Ficha 01 · Fibra ótica
- Caracterizar fibra
- Escolher conetores
- Conhecer procedimento
- Testar links óticos
Parte I · Tipos
Exercício 1 · Cobre vs fibra (10 pts)
Indica 3 vantagens da fibra ótica face ao cabo de cobre UTP.
- Distância muito maior (km vs ~100 m).
- Largura de banda muito superior (100G+).
- Imune a interferência electromagnética (EMI).
- Mais segura (difícil de intercetar).
- Mais fina/leve.
(3 quaisquer.)
Exercício 2 · MMF vs SMF (15 pts)
a) Diferença no núcleo e na fonte de luz. (5 pts)
b) Qual usar dentro de um datacenter? E entre dois edifícios a 8 km? (10 pts)
a) Multimodo (MMF): núcleo largo (~50 µm), fonte LED/VCSEL, vários modos → distâncias curtas. Monomodo (SMF): núcleo fino (~9 µm), fonte laser, um só modo → longas distâncias.
b) Datacenter (curtas distâncias) → multimodo (OM3/OM4). Entre edifícios a 8 km → monomodo (OS2) (MMF não chega a essa distância).
Exercício 3 · Conetores (10 pts)
a) Qual o conetor ótico mais usado atualmente em alta densidade? (5 pts)
b) Que diferença entre polimento UPC e APC, e que cor identifica o APC? (5 pts)
a) LC (Lucent Connector) — pequeno, alta densidade.
b) APC tem a face polida em ângulo (~8°), o que reduz a reflexão de retorno — usado em GPON/CATV. Identificado pela cor verde. UPC (azul) é contacto físico reto. Não misturar APC com UPC.
Parte II · Instalação
Exercício 4 · Procedimento (15 pts)
Ordena os passos de instalação de uma ligação por fibra (1 a 6):
- ___ Testar (VFL, power meter, OTDR)
- ___ Planeamento e link budget
- ___ Fusão e proteção no splice tray
- ___ Passagem do cabo (respeitar raio de curvatura)
- ___ Documentar e etiquetar
- ___ Preparar pontas (descarnar, limpar, clivar)
- Planeamento e link budget
- Passagem do cabo (respeitar raio de curvatura)
- Preparar pontas (descarnar, limpar, clivar)
- Fusão e proteção no splice tray
- Testar (VFL, power meter, OTDR)
- Documentar e etiquetar
Exercício 5 · Cuidados (15 pts)
a) Porque é a limpeza tão crítica em fibra? (5 pts)
b) Que risco de segurança existe ao manipular fibra ativa? (5 pts)
c) O que acontece se curvares a fibra abaixo do raio mínimo? (5 pts)
a) Uma única partícula de pó na face do conetor bloqueia/dispersa a luz e degrada (ou derruba) todo o link. Por isso inspeciona-se com microscópio e limpa-se sempre antes de ligar.
b) A luz do laser (sobretudo monomodo) é invisível e perigosa para os olhos. Nunca olhar para a ponta de uma fibra ativa nem para portas de transceiver.
c) Macrocurvatura: a luz "escapa" do núcleo, aumentando a perda de inserção — link com perda alta ou intermitente. Cada cabo tem um raio mínimo de curvatura a respeitar.
Parte III · Testes
Exercício 6 · Ferramenta certa (15 pts)
Indica a ferramenta:
a) Confirmar rapidamente continuidade e localizar uma quebra visível. ___
b) Medir a perda total de inserção em dB. ___
c) Ver a que distância está uma fusão má num link de 12 km. ___
d) Ver se a face do conetor está suja/riscada. ___
a) VFL (Visual Fault Locator — caneta laser vermelha). b) Power meter + fonte de luz. c) OTDR. d) Microscópio de inspeção de fibra.
Exercício 7 · Cenário (20 pts)
Uma ligação por fibra entre dois bastidores "não sobe" (link down). Descreve a abordagem de diagnóstico.
- Inspecionar e limpar as faces dos conetores (causa nº 1) — microscópio + kit de limpeza.
- Verificar polaridade Tx/Rx — fibra pode estar trocada (Tx de um lado tem de chegar ao Rx do outro). Inverter o par.
- Transceivers — SFP compatível com o equipamento e com o tipo de fibra/distância? LED de estado? Trocar por um sabidamente bom.
- VFL — injetar luz vermelha: confirma continuidade e revela quebras/macrocurvaturas (luz a escapar).
- Power meter — medir potência recebida vs link budget; perda excessiva → procurar evento.
- OTDR — localizar a que distância está o problema (fusão má, quebra, conetor).
- Documentar o que se encontrou e corrigiu.