → 0%) — mesmos pontos para detectar histerese.
Procedimento por ponto: 1. Aplicar pressão exacta com calibrador (esperar estabilização ~1 min). 2. Ler corrente actual no mA-mêter. 3. Registar no formulário. 4. Calcular erro: - Erro absoluto = leitura - esperado. - Erro % = erro / span (16 mA) × 100%.
Avaliação: - Tolerância típica: ±0,2% do span (4 µA com span 16 mA). - Se todos os erros < tolerância: APROVADO. - Se erros > tolerância: ajustar zero e span.
Ajuste (se necessário): - Zero: aplicar 0 bar. Ajustar parafuso "ZERO" (ou via HART) até sinal = 4 mA. - Span: aplicar 10 bar. Ajustar parafuso "SPAN" até sinal = 20 mA. - Iteração: ajustar zero pode afectar span e vice-versa. Repetir 2-3 vezes.
Re-verificação: repetir os 5 pontos para confirmar dentro de tolerância.
Certificado de calibração:
CERTIFICADO DE CALIBRAÇÃO
Identificação:
- Instrumento: Transmissor de pressão XYZ
- Modelo: ABC-100
- N.º série: 2026-001
- Gama: 0-10 bar / 4-20 mA
- Tolerância: ±0,2% do span
Padrão de referência:
- Calibrador: Fluke 718-1G
- N.º série: 12345
- Certificado válido até: 31/12/2026 (anexado)
Condições:
- Temperatura ambiente: 21 °C
- Humidade: 55% HR
Resultados:
[Tabela dos 5 pontos com leituras subindo e descendo]
Histerese máxima: 0,05% ✓
Drift máximo: 0,1% ✓
Ajustes realizados:
- Zero: ajustado de 4,03 mA para 4,00 mA.
- Span: ajustado de 19,92 mA para 20,00 mA.
Conclusão:
☑ APROVADO (dentro de tolerância)
Próxima calibração: ___/___/2027 (1 ano)
Técnico calibrador: ___________________
Data: ___/___/___
Assinatura: __________________________
Arquivar: - Certificado físico na pasta do instrumento. - Cópia digital no CMMS. - Etiqueta colada no instrumento com "Calibrado em ___" + próxima data.
Exercício 5 · Tolerâncias (10 pts)
Um sensor de temperatura PT100 tem precisão declarada de ±0,5 °C numa gama de 0-200 °C. Em calibração, medes:
| Real (°C) | Leitura (°C) |
|---|---|
| 0 | 0,3 |
| 50 | 50,1 |
| 100 | 99,7 |
| 150 | 149,4 |
| 200 | 200,8 |
a) Calcula erro em cada ponto. b) Está dentro da tolerância? c) Que ajuste recomendarias?
a) Erros em cada ponto:
| Real | Leitura | Erro (Leitura - Real) | Status |
|---|---|---|---|
| 0 | 0,3 | +0,3 | OK (< 0,5) |
| 50 | 50,1 | +0,1 | OK |
| 100 | 99,7 | -0,3 | OK |
| 150 | 149,4 | -0,6 | NOK (> 0,5) |
| 200 | 200,8 | +0,8 | NOK (> 0,5) |
b) Dentro da tolerância?
NÃO. Erros nos pontos 150 °C (-0,6) e 200 °C (+0,8) excedem a tolerância de ±0,5 °C.
c) Análise do erro:
Padrão dos erros: - 0 → +0,3 (positivo). - 50 → +0,1 (positivo pequeno). - 100 → -0,3 (negativo). - 150 → -0,6 (negativo grande). - 200 → +0,8 (positivo grande).
Sem padrão linear claro — pode haver: - Não-linearidade (provável). - Sensor degradado. - Problema na electrónica do transmissor.
Recomendações:
- Ajuste de zero e span:
- Zero (0 °C): ajustar para anular +0,3 → ajustar leitura para 0,0.
- Span (200 °C): ajustar para anular +0,8 → ajustar leitura para 200,0.
-
Re-medir após ajuste. Erros intermédios podem mudar.
-
Se persistir erro > tolerância após ajuste:
- Substituir sensor (degradação irreversível).
- Verificar transmissor (electrónica pode ter falha não-linear).
-
Verificar cabos (perda de continuidade num fio do Pt100).
-
Investigar ponto a 200 °C especificamente:
-
Pode haver problema localizado em altas temperaturas (envelhecimento da junção).
-
Calibração extra: se aplicação só usa 0-100 °C, instrumento pode ser aceitável (todos os pontos dentro da tolerância). Definir gama de uso explicitamente.
-
Documentar:
- Resultado da calibração.
- Acções tomadas.
- Próxima calibração mais cedo (3-6 meses em vez de anual) para monitorizar.
