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UC UC02931 · T. Mecatrónica

Ficha 02 · Programa, HMI, diagnóstico, segurança

PLC programa, fieldbus, troubleshooting, segurança
Versão · Aluno
Tempo · 60 minutos
Cotação · 100 pontos
Aluno(a)
Turma
Data
Objectivos da ficha

Parte I · Programação

Exercício 1 · GRAFCET vs ladder (15 pts)

Para sequência A+ B+ A− B− (2 cilindros sequenciais):

a) Desenha o GRAFCET correspondente. b) Indica vantagens do GRAFCET vs ladder para sequências longas. c) Que PLCs suportam GRAFCET nativamente?

a) GRAFCET:

   ┌──┐
    0  Inicial. Aguarda START.
   └─┬┘  Condições: START AND B2A AND B4B
     
     
   ┌──┐
    1  EV_A+ = 1 (avanço de A)
   └─┬┘  Transição: B1A (A no fim)
     
     
   ┌──┐
    2  EV_A+ = 0; EV_B+ = 1
   └─┬┘  Transição: B3B (B no fim)
     
     
   ┌──┐
    3  EV_B+ = 0; EV_A = 1 (em biestável) / EV_A+ = 0 (em monostável)
   └─┬┘  Transição: B2A (A recolhido)
     
     
   ┌──┐
    4  EV_A = 0; EV_B = 1
   └─┬┘  Transição: B4B (B recolhido)
     
     
  (volta a 0)

b) Vantagens GRAFCET vs ladder em sequências longas: - Visual e claro — qualquer engenheiro mecânico ou electrotécnico lê GRAFCET facilmente. - Estado actual visível — em runtime, vê-se qual o estado activo. - Manutenção fácil — modificar uma fase não afecta as outras. - Documentação implícita — o esquema é praticamente o manual. - Permite paralelismo (vários estados activos em ramos paralelos).

Ladder torna-se confuso para sequências com > 5 estados (muitas memórias auxiliares, lógica difícil de seguir).

c) PLCs com suporte nativo de GRAFCET: - Siemens TIA Portal (S7-1200/1500) — implementação chamada GRAPH (S7-GRAPH). - Schneider EcoStruxure Control Expert (Modicon Quantum, M580) — implementação chamada SFC (Sequential Function Chart). - Beckhoff TwinCAT — SFC standard. - CodeSys (PLCs OEM como Wago, Eaton) — SFC.

Norma: IEC 61131-3 define SFC (Sequential Function Chart) que é praticamente equivalente a GRAFCET (IEC 60848).

Para PLCs sem suporte nativo: pode-se implementar GRAFCET em ladder, usando uma memória por estado e transições explícitas. Mas perde-se a vantagem visual.

Exercício 2 · Memórias retentivas (10 pts)

a) Que diferença entre memória retentiva e não-retentiva num PLC? b) Para que aplicações se usa cada tipo? c) Em queda de tensão, o que acontece a cada uma? d) Como se garante segurança em sistemas com memórias retentivas?

a) Diferenças: - Não-retentiva (volátil): conteúdo perdido em queda de tensão; reinicia em zero quando PLC arranca. - Retentiva (não-volátil): conteúdo guardado em memória não volátil (EEPROM, flash, RAM com bateria); recuperado tal como estava antes da queda de tensão.

b) Aplicações: - Não-retentiva: estados temporários, contadores que devem reiniciar, comunicação com sensores em tempo real. - Retentiva: contadores de produção, parâmetros de configuração, estado da máquina (para retomar sequência após reset).

c) Em queda de tensão: - Não-retentiva: vai a zero. Sistema arranca como novo. - Retentiva: mantém último valor. Sistema pode retomar onde parou.

d) Segurança em sistemas com retentivas:

Problema: se memória retentiva guardou "máquina em estado 5 (cilindro avançado, peça apertada)" e há queda de tensão, ao voltar: - Memória retentiva ainda diz estado 5. - Mas posição real dos cilindros pode ter mudado (recuo por mola em monostáveis, ou estão na última posição em biestáveis mas a peça foi removida). - Risco: sistema pensa que está em estado 5 e executa estado 6 (que assume condições do 5) → movimento inesperado, perigoso.

