Ficha 01 · Componentes, cablagem, programa
- Electroválvulas
- Sensores
- PLC
- Programa
Parte I · Electroválvulas
Exercício 1 · Tipos e escolha (15 pts)
Para cada aplicação, indica o tipo de electroválvula adequado:
a) Cilindro simples efeito (Ø 25 mm) para marcação. b) Cilindro duplo efeito (Ø 50 mm) com necessidade de paragem intermédia. c) Cilindro duplo efeito que deve manter posição em queda de tensão. d) Cilindro duplo efeito que deve recolher em queda de tensão (segurança). e) Comando de ventosa (vácuo on/off).
a) 3/2 NC monostável com solenoide + mola. Simples efeito basta uma única câmara comandada; mola devolve em queda de tensão (segura para marcação).
b) 5/3 com centro fechado monostável (com 2 solenoides + mola central, ou 2 solenoides + retorno por mola). 3 posições permitem paragem intermédia. Centro fechado mantém cilindro na posição em que parou.
c) 5/2 biestável (2 solenoides, sem mola). Mantém última posição mesmo em queda de tensão. Útil para apertar peças durante processos longos.
d) 5/2 monostável (1 solenoide + mola). Em queda de tensão, mola devolve à posição segura (cilindro recolhido). Standard em prensas, máquinas com zona de risco.
e) 3/2 NC para comando do gerador de vácuo (Venturi). Activa → ar passa → vácuo gerado → ventosa agarra. Desactiva → ar pára → vácuo desaparece → solta.
Para libertação rápida (acabar a sucção mais rapidamente): 3/2 com sopro que após desligar vácuo aplica brevemente ar à ventosa (anti-stick).
Exercício 2 · Especificações eléctricas (10 pts)
Uma electroválvula tem na placa: 24V CC, 4 W, conector DIN 43650.
a) Calcula a corrente da bobina. b) Que tipo de fonte alimentação se usa? c) Como se protege a saída do PLC contra surtos? d) Que vantagem tem o conector com LED?
a) Corrente: I = P / U = 4 / 24 = 0,167 A = 167 mA.
Esta corrente é compatível com saídas digitais standard do PLC (0,5 A típico). Várias electroválvulas podem ser ligadas a um único módulo de saídas sem sobrecarga.
b) Fonte de alimentação 24V CC: - Fonte chaveada (switching) industrial em DIN rail. - Capacidade: somar correntes de todas as cargas (electroválvulas + sensores + PLC) + margem 30%. - Exemplo: 20 electroválvulas × 0,2 A + 30 sensores × 0,1 A + PLC 1 A = 8 A → fonte 10 A com margem. - Marca típica: Phoenix Contact, Mean Well, Siemens SITOP.
c) Protecção contra surtos: - Bobina em desconexão gera f.e.m. induzida (tensão) que pode atingir 100-300 V. - Protecção: diodo de roda livre em paralelo com a bobina (ânodo a 0V, cátodo a +24V). Quando bobina desconecta, energia armazenada flui pelo diodo em vez de criar pico de tensão. - Conector com diodo integrado é o mais prático. - Alternativa: PLCs Siemens recentes têm protecção interna; verificar manual.
d) Conector com LED: - LED acende quando a bobina recebe tensão. - Diagnóstico imediato: olhar à válvula confirma que sinal eléctrico está a chegar (ou não). - Inestimável em diagnóstico de avarias — separa imediatamente problema eléctrico (LED não acende) de problema pneumático (LED acende mas válvula não comuta). - Custo extra: 3-8 € por conector. Vale sempre a pena.