Parte IV · Comunicação
Exercício 6 · HART vs 4-20 mA (10 pts)
a) O que é HART? b) Vantagens vs 4-20 mA puro? c) Hardware necessário? d) Em que aplicações o investimento extra se justifica?
a) HART (Highway Addressable Remote Transducer): - Protocolo de comunicação digital sobreposto a sinal analógico 4-20 mA. - Permite ler e escrever informação digital sem interromper o sinal analógico de medição. - Frequências: 1200 Hz (lógico "1") e 2200 Hz (lógico "0"), modulação FSK. - Velocidade: ~1200 bps (lenta mas suficiente para parâmetros).
b) Vantagens vs 4-20 mA puro:
- Diagnóstico avançado:
- Instrumento reporta erros internos (drift, saturação, falha de sensor).
-
PLC pode actuar antes de sinal 4-20 mA ficar errado.
-
Configuração remota:
- Gama ajustada à distância.
- Filtros, unidades, etc.
-
Não precisa deslocar técnico ao instrumento.
-
Calibração (em alguns instrumentos):
- Ajuste de zero/span remoto.
-
Histórico de calibrações armazenado no instrumento.
-
Identificação automática:
- Tag, número série, modelo, fabricante, versão de software.
-
Útil em inventário e manutenção.
-
Múltiplas variáveis num mesmo loop:
- Pressão diferencial: sensor reporta pressão + temperatura processo + temperatura interna.
-
Caudal: caudal volumétrico + densidade + temperatura.
-
Sem alteração de cablagem:
- HART funciona em cabos 4-20 mA standard.
- Pode adicionar sem refazer cabos.
c) Hardware necessário:
- Instrumento HART (a maioria dos transmissores modernos é compatível, ~+10-20% no preço).
- Comunicador HART (handheld) — Emerson 475, Fluke 754, ProComSol HM-BT-BAT-ER — 1000-3000 €.
- OU PLC com módulo HART: Siemens S7-1200/1500 com SM 1238, módulos Endress+Hauser, Rosemount.
- OU Multiplexer HART: gateway entre vários loops 4-20 mA e SCADA.
d) Aplicações onde se justifica:
- Processo crítico: refinarias, química, farmacêutica, alimentar.
- Instrumentos remotos / difíceis de aceder: tanques em altura, zonas perigosas.
- Grande número de instrumentos: 100+ transmissores → poupança em deslocações justifica.
- Manutenção preditiva: ler diagnósticos sem interrupção.
- Cobertura regulatória: produção farmacêutica/alimentar exige rastreabilidade.
Não justifica para: - Aplicações simples (pequenas máquinas). - Sensores não-críticos. - Sistemas antigos (custo de upgrade não compensa).
Tendência moderna: - HART substituído por fieldbus completos (Profibus PA, Foundation Fieldbus) em novas instalações. - IO-Link para sensores binários/analógicos simples. - Wireless HART para retrofit em difíceis acessos.
Parte V · Manutenção
Exercício 7 · Diagnóstico (15 pts)
PLC reporta erro num transmissor de temperatura: leitura indica -200 °C constantes (Pt100 com gama 0-200 °C).
a) Que indica este sintoma? b) Causas possíveis? c) Sequência de diagnóstico?
a) Sintoma: leitura "off-scale" mínima (-200 °C ou similar) num sistema 4-20 mA tipicamente corresponde a sinal < 4 mA (frequentemente 0 ou 3,5 mA).
PLC interpreta como "fora de gama" e reporta erro.
b) Causas possíveis:
- Cabo cortado entre sensor e PLC.
- Conector solto (nos terminais, na caixa de junção).
- Sensor avariado (Pt100 com resistência infinita = "aberto").
- Transmissor avariado (electrónica falhada).
- Alimentação do loop insuficiente (24V baixo).
- Cabo em curto-circuito com PE (em alguns sistemas, vai a 0V).
- Configuração errada no PLC (depois de troca de instrumento).
c) Sequência de diagnóstico:
1. Verificar visualmente (5 min): - Cabo entre sensor e PLC visível? Algum dano? - Sensor visível? Sinais de danos físicos? - Caixa de junção? Conectores apertados?
2. Medir corrente no loop (com multímetro/calibrador de loop): - Inserir mA-mêter em série no loop (em ponto acessível, como entrada do PLC). - Sinal real = ? - 0 mA: cabo aberto (cortado, conector solto) ou transmissor sem alimentação. - 2-3 mA: alimentação insuficiente do loop. - 4 mA: 0% da gama (mas leitura era -200, então transmissor está OK, problema noutro lado). - 20 mA: 100% da gama. - > 20 mA: leitura saturada (sensor curto).
3. Verificar alimentação: - Tensão no PLC: deve ser 24V CC (±5%). - Tensão chegar ao transmissor: medir nos seus terminais. - Se < 16V → alimentação insuficiente.
4. Verificar continuidade do cabo: - Desligar ambas as pontas. - Multímetro em modo continuidade entre os 2 fios. - Se infinito → cabo cortado em algum ponto.
5. Verificar resistência do Pt100 (com sensor desconectado do transmissor): - Multímetro entre os 2 terminais do Pt100. - A 20 °C: deve ler ~108 Ω (Pt100 a 20°C). - A 0 °C: 100 Ω. - Se infinito: Pt100 partido. Substituir. - Se ~0 Ω: Pt100 em curto. Substituir.
