Ficha 02 · Som, cor e exportação
- Tratar som
- Corrigir/gradar cor
- Usar scopes
- Exportar correto
Parte I · Som
Exercício 1 · Camadas (15 pts)
Um vídeo tem diálogo, música e efeitos.
a) Que prioridade dás aos níveis? (7 pts)
b) O que é "ducking" e como o aplicas? (8 pts)
a) O diálogo/voz é prioritário — tem de ser sempre inteligível. A música apoia em fundo (mais baixa), os efeitos pontuam sem mascarar a voz.
b) Ducking = baixar automaticamente o volume da música quando há voz, voltando a subir quando a voz para. Aplica-se com automação de volume na faixa de música ou um compressor sidechain acionado pela faixa de voz.
Exercício 2 · Room tone (10 pts)
Ao montar um diálogo, os cortes de áudio têm "buracos" de silêncio total entre frases. O que falta e como resolver?
Falta room tone (som ambiente do local). Sem ele, o fundo "desaparece" abruptamente nas pausas → soa artificial e revela os cortes. Resolve-se colocando uma faixa contínua de room tone (gravado na rodagem) por baixo do diálogo, preenchendo as pausas e mascarando os cortes.
Exercício 3 · Loudness (10 pts)
Qual o loudness alvo aproximado para um vídeo de YouTube e porque não basta "pôr no máximo"?
~ −14 LUFS (true peak ≤ −1 dBTP). Não basta "no máximo" porque as plataformas normalizam o loudness: se entregares mais alto, baixam-no; se esmagares tudo num limiter para soar alto, perde dinâmica/qualidade sem ganhar volume real. Mistura-se para o alvo.
Parte II · Cor
Exercício 4 · Correção vs grading (15 pts)
Distingue correção de cor de color grading e dá um exemplo de cada.
- Correção de cor — tornar a imagem tecnicamente correta e consistente: ajustar balanço de brancos, exposição, contraste; igualar planos da mesma cena (shot matching). Ex.: corrigir um plano demasiado azulado para neutro e fazê-lo combinar com os outros da cena.
- Color grading — dar estilo/emoção: aplicar um look. Ex.: dar um aspeto teal & orange quente de cinema, ou dessaturado e frio para uma cena triste.
Primeiro corrige-se, depois estiliza-se.
Exercício 5 · Scopes (10 pts)
Porque não confiar só no que vês no monitor para ajustar a cor? Que ferramenta usar?
O monitor pode enganar (não calibrado, brilho/cor do ambiente, perceção subjetiva e cansaço visual). Usam-se scopes — waveform (luminância/exposição), vetorscópio (cor e tons de pele), parade RGB — que dão dados objetivos para corrigir/igualar planos de forma fiável, independentemente do ecrã.
Parte III · Títulos e legendas
Exercício 6 · Legendas (15 pts)
a) Dá 2 razões para legendar um vídeo. (8 pts)
b) Que cuidados ter com a legibilidade de títulos? (7 pts)
a) (1) Acessibilidade — pessoas surdas/com dificuldades auditivas. (2) Consumo sem som — a maioria do vídeo nas redes é visto sem áudio (feed); legenda mantém a mensagem. (Também: SEO/indexação, falantes de outras línguas.)
b) Contraste suficiente texto/fundo (caixa/sombra se necessário), tamanho legível, dentro da safe area, tipografia coerente (UC02258), tempo de leitura adequado, não tapar conteúdo importante.
Parte IV · Exportação
Exercício 7 · Definições (15 pts)
Indica codec/recipiente e cuidados para:
a) Publicar no YouTube em 1080p. ___
b) Story de Instagram. ___
c) Mestre de arquivo de alta qualidade. ___
a) H.264 (ou H.265) em MP4, 1080p, bitrate alto, áudio AAC, fps do projeto, loudness ~ −14 LUFS.
b) MP4 vertical 9:16 (ex.: 1080×1920), respeitar safe areas da plataforma.
c) ProRes ou DNxHR (pouca compressão, alta qualidade) — para guardar e derivar outras versões sem perdas acumuladas.
Exercício 8 · Workflow (10 pts)
Porque se exporta primeiro um mestre e só depois as versões para cada destino?
O mestre (ProRes/DNxHR) é uma cópia de alta qualidade, pouco comprimida. Derivar as versões (YouTube, story, etc.) a partir do mestre evita recompressão de material já comprimido (que acumula perdas/artefactos) e permite gerar novos formatos no futuro sem voltar a renderizar o projeto todo. Exportar direto para vários destinos comprimidos a partir da timeline é menos eficiente e pior em qualidade.