Ficha 01 · Unidades, régua, paquímetro
- Unidades + conversões
- Régua/esquadro
- Paquímetro 0,02 mm
Parte I · Unidades
Exercício 1 · Converter (15 pts)
Converte cada valor:
a) 25 mm → m b) 0,005 m → mm → µm c) 3/8" → mm d) 1 1/2" → mm e) 47,36 mm → polegadas (3 casas decimais) f) 250 µm → mm
a) 25 mm = 0,025 m b) 0,005 m = 5 mm = 5000 µm c) 3/8" = 0,375 × 25,4 = 9,525 mm d) 1 1/2" = 1,5 × 25,4 = 38,1 mm e) 47,36 / 25,4 ≈ 1,864" f) 250 µm = 0,250 mm
Exercício 2 · Estimar (10 pts)
Sem usar instrumentos, estima em mm:
a) A largura de uma moeda de €1 (visualmente). b) O comprimento de uma chave Allen 5 mm. c) O diâmetro de um parafuso M8. d) A altura padrão de uma porta interior.
a) ≈ 23 mm (real: 23,25 mm). b) Allen 5 mm tem corpo de 5 mm a/f; comprimento típico ≈ 70-90 mm. c) M8 tem diâmetro nominal de rosca = 8 mm (parte do parafuso, não cabeça). d) Porta padrão ≈ 2030 mm (≈ 2 m).
Estimativa visual é uma competência prática — antes de medir, ter ideia do número certo evita erros gritantes.
Exercício 3 · Dilatação (10 pts)
Uma barra de aço com 1 metro de comprimento está a 5°C. Vai ser usada a 25°C. Coeficiente de dilatação do aço: 12 × 10⁻⁶ /°C.
a) Qual a variação de comprimento?
b) Esta variação importa se a tolerância da peça é ±0,1 mm?
a) ΔL = L₀ × α × ΔT = 1000 mm × 12 × 10⁻⁶ × (25 - 5) = 1000 × 12 × 10⁻⁶ × 20 = 0,24 mm.
b) Sim, importa. A variação (0,24 mm) é maior que a tolerância (0,1 mm). Significa que medir a 5°C e usar a 25°C dá peça fora de tolerância apenas pela dilatação. Em metrologia fina, ambos os instrumentos e peça devem estar à mesma temperatura (idealmente 20°C).
Parte II · Instrumentos básicos
Exercício 4 · Instrumento certo (15 pts)
Indica o instrumento mais adequado para cada situação:
a) Verificar se uma estante de 1,5 m está esquadrada (parede + prateleira a 90°). b) Medir o diâmetro de um veio com tolerância de ±0,01 mm. c) Marcar uma linha no centro de uma chapa para furar. d) Medir a folga de uma válvula de motor (0,15 mm). e) Verificar a planicidade da face de uma engrenagem.
a) Esquadro (de 90°, suficiente) ou esquadro combinado. b) Micrómetro (0,01 mm). Paquímetro só dá 0,02 mm e não chega. c) Riscador (punção) com azul de marcar + régua/esquadro; depois granitas antes de furar para evitar broca deslizar. d) Calibre de folga (lâminas) — combina lâminas até obter resistência ligeira a entrar/sair. e) Relógio comparador com base magnética, varrendo a face.
Parte III · Paquímetro
Exercício 5 · Leitura paquímetro (20 pts)
Para cada paquímetro 0,02 mm, indica a leitura:
a) Zero do nónio entre 17 e 18 mm. Traço 22 do nónio coincide.
b) Zero do nónio entre 64 e 65 mm. Traço 9 do nónio coincide.
c) Zero do nónio em cima de 5 mm exactamente. Nenhum traço do nónio coincide; zero do nónio coincide.
d) Zero do nónio entre 103 e 104 mm. Traço 37 do nónio coincide.
a) 17 + (22 × 0,02) = 17 + 0,44 = 17,44 mm b) 64 + (9 × 0,02) = 64 + 0,18 = 64,18 mm c) Zero coincide → 5,00 mm d) 103 + (37 × 0,02) = 103 + 0,74 = 103,74 mm
Exercício 6 · Boas práticas (10 pts)
Indica 4 erros comuns ao usar paquímetro.
- Forçar as maxilas — deforma a peça mole ou as maxilas finas; leitura errada.
- Não aferir zero — fechar maxilas e não verificar se mostra zero antes de medir.
- Maxilas sujas — uma partícula de limalha entre maxila e peça desloca a leitura.
- Leitura em ângulo (paralaxe) — ler oblíquo desloca a posição aparente do nónio.
- Medir peça quente — dilatação leva a peça medir maior que a real à temperatura ambiente.
- Usar para profundidade sem zerar a haste — a haste deve sair limpa.
(Quaisquer 4.)
Exercício 7 · Função (10 pts)
O paquímetro tem 4 funções de medição. Indica-as e dá um exemplo de aplicação para cada.
- Exterior (maxilas externas) — ex.: diâmetro de um veio.
- Interior (maxilas internas, parte superior) — ex.: diâmetro de um furo.
- Profundidade (haste posterior) — ex.: profundidade de um furo cego.
- Degrau (entre escala e cursor) — ex.: altura de um ressalto numa peça.
Parte IV · Cenário
Exercício 8 · Plano de medição (10 pts)
Tens de medir uma bucha cilíndrica com cota nominal Ø 20 H7 (furo) e comprimento 30 mm. Descreve o plano de medição (instrumentos, sequência, registos).
Instrumentos: - Micrómetro de interiores ou paquímetro com maxilas internas (paquímetro só se tolerância permitir; para H7 em Ø 20, tolerância é ~ +0,021 / 0 mm, ou seja 21 µm — micrómetro é o adequado). - Paquímetro para comprimento (30 mm). - Esquadro para verificar perpendicularidade entre face e furo. - Tabela ISO para confirmar limites de H7 a Ø 20: 20,000 a 20,021 mm.
Sequência: 1. Peça à temperatura ambiente e limpa. 2. Aferir zero do micrómetro com peça-padrão. 3. Medir diâmetro em 3 posições (entrada/meio/saída) e 2 direcções (X e Y) — total 6 medições para detectar ovalização e conicidade. 4. Medir comprimento com paquímetro. 5. Verificar perpendicularidade com esquadro. 6. Registar todas as leituras em ficha + cota nominal + tolerância → conforme/não conforme.
Aceitar se: todas as 6 leituras de diâmetro entre 20,000 e 20,021 mm; comprimento 30 ±tolerância; perpendicularidade OK.