Soluções: 1. Estado de inicialização forçado: após queda de tensão, sistema vai sempre para estado inicial (todos os cilindros recolhidos verificados por sensores). Memória retentiva é ignorada para a sequência. 2. Validação de coerência: ao arrancar, PLC verifica se sensores correspondem ao estado retentivo. Se discrepância, vai para estado seguro e alerta operador. 3. Apenas dados não-críticos retentivos: contadores, parâmetros, alarmes históricos. Estado da sequência: não-retentivo.

Recomendação norma: ISO 13849 (segurança em máquinas) exige análise de queda de tensão. Em prática: maioria das máquinas modernas vai para estado inicial seguro após queda de tensão, ignorando memórias retentivas críticas.

Parte II · HMI e fieldbus

Exercício 3 · HMI (10 pts)

Numa máquina com 4 cilindros pneumáticos comandados por PLC, projecta o HMI (touch panel):

a) Que ecrãs deve ter? b) Que dados mostrar? c) Que botões/funções incluir?

a) Ecrãs típicos:

  1. Ecrã principal / Operação: status geral da máquina, botões essenciais.
  2. Manual: comando individual de cada cilindro (para teste e manutenção).
  3. Receitas: parâmetros de produto (tempo de ciclo, força, sequência).
  4. Alarmes: histórico e activos.
  5. Estatísticas / produção: contadores, gráficos.
  6. Configuração: parâmetros gerais, IP, password (admin).
  7. Diagnóstico: estado de cada I/O, comunicação fieldbus, versão de software.

b) Dados a mostrar no ecrã principal:

c) Botões / funções essenciais:

Em modo manual (ecrã separado): - Botão AVANÇA A / RECUA A para cada cilindro individualmente. - Sinalização do estado de cada sensor.

Boas práticas HMI: - Cores consistentes: verde = OK, amarelo = aviso, vermelho = alarme. - Tamanho dos botões: ≥ 30 × 30 mm para serem premíveis com luvas. - Hierarquia clara: ecrã principal não cheio de informação; detalhes em sub-ecrãs. - Multilingue se aplicável (PT, EN, ES). - Backup do projecto sempre (cartão SD + cloud).

Software: Siemens WinCC (TIA Portal), Schneider Vijeo Designer, Pro-face GP-Pro EX.

Exercício 4 · Profinet vs Profibus (10 pts)

a) Que diferença entre Profinet e Profibus? b) Qual é mais moderno e porquê? c) Quando usar cada? d) Quais os principais concorrentes em fieldbus industrial?

a) Diferenças: - Profibus (Process Field Bus, anos 1990): comunicação série tipo "daisy chain" (RS-485). Velocidade até 12 Mbit/s. Endereçamento até 127 nós. - Profinet (Process Field Network, anos 2000+): comunicação Ethernet industrial (100 Mbit/s ou 1 Gbit/s). Endereçamento por IP.

b) Profinet é mais moderno porque: - Velocidade superior (100 Mbit/s vs 12 Mbit/s) → ciclos rápidos. - Baseado em Ethernet → compatibilidade com IT (rede corporativa, internet). - Topologia flexível (estrela, linha, anel, mistas). - Diagnóstico avançado com web servers nos dispositivos. - IRT (Isochronous Real-Time) garante tempo determinístico para aplicações críticas (servomotores, robôs).

c) Quando usar cada:

d) Concorrentes em fieldbus industrial: - EtherCAT (Beckhoff) — Ethernet industrial muito rápido (microssegundos). Standard em automação de movimento, servo. - EtherNet/IP (Rockwell/Allen-Bradley) — Ethernet para CIP (Common Industrial Protocol). Popular nos EUA. - Modbus TCP — versão Ethernet do Modbus RTU. Simples, universal, muito usado em retrofit e equipamentos diversos. - PowerLink (B&R) — Ethernet determinístico. - CC-Link IE (Mitsubishi) — popular na Ásia. - IO-Link — comunicação ponto-a-ponto sensor/actuador (não é fieldbus, é interface). Crescimento rápido.

Tendência: convergência para Ethernet (TCP-IP based). PROFINET, EtherNet/IP e EtherCAT são os 3 grandes globalmente.