Parte II · Sensores
Exercício 3 · Escolha de sensor (15 pts)
Para cada aplicação, indica o tipo de sensor mais adequado e justifica:
a) Detectar fim-de-curso de cilindro pneumático Festo (com pistão magnético). b) Detectar peça metálica que se aproxima numa esteira (sem contacto). c) Detectar nível de água num depósito. d) Contar peças (caixas) numa esteira a 1 m de distância. e) Confirmar que pressão de prensagem atingiu 6 bar.
a) Sensor magnético (Reed switch ou Hall) específico de cilindro Festo. Clipa no exterior; detecta pistão magnético. Tipo: 3 fios PNP NO para PLC standard. - Ref típica: Festo SMT-8M-A-PS-24V-K2,5-OE.
b) Sensor indutivo blindado (M12 ou M18, distância 5-8 mm). Sem contacto = sem desgaste; ideal para detecção de peças metálicas em produção. - Ref típica: SICK IM12-04BPS-ZC1 (M12, 4 mm, PNP NO).
c) Sensor capacitivo (detecta líquidos) ou sensor flutuador mecânico (simples e robusto para níveis discretos). - Capacitivo: detecta sem contacto mas pode ter falsos positivos com humidade exterior. - Flutuador: contacto seco simples; standard em depósitos. - Para nível contínuo: sonda ultra-sónica ou de pressão.
d) Sensor fotoeléctrico difuso (alcance até 2 m) ou reflexivo com espelho do outro lado (mais fiável a 1 m). Caixas a 1m são detectáveis facilmente. - Ref típica: SICK WL12-2 (reflexivo, alcance 4 m).
e) Pressostato pneumático ajustável com saída eléctrica. Activa contacto quando pressão atinge setpoint configurado (6 bar neste caso). - Ref típica: Festo PEN-1/8-6 (ajustável 1-12 bar, saída PNP).
Exercício 4 · PNP vs NPN (10 pts)
a) Que diferença entre PNP e NPN? b) Que padrão domina na Europa? c) Se um PLC tem entradas PNP e queres ligar um sensor NPN, que problema podes ter? d) Como se resolve esta incompatibilidade?
a) Diferença: - PNP (sourcing/source): ao detectar, sensor liga +24V à saída. Carga (entrada PLC) ligada entre saída e 0V. - NPN (sinking/sink): ao detectar, sensor liga 0V à saída. Carga ligada entre +24V e saída.
Internamente: - PNP: transistor PNP comutando a alimentação positiva. - NPN: transistor NPN comutando a alimentação negativa.
b) Padrão europeu: PNP. Standard em PLCs Siemens, Schneider, Beckhoff, Phoenix Contact. Quase todos os sensores europeus são PNP.
Padrão asiático/americano: tradicionalmente NPN, mas em transição para PNP nos últimos anos.
c) Problema ao ligar NPN a entrada PNP: - Entrada PNP espera +24V quando activa. - Sensor NPN dá 0V quando activa. - Resultado: lógica invertida OU não funciona de todo.
Pode ainda pior: dependendo da entrada interna do PLC, pode-se danificar componentes (tipicamente não destrutivo, mas comportamento errático).
d) Soluções:
Solução 1: substituir sensor por PNP equivalente. Recomendado.
Solução 2: usar PLC com entradas configuráveis (PNP/NPN selecionáveis por software). Alguns PLCs modernos têm esta opção (Beckhoff CX, Siemens S7-1500 com módulos específicos).
Solução 3: usar relé intermédio — sensor NPN actua bobina de 24V referenciada à massa errada... complicado, melhor usar conversor de polaridade. Existe componente comercial (5-15 €) que converte NPN ↔ PNP. Phoenix Contact, Murr Elektronik têm referências.
Solução 4: redesenhar circuito com referência invertida. Geralmente não é prático em sistema já instalado.
Lição: especificar sempre PNP ao comprar sensores na Europa. Misturar tipos em retrofit pode custar muito caro em tempo de diagnóstico.
Parte III · Programa e cablagem
Exercício 5 · Cablagem (15 pts)
Tens um PLC Siemens S7-1200 com: - 14 entradas digitais (PNP, 24V CC). - 10 saídas digitais (transistor, 24V CC, 0,5 A).