6. Substituir transmissor temporariamente: - Conectar calibrador de loop em vez do transmissor. - Injectar 12 mA (50%). - Se PLC lê correctamente 100 °C → transmissor é a causa. Substituir.
7. Diagnóstico HART (se aplicável): - Conectar comunicador HART ao loop. - Ler diagnósticos do transmissor: sensor desconectado? Saturação? Drift excessivo?
8. Reparação: - Identificada a causa, substituir o componente avariado. - Calibrar após substituição. - Verificar funcionamento.
9. Análise causa-raiz (post-mortem): - Porque é que o sensor/cabo falhou? - Há padrão (outros sensores similares próximos a falhar)? - Foi degradação normal ou problema externo (humidade, vibração, choque)? - Acção preventiva para outros equipamentos similares.
10. Documentação: - OT preenchida. - CMMS actualizado. - Histórico do instrumento com data, problema, solução.
Exercício 8 · Plano de calibração (10 pts)
Para uma fábrica com: - 30 termopares. - 20 transmissores de pressão. - 10 caudalimetros. - 5 sensores de pH.
Elabora plano anual de calibração:
Plano Anual de Calibração — Fábrica Industrial
Total: 65 instrumentos.
Classificação por criticidade:
Críticos (segurança ou qualidade): 10 instrumentos. - 3 termopares (controlam forno crítico). - 3 transmissores de pressão (segurança em vasos pressurizados). - 2 caudalimetros (medição fiscal ou crítica). - 2 sensores de pH (controlo de processo crítico). - Frequência: trimestral.
Importantes (qualidade ou eficiência): 25 instrumentos. - 15 termopares. - 10 transmissores de pressão. - Frequência: semestral.
Standards (monitorização normal): 30 instrumentos. - 12 termopares. - 7 transmissores de pressão. - 8 caudalimetros. - 3 sensores de pH. - Frequência: anual.
Calendário:
ANO 2026 — PLANO DE CALIBRAÇÃO
JANEIRO:
- Críticos (T1): 10 instrumentos calibrados.
FEVEREIRO:
- Importantes (T1 — primeiro lote): 12 instrumentos.
MARÇO:
- Importantes (T1 — segundo lote): 13 instrumentos.
ABRIL:
- Críticos (T2): 10 instrumentos.
MAIO:
- Standards (lote 1): 15 instrumentos.
JUNHO:
- Standards (lote 2): 15 instrumentos.
JULHO:
- Críticos (T3): 10 instrumentos.
AGOSTO (férias):
- Apenas manutenção. Re-verificações se necessário.
SETEMBRO:
- Importantes (T2 — primeiro lote): 12 instrumentos.
OUTUBRO:
- Importantes (T2 — segundo lote): 13 instrumentos.
NOVEMBRO:
- Críticos (T4): 10 instrumentos.
DEZEMBRO:
- Auditoria do plano. Preparação plano 2027.
TOTAL ANO: 130 calibrações (alguns instrumentos múltiplas vezes).
Equipa:
Interna: - 1 técnico calibrador formado (8h/semana dedicado). - Equipamento próprio: calibradores Fluke, padrões internos.
Externa (subcontratada): - Critical mass calibrations OU sensores especializados (pH precisa). - Laboratório acreditado IPAC.
Investimento:
Equipamentos (uma vez): - Calibrador temperatura Fluke 754: 4000 €. - Calibrador pressão Fluke 718: 1500 €. - Calibrador 4-20 mA: 1000 €. - Padrões de pH: 500 €. - Total: ~7000 €.
Anual: - Calibração dos padrões internos (rastreabilidade): 1500 €. - Subcontratação (instrumentos complexos): 2000 €. - Tempo do técnico: 8h × 50 semanas × 30 €/h = 12 000 €. - Material consumível: 500 €. - Total anual: ~16 000 €.
Custo por calibração: - 130 calibrações / 16 000 € = ~125 €/cada.
Documentação:
- CMMS com:
- Lista completa de instrumentos.
- Calendário automatizado.
- Alertas 30 dias antes do vencimento.
- Certificados anexados a cada instrumento.
- Etiquetas físicas nos instrumentos:
- Data última calibração.
- Data próxima calibração.
- Status (Apto / Restrito / Fora de serviço).
- Arquivo central (físico + digital).
Indicadores:
- % calibrações no prazo: > 95%.
- % aprovações em primeira tentativa: > 90%.
- Drift médio ao longo do tempo: tendência decrescente (sinal de bom controlo).
- Custo de calibração / valor produzido: < 0,1%.
Benefícios:
- Qualidade do produto garantida.
- Conformidade (ISO 9001 exige calibração).
- Auditorias facilitadas (clientes, certificadores).
- Detecção precoce de degradação de instrumentos.
- Redução de avarias (instrumentos desviados podem causar mau funcionamento de processos).