Parte III · Diagnóstico

Exercício 5 · Online com TIA Portal (10 pts)

a) Que ferramentas oferece o TIA Portal para diagnóstico online? b) Como detectar um sensor em estado errado? c) Como verificar comunicação Profinet? d) Que cuidados ter ao "forçar" valores em modo online?

a) Ferramentas online TIA Portal:

b) Detectar sensor em estado errado: - Em Monitor, observar a entrada correspondente ao sensor. - Mover/activar manualmente o sensor (peça à frente / íman aproximado). - Entrada deve mudar o estado (0→1 ou 1→0). - Se não muda: sensor avariado, cabo cortado, ou problema na entrada do PLC. - Se muda mas no momento errado: sensor mal posicionado ou tipo errado (NO em vez de NC).

c) Verificar comunicação Profinet: - Em Network View, ver topologia. - Estado de cada dispositivo Profinet com indicador verde (OK) ou vermelho (erro). - Diagnostic buffer mostra eventos: dispositivo perdeu comunicação, restart, etc. - Web server de cada dispositivo (acessível por browser): mostra estado interno.

d) Cuidados com "Force": - Risco: forçar uma saída faz a máquina mover-se mesmo sem o programa o pedir. - Antes de forçar: - Garantir que ninguém está perto da máquina. - Verificar que o movimento forçado é seguro. - Em sistemas com inter-bloqueios (segurança, fim-de-curso), o force pode contornar essas protecções. - Forçar entradas geralmente é mais seguro (não move actuadores directamente). - Forçar saídas é mais perigoso (move actuadores). - Indicação clara no TIA Portal quando há force activos. - Limpar forces após teste (caso contrário ficam permanentemente, criando comportamento inesperado).

Em programa industrial real, força deve ser usada apenas por técnicos qualificados, com permissão, e durante intervenções controladas.

Parte IV · Segurança

Exercício 6 · Categoria de segurança (15 pts)

Para uma prensa pneumática com risco elevado para o operador:

a) Que categoria de segurança aplicar (ISO 13849)? b) Que componentes de segurança são necessários? c) Que cablagem usa-se? d) Como o PLC standard se integra com os componentes de segurança?

a) Categoria de segurança:

Norma ISO 13849 define categorias com base em PL (Performance Level): - PLa (mais baixo): baixo risco. - PLb, PLc, PLd, PLe (mais alto): risco crescente.

Categoria correspondente: - Cat. B: básica. - Cat. 1: bem testada. - Cat. 2: monitorização periódica. - Cat. 3: falha única detectada. - Cat. 4 (mais alta): qualquer falha detectada, sistema vai a estado seguro.

Prensa pneumática perigosa: tipicamente PLd ou PLe (Cat. 3 ou 4). Análise de risco precisa será feita conforme ISO 12100 (avaliação de riscos).

Para PLe (mais comum em prensas): - Redundância em todos os caminhos de segurança. - Auto-monitorização de falhas. - Validação por terceiros (CE, marcação).

b) Componentes de segurança:

  1. Botões de emergência (E-stop) — vermelhos cogumelo, com latch, mínimo 1 por área:
  2. Contactos: 1 NC duplo (2 canais independentes).
  3. Posicionamento: < 0,6 s alcance de qualquer ponto de operação.

  4. Comando bi-manual (em prensas):

  5. 2 botoeiras de segurança espaçadas > 50 cm.
  6. Contactos: cada com 1 NO + 1 NC.

  7. Barreira óptica ou scanner laser (se a zona perigosa não pode ser totalmente fechada):

  8. Resolução conforme tamanho a detectar.
  9. Distância de paragem calculada.

  10. Porta de protecção com sensor de bloqueio:

  11. Magnético com codificação (não simulável com íman comum).
  12. Bloqueio mecânico se há perigo residual (cilindros em movimento).

  13. Relés de segurança certificados:

  14. Pilz PNOZ, Sick UE, Schmersal SRB, ABB Jokab.
  15. Categoria PLe / Cat. 4.
  16. Auto-monitorização interna.

  17. PLC de segurança (em sistemas grandes):

  18. Siemens S7-1500F, Allen-Bradley GuardLogix.
  19. Programa de segurança auditável.
  20. Custo: 2-4× PLC standard.

c) Cablagem de segurança:

d) Integração PLC standard com segurança:

Componentes seguros (E-stop, bi-manual, barreira)
                         Sinais redundantes
                Relé de segurança certificado
                         Saída de segurança (contacto seco, único)
                Habilitação para:
    ── Contactor de potência (corta motor / electroválvula crítica)
    ── Entrada do PLC (Q PLC fica desactivado se entrada de habilitação = 0)

Princípio: o relé de segurança é a barreira de hardware certificada. Mesmo que o PLC standard falhe (programa corrupto, software bug), o relé de segurança intervém em hardware: - Corta directamente o contactor de potência. - Sinaliza ao PLC que segurança está activa (PLC reage adequadamente).