Tens que ligar: - 8 sensores magnéticos (2 por cilindro × 4 cilindros). - 2 botoeiras (start, stop). - 1 sensor de pressão. - 4 electroválvulas 5/2 monostáveis (24V, 5W cada). - 1 lâmpada de sinalização (24V, 5W).
a) Verifica se o número de I/Os é suficiente. b) Faz a lista de I/Os mapeada (que sensor/válvula a que entrada/saída do PLC). c) Dimensiona a fonte de alimentação 24V CC.
a) Verificação de I/Os: - Entradas necessárias: 8 + 2 + 1 = 11 (PLC tem 14: OK, sobram 3). - Saídas necessárias: 4 + 1 = 5 (PLC tem 10: OK, sobram 5).
Sistema cabe no PLC base sem necessidade de módulos de expansão.
b) Mapa de I/Os:
| Endereço | Componente | Tipo |
|---|---|---|
| I0.0 | Botão START | Botoeira NO |
| I0.1 | Botão STOP / emergência | Botoeira NC |
| I0.2 | Cilindro A — recolhido (B2A) | Sensor magnético |
| I0.3 | Cilindro A — avançado (B1A) | Sensor magnético |
| I0.4 | Cilindro B — recolhido (B2B) | Sensor magnético |
| I0.5 | Cilindro B — avançado (B1B) | Sensor magnético |
| I0.6 | Cilindro C — recolhido (B2C) | Sensor magnético |
| I0.7 | Cilindro C — avançado (B1C) | Sensor magnético |
| I1.0 | Cilindro D — recolhido (B2D) | Sensor magnético |
| I1.1 | Cilindro D — avançado (B1D) | Sensor magnético |
| I1.2 | Pressão atingida (6 bar) | Pressostato |
| I1.3 | (livre — reserva) | |
| I1.4 | (livre — reserva) | |
| I1.5 | (livre — reserva) | |
| Q0.0 | EV Cilindro A | 24V CC |
| Q0.1 | EV Cilindro B | 24V CC |
| Q0.2 | EV Cilindro C | 24V CC |
| Q0.3 | EV Cilindro D | 24V CC |
| Q0.4 | Lâmpada "ciclo activo" | 24V CC |
| Q0.5 | (livre — reserva) | |
| Q0.6 | (livre — reserva) | |
| Q0.7 | (livre — reserva) |
5 entradas e 4 saídas reserva para expansão futura.
c) Fonte de alimentação 24V CC:
Consumo: - PLC: ~0,5 A (24V). - 8 sensores PNP: 8 × 0,015 A = 0,12 A. - 4 electroválvulas (24V, 5W): 4 × 0,2 A = 0,8 A (todas activas, pior caso). - Lâmpada (24V, 5W): 0,2 A. - Margem para auxiliares: 0,3 A. - Total: ~2 A.
Com margem 30%: 2,6 A.
Standard comercial: fonte 3 A ou 5 A (pequena diferença de preço). Escolher 5 A dá grande margem para futuras adições.
Ref típica: Phoenix Contact QUINT4-PS/1AC/24DC/5 (5 A, 24V, alimentação 100-240 V CA). Custo ~150 €.
Alternativa económica: Mean Well DR-120-24 (5 A, 24V). Custo ~50 €.
Notas: - Fonte montada em DIN rail no quadro eléctrico. - Saída protegida por disjuntor termo-magnético 5 A no lado 24V. - LEDs indicadores facilitam diagnóstico.
Exercício 6 · Programa simples (15 pts)
Programa em ladder (descrito em texto/pseudo-código) para:
- Cilindro A avança quando botão START e cilindro está recolhido (B2A).
- Cilindro A recua automaticamente quando atinge fim de curso (B1A) após 2 segundos de espera.
- Botão STOP / emergência interrompe e leva tudo a estado seguro.
