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UC UC02843 · T. Sist. Comp. Redes

Ficha 01 · Fibra ótica

Tipos, conetores, instalação, testes
Versão · Aluno
Tempo · 45 minutos
Cotação · 100 pontos
Aluno(a)
Turma
Data
Objectivos da ficha

Parte I · Tipos

Exercício 1 · Cobre vs fibra (10 pts)

Indica 3 vantagens da fibra ótica face ao cabo de cobre UTP.

  1. Distância muito maior (km vs ~100 m).
  2. Largura de banda muito superior (100G+).
  3. Imune a interferência electromagnética (EMI).
  4. Mais segura (difícil de intercetar).
  5. Mais fina/leve.

(3 quaisquer.)

Exercício 2 · MMF vs SMF (15 pts)

a) Diferença no núcleo e na fonte de luz. (5 pts)

b) Qual usar dentro de um datacenter? E entre dois edifícios a 8 km? (10 pts)

a) Multimodo (MMF): núcleo largo (~50 µm), fonte LED/VCSEL, vários modos → distâncias curtas. Monomodo (SMF): núcleo fino (~9 µm), fonte laser, um só modo → longas distâncias.

b) Datacenter (curtas distâncias) → multimodo (OM3/OM4). Entre edifícios a 8 km → monomodo (OS2) (MMF não chega a essa distância).

Exercício 3 · Conetores (10 pts)

a) Qual o conetor ótico mais usado atualmente em alta densidade? (5 pts)

b) Que diferença entre polimento UPC e APC, e que cor identifica o APC? (5 pts)

a) LC (Lucent Connector) — pequeno, alta densidade.

b) APC tem a face polida em ângulo (~8°), o que reduz a reflexão de retorno — usado em GPON/CATV. Identificado pela cor verde. UPC (azul) é contacto físico reto. Não misturar APC com UPC.

Parte II · Instalação

Exercício 4 · Procedimento (15 pts)

Ordena os passos de instalação de uma ligação por fibra (1 a 6):

  1. Planeamento e link budget
  2. Passagem do cabo (respeitar raio de curvatura)
  3. Preparar pontas (descarnar, limpar, clivar)
  4. Fusão e proteção no splice tray
  5. Testar (VFL, power meter, OTDR)
  6. Documentar e etiquetar

Exercício 5 · Cuidados (15 pts)

a) Porque é a limpeza tão crítica em fibra? (5 pts)

b) Que risco de segurança existe ao manipular fibra ativa? (5 pts)

c) O que acontece se curvares a fibra abaixo do raio mínimo? (5 pts)

a) Uma única partícula de pó na face do conetor bloqueia/dispersa a luz e degrada (ou derruba) todo o link. Por isso inspeciona-se com microscópio e limpa-se sempre antes de ligar.

b) A luz do laser (sobretudo monomodo) é invisível e perigosa para os olhos. Nunca olhar para a ponta de uma fibra ativa nem para portas de transceiver.

c) Macrocurvatura: a luz "escapa" do núcleo, aumentando a perda de inserção — link com perda alta ou intermitente. Cada cabo tem um raio mínimo de curvatura a respeitar.

Parte III · Testes

Exercício 6 · Ferramenta certa (15 pts)

Indica a ferramenta:

a) Confirmar rapidamente continuidade e localizar uma quebra visível. ___

b) Medir a perda total de inserção em dB. ___

c) Ver a que distância está uma fusão má num link de 12 km. ___

d) Ver se a face do conetor está suja/riscada. ___

a) VFL (Visual Fault Locator — caneta laser vermelha). b) Power meter + fonte de luz. c) OTDR. d) Microscópio de inspeção de fibra.

Exercício 7 · Cenário (20 pts)

Uma ligação por fibra entre dois bastidores "não sobe" (link down). Descreve a abordagem de diagnóstico.

  1. Inspecionar e limpar as faces dos conetores (causa nº 1) — microscópio + kit de limpeza.
  2. Verificar polaridade Tx/Rx — fibra pode estar trocada (Tx de um lado tem de chegar ao Rx do outro). Inverter o par.
  3. Transceivers — SFP compatível com o equipamento e com o tipo de fibra/distância? LED de estado? Trocar por um sabidamente bom.
  4. VFL — injetar luz vermelha: confirma continuidade e revela quebras/macrocurvaturas (luz a escapar).
  5. Power meter — medir potência recebida vs link budget; perda excessiva → procurar evento.
  6. OTDR — localizar a que distância está o problema (fusão má, quebra, conetor).
  7. Documentar o que se encontrou e corrigiu.