PLC standard nunca pode ser o único elemento de segurança em máquina perigosa — é necessário hardware certificado independente.

Marcação CE: prensa que será comercializada precisa de declaração CE com avaliação de conformidade. Categoria PLe geralmente exige terceiros (TÜV, organismo notificado). Análise de risco, documentação técnica, manual do utilizador são obrigatórios.

Exercício 7 · Análise de risco (10 pts)

Para o cilindro pneumático Ø 100 mm que desce verticalmente sobre uma mesa de trabalho:

a) Identificar 4 riscos potenciais para o operador. b) Atribuir nível de severidade e probabilidade a cada um. c) Propor medida de mitigação para cada risco.

Riscos identificados:

Risco 1 — Esmagamento das mãos durante descida do cilindro: - Severidade: muito alta (lesões graves, possível amputação). - Probabilidade: média-alta (operador trabalha junto à mesa). - Mitigação: - Comando bi-manual obrigatório com relé de segurança Cat. 4. - Distância dos botões à mesa > 50 cm (operador não consegue ter as mãos na mesa e premir os botões). - Barreira óptica sobre a zona de trabalho se bi-manual não for suficiente (limita acesso durante movimento).

Risco 2 — Queda do cilindro por falha de pressão: - Severidade: alta (esmagamento de objectos ou pessoas se houver mão sob o cilindro parado). - Probabilidade: média (queda de pressão acontece em fugas, manutenção, falha de bomba). - Mitigação: - Travão de retenção no cilindro (mecânico) que actua em falta de pressão. - Válvula de bloqueio no cilindro que mantém pressão na câmara inferior em caso de falha (válvula pilotada de bloqueio). - Suporte mecânico de segurança (calço inserível) quando há intervenção sob o cilindro.

Risco 3 — Movimento inesperado em retorno de tensão eléctrica: - Severidade: alta (operador pode estar a fazer manutenção quando tensão volta). - Probabilidade: baixa-média (depende de procedimentos de LOTO). - Mitigação: - LOTO (Lockout/Tagout) obrigatório: bloquear interruptor principal antes de qualquer intervenção. - Sequência de arranque controlada: ao retornar tensão, sistema vai para estado seguro inicial; cilindro não move até operador confirmar. - Sinalização visual (lâmpada vermelha) durante movimento.

Risco 4 — Ruído pneumático na descarga (escape) excessivo: - Severidade: baixa-média (lesão auditiva crónica em exposição prolongada). - Probabilidade: alta (descarga frequente em ciclos rápidos). - Mitigação: - Escapes silenciados em todas as válvulas (acessórios Festo U-1/4 ou equivalente). - Protectores auriculares se nível ainda > 80 dB(A) após silenciadores. - Medição de ruído anual para confirmar conformidade.

Risco 5 — Sopro de partículas (em sistemas com sopragem): - Severidade: média (lesão ocular). - Probabilidade: média. - Mitigação: - Óculos panorâmicos obrigatórios. - Defletor na zona de sopragem. - Pressão de sopragem reduzida ao mínimo necessário.

Risco 6 — Fogo (em pó de madeira ou similar): - Severidade: alta. - Probabilidade: baixa em ar comprimido normal. - Mitigação: - Sistema bem ligado à terra (eliminar electrostática). - Extintor próximo.

Matriz de risco (severidade × probabilidade) ajuda a priorizar: - Riscos alto + alto: agir imediatamente. - Riscos médio + alto: implementar mitigações rápido. - Riscos baixo + qualquer: aceitar mitigações simples.

Esta análise é obrigatória conforme Directiva Máquinas 2006/42/CE (transposta em Portugal por Decreto-Lei). Resultado: dossier técnico de máquina com avaliação de riscos, medidas implementadas, e marcação CE.