Ladder simplificado (notação Siemens):
Network 1: Iniciar movimento de avanço
| I0.0 I0.2 I0.1 M0.0 (avanço)
|──┤├─────┤├─────┤NC├────────────( S )──|
| START B2A STOP |
Network 2: Parar avanço quando atinge B1
| I0.3 ou STOP/emergência M0.0
|──┤├─────────────────────────────( R )──|
| B1A |
Network 3: Activar saída EV cilindro A enquanto memória M0.0 estiver SET
| M0.0
|──┤├──────────────────────────( Q0.0 )──|
| |
Network 4: Iniciar temporização quando atinge B1
| I0.3 T#2s
|──┤├─────────────────────────────( T1 )──|
| B1A |
Network 5: Activar memória de "recuo" após temporização
| T1.Q I0.1 M0.1 (recuo)
|──┤├─────────┤NC├──────────────────( S )──|
| STOP |
Network 6: Reset memória recuo quando cilindro chega a B2
| I0.2 ou STOP M0.1
|──┤├──────────────────────────────( R )──|
Network 7: Saída EV de recuo
(em válvula monostável, o recuo é por mola — Q0.0 = 0)
(em válvula biestável, Q0.1 activa recuo)
| M0.1
|──┤├──────────────────────────( Q0.1 )──|
Network 8: Tratamento de paragem de emergência
| I0.1
|──┤NC├─────────────────( reset todos: M0.0, M0.1, T1 )──|
| STOP
Network 9: Lâmpada "ciclo activo"
| M0.0 OU M0.1 Q0.4
|──┤├─────────────────────────────( )──|
Lógica explicada: 1. Network 1: Premir START + cilindro recolhido + STOP inactivo → SET M0.0 (avanço inicia). 2. Network 2: Cilindro atinge B1 (fim avançado) OU STOP → RESET M0.0. 3. Network 3: Enquanto M0.0 está SET, saída Q0.0 activa → válvula avança. 4. Network 4: B1 inicia temporização T1 de 2 segundos. 5. Network 5: Após T1, SET M0.1 (recuo inicia) — desde que STOP não esteja activo. 6. Network 6: B2 (recolhido) OU STOP → RESET M0.1. 7. Network 7: M0.1 → Q0.1 (em biestável) ou simplesmente Q0.0=0 (em monostável). 8. Network 8: STOP corta todas as memórias (estado seguro). 9. Network 9: Lâmpada acende durante movimento.
Observações: - SET/RESET (não simples bobina) para criar memória — necessário para auto-retenção. - STOP em NC (normalmente fechado, abre quando premido) é mais seguro: se cabo de STOP for cortado, sinal vai a 0 → sistema vai para estado seguro (fail-safe). - Em válvula monostável, basta desligar Q0.0 para cilindro recuar (mola). - Em válvula biestável, são necessárias 2 saídas (Q0.0 avanço, Q0.1 recuo).
Esta é a base. Em programa industrial real seriam adicionados: - Verificação de tempo máximo de avanço (se não atinge B1 em X tempo → erro). - Contagem de ciclos. - Modo manual (operador comanda cada movimento individualmente). - Alarmes para HMI. - Backup de dados.
Parte IV · Diagnóstico
Exercício 7 · Diagnóstico sistemático (15 pts)
Um cilindro pneumático deixa de avançar. PLC indica que botão START foi premido e LED da saída Q0.0 acendeu.
Estabelece sequência de diagnóstico com pelo menos 6 verificações.
Sequência de diagnóstico:
1. Verificar nível eléctrico — LED da electroválvula (5 segundos): - Aproximar-se da electroválvula. - LED do conector está aceso? - Sim → sinal eléctrico chega à bobina; problema é pneumático ou mecânico. - Não → problema na cablagem entre PLC e válvula.
2. Se LED da válvula não acende, verificar cabo: - Multímetro entre os 2 fios da bobina (no conector): deve haver +24V. - Se não há tensão: cabo cortado, conector mal apertado, ou problema na saída do PLC. - Verificar tensão na própria saída do PLC: pino Q0.0 deve dar +24V quando comando activo. - Se não chega +24V no PLC: saída queimada ou tensão de alimentação CC ausente.
3. Se LED da válvula acende mas válvula não comuta: - Pressionar override manual da válvula (botão pequeno no corpo). Se válvula comuta manualmente: bobina queimada (sinal eléctrico não cria campo magnético suficiente). - Se nem manualmente comuta: spool preso (sujidade), válvula avariada.
4. Se válvula comuta (overrride ou eléctrico) mas cilindro não move: - Verificar pressão à entrada da válvula (manómetro). Deve ser 6-8 bar. - Se pressão zero: problema a montante — filtro entupido, FRL desafinado, fuga grande na linha. - Se pressão presente: problema entre válvula e cilindro.
5. Inspeccionar mangueiras válvula→cilindro: - Visual: mangueira esmagada? Conexão solta? - Premir ar via mangueira (com válvula activa) e ver se chega ar à entrada do cilindro.
6. Inspeccionar cilindro: - Verificar visualmente — bloqueio mecânico externo? Algo a impedir movimento (peça presa)? - Pode haver vedação interna degradada (cilindro perde óleo). Sintoma: ar entra mas não sai força suficiente. - Desmontar cilindro se necessário (último recurso).
7. Diagnóstico online com PLC (se possível): - Conectar laptop com TIA Portal. - Verificar valores das entradas: B2 está realmente activo? Sensor está bem fixado? - Verificar se temporizadores ou outras memórias estão a influenciar o programa.
8. Verificar saídas adjacentes: - Se outras electroválvulas funcionam normalmente: problema localizado nesta linha. - Se nenhuma funciona: problema a montante (alimentação 24V, fonte, distribuição).
Tabela resumo:
| Verificação | Tempo | O que indica |
|---|---|---|
| 1. LED válvula | 5 s | Separa problema eléctrico de pneumático |
| 2. Tensão na válvula | 1 min | Confirma sinal chega à bobina |
| 3. Override manual | 30 s | Separa bobina de spool |
| 4. Pressão à válvula | 1 min | Confirma ar disponível |
| 5. Mangueiras | 1 min | Detecta esmagamento, fugas |
| 6. Cilindro | 5 min | Último componente da cadeia |
| 7. PLC online | 10 min | Verifica lógica e estados |
Lição: diagnóstico sistemático em sistemas electropneumáticos é uma combinação de verificação dos 3 níveis (pneumático, eléctrico, lógico). Começar pelo mais simples e visual (LED), e ir aprofundando.
Bónus
Exercício 8 · Comando bi-manual (Bónus 5 pts)
Numa prensa pneumática queres comando bi-manual de segurança (operador prime 2 botões em < 0,5 s para activar avanço).
a) Que tipo de relé de segurança usar? b) Que tipo de botões? c) Como cablar com o PLC?
a) Relé de segurança bi-manual específico: - Pilz PNOZ X8.1P ou equivalente. - Categoria 4 conforme ISO 13849 (PLe). - Saída de segurança redundante (2 contactos).
b) Botoeiras de segurança com 2 contactos cada (1 NO + 1 NC): - 2 botões de operador (espaçados > 50 cm para forçar uso das 2 mãos). - Contactos redundantes para detecção de falha (relé valida que ambos os contactos comutam).
c) Cablagem:
Botão 1 (NO + NC) ──┐
├──> Relé de segurança PNOZ
Botão 2 (NO + NC) ──┘
│
Saída de segurança
(contacto seco habilitado quando ambos botões premidos em < 0,5s)
│
▼
Entrada de habilitação no PLC (I0.0 por exemplo)
│
▼
Lógica do PLC: só activa saída Q0.0 (EV avanço)
se entrada de habilitação estiver activa.
Quando operador prime ambos os botões: 1. Relé de segurança valida (contactos íntegros + janela temporal OK). 2. Relé de segurança fecha contacto de saída. 3. PLC vê habilitação activa → permite avanço.
Quando operador solta um botão: 1. Relé de segurança detecta perda → abre saída instantaneamente. 2. PLC perde habilitação → desactiva avanço. 3. Cilindro pára (em monostável volta à posição segura).
Princípio de segurança: o relé de segurança é a barreira. Mesmo que o PLC falhe (programa em loop, software bug), o relé valida o bi-manual em hardware certificado.
Custo adicional: relé PNOZ ~300 €, botoeiras seguranças 2 × 100 €. Total ~500 € para garantir segurança categoria 4 — exigido por lei em prensas perigosas.