Parte V · Caso prático

Exercício 8 · Conversão pneumático para electropneumático (15 pts)

Tens um sistema de comando puramente pneumático (anos 1990) com: - 2 cilindros duplo efeito. - Válvulas direccionais 5/2 com piloto pneumático. - Botoeiras 3/2 manuais. - Fim-de-curso pneumáticos (válvulas 3/2 com rolo). - AND/OR pneumáticos.

Cliente pede modernização para PLC + electroválvulas + sensores eléctricos.

a) Listar vantagens da conversão. b) Que componentes substituir? c) Investimento estimado. d) Cuidados na transição.

a) Vantagens da conversão:

b) Componentes a substituir:

Pneumático antigo Substituir por
Botoeiras 3/2 manuais Botões eléctricos (NO/NC)
Válvulas direccionais com piloto pneumático Electroválvulas (5/2 ou 5/3 com solenoide 24V CC)
Fim-de-curso pneumáticos (3/2 com rolo) Sensores magnéticos (Reed/Hall) ou fim-de-curso eléctricos
Válvulas AND/OR Lógica no PLC (não precisam de hardware)
Temporizadores pneumáticos Temporizadores do PLC
Memórias pneumáticas (válvulas biestáveis) Memórias no PLC ou electroválvulas biestáveis com PLC

A manter (não precisa substituir): - Cilindros (com pistão magnetizado para usar sensores Reed). - Compressor, reservatório, secador. - Tratamento (FRL). - Canalização principal.

A acrescentar: - PLC (Siemens S7-1200 ou equivalente). - Quadro eléctrico com fonte 24V CC, disjuntores, bornes. - HMI touch panel. - Sensores e cabos. - Documentação técnica nova.

c) Investimento estimado (sistema com 2 cilindros):

Item Custo
PLC S7-1200 1212C 280 €
HMI 7" Siemens KTP700 350 €
2 electroválvulas 5/2 com solenoide 300 €
4 sensores magnéticos 120 €
Botoeiras + lâmpadas (start, stop, alarme) 100 €
Fonte 24V CC 3A 100 €
Quadro eléctrico + cablagem + bornes 300 €
Mão-de-obra projecto + montagem + programação 1500-2500 €
Documentação + comissionamento 500 €
Total estimado 3500-4500 €

Para sistema com mais cilindros, custo escala (cada cilindro adicional ~500-700 €).

d) Cuidados na transição:

  1. Documentar o sistema actual completamente antes de começar:
  2. Esquema pneumático actual.
  3. Sequência de operação.
  4. Tempos típicos.
  5. Comportamento em emergência.

  6. Manter um período de coexistência se possível:

  7. Pode-se converter parte a parte (1 cilindro de cada vez).
  8. Sistema antigo continua operacional enquanto se constrói novo.

  9. Pré-testar tudo em bancada antes de instalar na máquina:

  10. PLC programado e simulado.
  11. HMI configurado.
  12. Sensores e válvulas individualmente testados.

  13. Plano de paragem da produção:

  14. Comunicar com cliente.
  15. Janela de 1-3 dias para instalação física + comissionamento.
  16. Plano B se algo correr mal (voltar ao antigo? ter peças de reserva?).

  17. Treinar operadores:

  18. Antes do HMI ser produtivo.
  19. Manual de utilizador novo.
  20. Sessão prática de 1-2 horas.

  21. Treinar técnicos de manutenção:

  22. Novo paradigma (PLC vs pneumática pura).
  23. Onde encontrar documentação, backups, contactos do fornecedor.
  24. Procedimentos de manutenção alterados.

  25. Documentação final completa:

  26. Esquema eléctrico.
  27. Programa do PLC (impresso e em arquivo).
  28. Manual do operador.
  29. Manual de manutenção.
  30. Backup do programa (cartão SD + cloud).
  31. Lista de peças de substituição (BOM com referências).

Garantia: integrador típicamente dá 6-12 meses de garantia + suporte. Inclui correcções de bugs descobertos após arranque.

Conclusão: conversão pneumático → electropneumático paga-se geralmente em 1-3 anos por: - Redução de tempo de manutenção (~50%). - Aumento de produtividade (HMI permite optimizar parâmetros). - Redução de avarias não programadas (diagnóstico imediato). - Flexibilidade para novos produtos.